sábado, 8 de janeiro de 2011 | 0 comentários | By: BestOfFutebol

Sporting vs Braga: 2-1

O Sporting bateu o Sp. Braga por 2-1 no fecho da primeira volta, na segunda vitória seguida de 2011 e depois de nas últimas duas épocas ter caído aos pés dos minhotos em Alvalade. Desta vez não houve duas sem três, mas o poste voltou a piscar o olho ao leão, num jogo em que uma substituição forçada acabou por estar na origem da vitória.

O terceiro lugar a meio do campeonato é uma garantia que não serve de consolo, uma vez que a triste realidade dos 13 pontos de distância para o líder F.C. Porto mantém-se.

Com dois golos em apenas três minutos e contra a corrente do jogo, o Sporting chamou a si a glória, com uma tranquilidade e objectividade a que nem sempre está acostumado. Sofreu um, podia ter marcado mais e ainda acertou no ferro. O Sp. Braga começou por ter alma de vicecampeão mas com o passar do tempo tornou-se uma sombra de si mesmo.

Sem Pedro Mendes de início ou no banco, ele que estava de volta aos eleitos de Paulo Sérgio, depois de ter treinado com limitações durante a semana, e com Maniche castigado, o treinador apostou em Zapater no miolo defensivo, Vukcevic na direita do meio-campo, e voltou a contar com Postiga no ataque, desconhecendo, então, que por apenas oito minutos. Domingos voltou a contar com Moisés, recuperado, e na ausência do castigado Rodriguez manteve-se Paulão no eixo. Vandinho relegou Custódio para o banco, tal como Lima foi preferido a Keita.

O Sp. Braga entrou melhor e durante dez minutos não permitiu que o Sporting saísse do seu meio-campo. O único a fazê-lo foi Postiga, rendido por Diogo Salomão logo aos oito minutos.

E foi o jovem atacante quem começou por reescrever a história do jogo aos 11 minutos. Numa recuperação de bola de Liedson, com passagens por Valdés, Vukcevic e Zapater, o espanhol cruzou da direita para um grande golo de Diogo Salomão, a usar o calcanhar com mestria.

1ª Parte:


Enquanto o Sp. Braga ainda dissecava o sucedido, o segundo dos leões surgiria dois minutos depois e após Hugo Viana isolar Liedson, que soube segurar a bola perante a defesa minhota e soltá-la para Valdés na direita, que com um remate cruzado bateu Artur Moraes pela segunda vez.

A reacção surgiria também minutos depois, agora com eficácia, depois de Paulo César empurrar um cruzamento de Alan para o fundo da baliza de Rui Patrício.

Até ao intervalo mais uma oportunidade para cada lado, a primeira para o Sp. Braga e negada por André Santos, que cortou um remate de Sílvio com selo de golo; depois o mesmo lateral a evitar que Salomão conduzisse o contra-ataque leonino para zona perigosa e pelo qual foi punido disciplinarmente.

Tal como no primeiro tempo, o Sp. Braga entrou no segundo com a determinação de que podia vencer o Sporting e não fosse a intervenção de Rui Patrício teria chegado ao empate logo de início, com Alan a rematar cruzado.

2ª Parte:


Domingos Paciência aproveitou para retocar a equipa, fez entrar Hélder Barbosa e Meyong para os lugares de Mossoró e Lima, mas a reacção foi pouco expressiva. Melhor esteve o seu guarda-redes, a negar o golo a Liedson, que se preparava para desviar de cabeça um cruzamento de Evaldo.

Depois de Paulo César ter voltar a crescer junto da baliza de Rui Patrício, Paulo Sérgio não hesitou e aproveitou não só para aplaudir a exibição de Diogo Salomão como assegurar que o Sp. Braga não colocaria em perigo a vantagem, com a entrada de Nuno André Coelho. O central estaria, aliás, na última jogada de perigo da sua equipa, com o guarda-redes do Sp. Braga a desviar a bola da sua baliza.

No final não houve assobios, nem mesmo para o árbitro Bruno Paixão, muito contestado antes e durante o jogo. Só aplausos.

Texto: maisfutebol



Paulo Sérgio, treinador do Sporting, depois da vitória sobre o Sp. Braga (2-1), no Estádio de Alvalade, em jogo da 15ª jornada da Liga:

«Obviamente estou satisfeito com o resultado, satisfeito também com muitas coisas de qualidade que a equipa demonstrou. Depois dos golos a equipa, estrategicamente e bem, baixou as suas linhas para se tornar mais compacta. Era um adversário de valia que soubemos respeitar e guardar a vantagem que tínhamos».

[Três vitórias consecutivas, é a melhor fase da época do Sporting?]

«Não sei se é a melhor fase. Já fizemos boas exibições sem averbar pontos. É uma exibição boa da equipa, temos de olhar para o lado positivo. Respeito este Sp. Braga, acho que tem uma boa equipa, é bem orientado, o ano passado fez uma boa campanha na Liga dos Campeões e foi vice-campeão, e acho que não desaprendeu. Acho que temos de valorizar o que foi bom no jogo. Um jogo que abriu com muitos golos e depois com duas equipas que souberam apresentar argumentos uma há outra. Acho que se viu um bom jogo aqui em Alvalade».



[Como reagiu aos assobios quando trocou Salomão por Nuno André Coelho?]

«Essa é uma pergunta fácil de responder. Para mim os adeptos e os sportinguistas têm sempre razão. Mas volto a dizer, porque estamos sempre à procura de polémicas e a procurar o lado negativo das coisas. Há tanta coisa positiva para destacar como um miúdo de 22 anos que entrou bem no jogo. Há muita coisa para valorizar em vez de pensarem que vou ficar irritado com a assobiadela no momento da substituição. Foi a opção que decidi tomar naquela altura, respeito as opiniões, mas o treinador sou eu. Temos feito jogos com boa competência, hoje tivemos muita competência, volto a referir o valor do adversário. Trabalhando sério, colocando este empenho em prol do Sporting, certamente vamos ter mais alegrias».
«Dá-me prazer ver Salomão a crescer»

[Porque escolheu Salomão em vez de Saleiro?]

«Acho que o miúdo entrou muito bem na partida. Na altura da substituição, como ele tem menos tempo jogado do que os outros e, além disso, é menos experiente para estes momentos escaldantes nos últimos dez minutos. A minha decisão para sair do jogo teve a ver com isso. Mas enquanto esteve em campo, justificou hoje aqui o porquê da SAD ter revisto a suas condições. Além de ter qualidade, é um miúdo com muita humildade e um miúdo sério. Dá-me prazer vê-lo crescer».

[O Sporting está a dois pontos do Benfica, ainda pode chegar ao segundo lugar?]

«Temos de fazer a nossa parte e não olhar para os outros. Temos de ser sérios e humildes e não jogar só andar em bicos de pé. Não são essas as nossas características».

[O Braga tinha ganho aqui em Alvalade nos últimos dois anos, foi importante ganhar hoje?]

«Já disse ontem. Não tem a ver com os resultados do Braga nos anos anteriores. Todos sabem da importância de somarmos vitórias, trabalhar numa casa como a do Sporting sem vitórias é impossível. O fundamental é ganhar. Os três pontos são o sal e a pimenta que fazem sentido. Essa tem de se sempre a nossa meta».



Domingos Paciência, treinador do Sp. Braga, depois da derrota diante do Sporting (1-2), no Estádio de Alvalade, em jogo da 15ª jornada da Liga:

«Não estou satisfeito de maneira nenhuma com o que fizemos aqui hoje. Tivemos aqui uma boa oportunidade para ganhar o jogo e, em dois minutos, conseguimos deitar tudo por terra. Uma equipa que entrou como o Braga entrou, depois sofrer dois golos em dois minutos¿ Erros destes arrumam com uma equipa. Se me disserem que o Sporting foi superior ao Braga, também digo que não foi. Esperava uma equipa que tivesse mais bola, que fosse mais rápida nas transições. Os dois golos intranquilizaram a equipa e pouco mais se pode dizer deste jogo».



[A oito pontos do Sporting, o que pode esperar mais desta época?]

«Continua em aberto o que queremos alcançar (terceiro/quarto lugar), mas para isso temos de ter uma postura diferente daquela que tivemos hoje. Agora vai começar a segunda volta e temos consciência de que temos de fazer muito mais fora de casa. Como é lógico, ninguém está satisfeito com o que temos feito fora de casa. Vamos continuar a trabalhar sabendo que esta equipa já fez coisas boas no passado e pode vir a fazer no futuro.

[O que faltou hoje ao Braga?]

«Em dois minutos o jogo muda. Na segunda parte, quando entramos no jogo, se o Alan tem a felicidade de empatar o jogo, podia ter sido tudo diferente. O Silvio também tem uma oportunidade para marcar, igual à do Valdés. A eficácia, a atitude, a agressividade, isso hoje é fundamental para uma equipa ser consistente. Sinto que perdi uma boa oportunidade para ganhar aqui em Alvalade. Acho que o Braga merecia mais do que aquilo que fez».



Jaime Valdés, médio do Sporting, comenta a vitória sobre o Sp. Braga neste sábado, na 15ª jornada, em Alvalade:

«Foi uma vitória importante num jogo muito difícil. Trabalhámos bem durante a semana e fomos premiados com este resultado.»

[Por ser o melhor marcador com cinco golos] «O importante são os três pontos, independentemente de quem marca. Estou a trabalhar bem e arduamente. Estou contente pela forma como tudo está a correr.»



[Ser mais regular] «Nem sempre estou a 100 por cento, depende dos jogos, da equipa ou mesmo da condição física. Há que continuar a trabalhar. Hoje [sábado] senti-me bem, foi um bom jogo e a vitória justa.»

[Sobre os objectivos da equipa] «Quem está à frente ainda deve perder pontos, mas o nosso objectivo é jogo a jogo.»

[Em que posição se sente melhor a jogar] «O treinador é que decide se devo jogar na direita, na esquerda ou no meio. Estou contente por estar cá e poder ajudar. Sinto-me bem em qualquer posição, o importante é contribuir para a equipa.»


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Porto vs Maritimo: 4-1


Um super-herói imperfeito não deixa de ser um super-herói. Principalmente quando faz milagres. Freddy Guarín fez dois numa só noite. Começou com um pontapé divino a 40 metros de distância e acabou num tiro em arco a beijar docemente as redes amadas

O colombiano não jogou de capa ondulante, escudo indestrutível e asinhas na cabeça, mas a sua verdadeira identidade foi revelada nos festejos do 3-1. Em passos de dança e chapéu vueltiao na mão, a celebração de uma noite heróica, única na carreira de um ser imperfeito. Como o são vários super-heróis.

Guarín resgatou o F.C. Porto de duas situações incómodas diante do Marítimo. A trajectória abençoada do primeiro golo indicou o caminho da redenção aos dragões e a do segundo surpreendeu pela execução técnica perfeita, em arco projectado pelo pé esquerdo.

O cigarro que culmina as grandes conquistas derrete na mão de Guarín. Justificadamente. Os adjectivos escasseiam perante tamanho esplendor. Os livros, as teses, os compêndios sobre futebol hão-de guardar um espaço para a noite heróica do colombiano incompreendido. Um atleta imperfeito, sem qualquer dúvida, mas senhor de super-poderes



Para além do mundo Marvel interiorizado por Guarín, houve um F.C. Porto platónico. Um romântico muitas vezes ingénuo, sem sexo. Não ter Radamel Falcao é uma privação difícil de suportar, de facto. E nem Walter, remetido para 90 minutos de banco, serviu como medicina alternativa.

As dificuldades penetrativas do dragão foram evidentes. A bola ardia em toques velocíssimos, virava da direita para a esquerda, servida pela excelência de Moutinho e Belluschi, mas morria quase sempre na modorra capitalizada por um Marítimo submisso e inofensivo.

1ª Parte:

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Hulk foi ponta-de-lança por obrigação, uma roldana esticada até ao limite, entre Varela e James Rodríguez. Tudo e todos inebriados num futebol não raras vezes poético e sofredor, necessitado de um acto mais carnal, heróico até. Como aqueles golos de Guarín.

O primeiro golo facilitou a leitura do processo e amansou as dores da revolta. Uma revolta que vinha desde a derrota contra o Nacional, há seis dias. Ainda houve um pontapé do laborioso Moutinho ao poste e um cabeceamento de James Rodríguez a cheirar o golo, antes de Hulk elevar para 2-0 num grito com tanto de irreverente como de sacro.

O Marítimo reduziu sem saber bem como, através de um lance de bola parada, mas os fantasmas não chegaram a assombrar a baliza de Helton. Freddy Guarín e James Rodríguez não o deixaram, apesar de muitas vezes se ter percebido que sem Falcao este Porto pode vir a sofrer no futuro.

2ª Parte:
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Nas alegações finais foi possível aplaudir o regresso de Mariano Gonzalez e usufruir de algumas combinações diabólicas entre o trio da dianteira. O F.C. Porto venceu, enfim, sem contestação possível, mesmo limitado na posição de ponta-de-lança e errático em um ou outro lance de bola parada.

Veja as fotos do jogo Aqui

Os da Madeira, vindos de oitos jogos sem derrotas, foram o vilão caído em desgraças às mãos de Freddy Guarín. Sem darem grande luta, nem provocarem danos de monta. O super-herói imperfeito resistiu sem mácula, nem dor. E foi para casa envolvido num espectro de mistério. Afinal, que Guarín é este, senhores?

Para a semana teremos todos os pormenores sobre os Vídeos do Século, onde colocaremos a Nu toda a "Verdade Desportiva" da época 2009 / 2010.

Os vídeos que vão parar o País...



Jorge Nuno Pinto da Costa falou aos jornalistas no final da vitória sobre o Marítimo e deixou uma confissão. O presidente do F.C. Porto não se importa de «perder todos os jogos na Taça da Liga». Isto, quando instado a comentar o desaire frente ao Nacional da Madeira.

Na curta conversa com a comunicação social, Pinto da Costa mostrou-se especialmente feliz com o golo marcado por James Rodríguez, pois o jovem colombiano tem andado «com azar na finalização».



A finalizar, o dirigente qualificou de «giro» o recente ping-pong de recados entre Villas-Boas e Jorge Jesus, dizendo ainda que o técnico do Benfica é «um homem inteligente». «Por isso é que é meu amigo».

André Villas-Boas, treinador do F.C. Porto, em declarações na sala de imprensa, no final do triunfo dos dragões sobre o Marítimo, por 4-1:

«Curiosamente fizemos um jogo semelhante ao que fizemos contra o Nacional, embora hoje tenhamos sido mais incisivos. Mas em tudo o resto foi parecido e como o futebol é imprevisível, acabámos por perder. No cenário pós-derrota era importante voltar a ganhar. O Marítimo colocou-nos um difícil obstáculo no caminho e por isso, fazer o que fizemos num jogo com uma carga emocional como esta foi fantástico. Depois do jogo com o Nacional vi uma grande crítica, individual e não colectiva, injusta. Por isso, acima de todo para os jogadores foi importante este triunfo



«Foi uma semana longa, parecia que a organização já valia pouco. Fizemos uma análise criteriosa, comparámos o jogo do Nacional com o do Paços de Ferreira. Lá termina com um resultado expressivo que não correspondia à verdade e com o Nacional fizemos tudo, mas o imprevisível aconteceu. Perdemos e pusemos em causa uma competição que queremos ganhar. Mas acreditámos no nosso trabalho, melhorámos onde tínhamos a melhorar e para um jogo com esta carga emocial, fazer o que fizemos hoje, é muito positivo. Os jogadores foram sujeitos a uma crítica agressiva, que não merecem. É importante haver respeito e apreço pelo que fizeram.»

[É positivo jogar tantos jogos em casa neste início do ano?] «É importante que o publico não se esqueça que é importante haver empatia e que não se deixe levar pela crítica fácil. A carga emocional extra deste jogo aconteceu por sentia-se que havia intranquilidade nas bancadas e o grupo deu um sinal muito forte. O jogo com o Nacional podia pôr em causa a empatia do público com a equipa nos próximos quatro jogos aqui no Dragão. Unidos fazemos a diferença e isso é muito mais importante.»



Pedro Martins, treinador do Marítimo, em declarações na sala de imprensa, no final da derrota sofrida frente ao F.C. Porto, no Dragão, por 4-1:

«É um resultado pesado, não nos imaginávamos com uma derrota tão pesada. Tivemos muito organizados até ao golo sofrido e nas transições poderíamos levar o jogo para o que pretendíamos. Surgiu um grande golo do Guarín, no segundo remate do F.C. Porto, creio. Toda a nossa estratégia ficou condicionada. O que pretendíamos não era suficiente. Na segunda parte, novo grande golo, ao terceiro remate do F.C. Porto. Corrigimos o que estávamos a fazer mal, fizemos o golo, estávamos a crescer, mas com o terceiro golo a equipa ficou partida. O F.C. Porto ganhou bem. Foi tremendamente eficaz e as suas individualidades hoje apareceram.»

Mariano Gonzalez voltou a jogar, dez meses após a grave lesão contraída em Coimbra. O argentino substituiu Fernando Belluschi aos 83 minutos da partida contra o Marítimo e no final falou aos jornalistas:



«O meu regresso não podia ser melhor. Após tudo o que passei é um prazer estar de volta. Agradeço todo o apoio que me foi dado nesta fase difícil. A equipa tem-se portado muito bem, vamos no primeiro lugar e espero que seja para continuar. A ovação das bancadas? Sinceramente, não estava à espera.»



Emídio Rafael, jogador do F.C. Porto, em declarações após a vitória sobre o Marítimo por 4-1:



«Tínhamos de dar uma boa resposta, após a derrota, e colocar mais pressão sobre o segundo classificado. O resultado de 4-1 é expressivo e justo. Estou satisfeito com o meu rendimento. Ainda não tenho o ritmo ideal, mas estou a ficar mais confiante. O Alvaro tem sido a primeira opção, mas quando jogo dou o máximo.»





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Antevisão: Leiria vs Benfica


O treinador do Benfica está ciente das dificuldades que vai encontrar na visita à União de Leiria, terceira classificada da Liga, e pede o apoio dos adeptos no confronto de domingo.

Em declarações ao canal de televisão do clube, o técnico dos “encarnados” não poupou elogios à formação orientada por Pedro Caixinha e não acredita encontrar mais facilidades pelas saídas de Silas e Carlão, duas peças importantes na formação do Lis. “Vamos jogar com o terceiro classificado, uma equipa que está a fazer um óptimo campeonato. Vai um jogo difícil, com um adversário super moralizado. Saíram o Silas e o Carlão, mas a União de Leiria tem outras alternativas”, salientou.

Para Jorge Jesus, a União de Leiria segue logo atrás de FC Porto e Benfica “porque sempre foi uma equipa que jogou o jogo pelo jogo e procura impor as suas ideias” e, domingo, face aos campeões nacionais “vai manter esse pensamento positivo”.

Pelas dificuldades esperadas, Jorge Jesus deixou o apelo aos adeptos benfiquistas para “repetirem a enchente do ano passado”, num jogo que o clube da Luz venceu por 2-1, numa altura ainda mais precoce do campeonato (quinta jornada). “Por aquela altura, estávamos numa posição muito mais próxima do primeiro e num dia diferente. Amanhã (domingo) vai estar um tempo chuvoso, mas era importante que os adeptos do Benfica voltassem ao estádio em grande número. No ano passado foram determinantes para a nossa vitória”, reconheceu.



Sobre a equipa para domingo, Jorge Jesus confirmou que Luisão está recuperado e será convocado, tal como Aimar, embora a utilização do médio seja ainda matéria de ponderação: “Se pudermos não ter Aimar no domingo e contar com ele para o resto do mês de Janeiro...”

Sobre o argentino José Luís Fernandez, o primeiro reforço do Benfica na reabertura do mercado, adquirido ao Racing Avellaneda, Jesus pediu tempo para o jogador sul-americano e rejeitou comparações com o compatriota Di María, que deixou o Benfica no último defeso para rumar ao Real Madrid. “É um jogador que acabou a competição há um mês, perdeu competitividade e ainda não conhece as ideias do Benfica. Chegou para uma posição que precisávamos, mas não vem substituir Di María. Di María só há um e foi por isso que foi para o Real Madrid”, salvaguardou o técnico.



A U. Leiria recebe o Benfica no domingo, completando os jogos com os grandes nesta primeira volta do Campeonato, e espera, à terceira tentativa, conseguir o primeiro resultado positivo diante de um candidato ao título. Orgulhoso pelo quarto lugar, Pedro Caixinha encara o jogo com optimismo, embora saiba que a sua equipa terá de estar ao mais alto nível para conseguir derrotar um adversário em grande momento de forma.

«As expectativas são elevadas. Respeitamos muito o adversário que vamos encontrar, é o actual campeão nacional, e, no nosso entender, está a viver o melhor momento da época. Quer em termos colectivos, quer em termos dos muitos valores individuais que tem, é uma equipa muito forte», reconhece o técnico da equipa do Lis.

Só uma U. Leiria em grande poderá, assim, ambicionar bater o pé às águias: «Não há fórmulas nem receitas mágicas para ganhar ao Benfica. Há grande vontade de acreditar no que fazemos, no nosso trabalho diário e na preparação dos treinos. É isso que nos dá a dinâmica de jogo e é ela que nos traz vitórias. O Benfica está no seu melhor momento e nós temos de estar também no nosso melhor para lhe fazer face.»

Os leirienses querem ganhar aos encarnados até porque definiram uma meta para os primeiros seis meses da época: conseguir a manutenção. «Gostaríamos de terminar a primeira volta, com os objectivos primários alcançados. Vamos fazer tudo para alcançar os 27 pontos», assegurou o treinador, revelando não saber que Jorge Jesus fora o último treinador da União a ganhar ao Benfica. «Quero simplesmente ganhar o jogo, não pretendo substituir ninguém», atalhou.

As saídas de Carlão e Silas vieram à baila, por se tratarem de jogadores fundamentais para a equipa. O técnico desvaloriza as ausências mas reconhece não ter jogadores com o mesmo perfil no plantel: «Pertencem ao passado, já saíram, não pertencem ao grupo. O que nos interessa é o futuro e sermos melhores. O grupo que cá está dá garantias totais. Não vamos mudar a estratégia, mas os jogadores que vão ocupar os lugares deles têm características diferentes.»

O trabalho ao longo da semana foi assegurado por Sá Pinto e demais adjuntos, uma vez que Pedro Caixinha só nesta sexta-feira regressou da Escócia, onde esteve a frequentar um curso de elite da UEFA. O técnico elogiou a preparação feita para o jogo e garantiu já saber quem irá jogar, prometendo até possíveis surpresas.


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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 | 0 comentários | By: BestOfFutebol

Antevisão: Sporting vs Braga

O Sporting, terceiro classificado, recebe o vicecampeão neste sábado, em mais um desafio importante para as aspirações do leão na prova e nada mais que isso, garantiu Paulo Sérgio.

«Este jogo não vale mais pontos do que o próximo. O Sp. Braga é obstáculo suficientemente duro para amanhã [sábado], não temos necessidade de outros», disse o técnico leonino, nesta sexta-feira, na antevisão da 15ª jornada, em Alvalade (21h15).

«Espero que seja um bom jogo, presenciado por muitos adeptos, para nos ajudarem nesta tarefa difícil, porque o Sp. Braga tem muito boa equipa, com bons valores, bem organizada, que vai obrigar a que estejamos no nosso máximo, para sairmos com os três pontos que é o que desejamos. Queremos andar no grupo da frente e ter os nossos adeptos de volta», perspectivou.

O pior cenário não é opção para Paulo Sérgio - «Antes de um jogo numa tenho na minha cabeça que as coisas não vão correr bem» -, apesar de o treinador reconhecer que «em termos pontuais» o Sporting vai concluir a primeira volta do campeonato aquém das expectativas.



Mas que o Sp. Braga vai apresentar-se em Alvalade com o objectivo de tornar tudo mais difícil, Paulo Sérgio não tem dúvidas, pelo que espera um Sporting «ao melhor nível, com níveis de concentração elevados» para superar um adversário que «privilegia acções de ataque rápido». Para tal, conta com uma equipa que «trabalha bem todos os dias, é digna e empenhada». «E isso dá-me boas perspectivas em termos do que falta disputar», defendeu.



Domingos Paciencia:
O treinador do Sp. Braga, Domingos Paciência, acredita que a sua equipa pode regressar de Alvalade com um resultado positivo e assegurou que quer ganhar na casa do Sporting, no jogo que está agendado para este sábado (21h15).



«Sei que vamos defrontar uma equipa com muita qualidade e que pode tirar partido do factor casa. Mas estamos optimistas, sabemos o que temos de fazer e é perfeitamente possível ganhar em Alvalade», afirmou o técnico, citado pela Lusa.

As duas equipas estão separadas por cinco pontos e Domingos quer aproveitar a deslocação à capital para encurtar distâncias e relançar os minhotos no campeonato. O Sp. Braga está no 7º lugar com 20 pontos e luta pelo objectivo traçado: o quarto lugar.



Texto: maisfutebol

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Balboa: "Benfica não me paga..."


Javier Balboa abriu o coração. Em longa entrevista ao Diario de Alcalá, o jogador do Benfica fala sobre estes meses sem competição, garantindo que passou algum tempo «sem receber» do clube encarnado. E que afinal trocou o Real pelo Benfica apenas porque pensava que iria jogar mais, e que confiou nas pessoas e no treinador, que lhe garantiram toda a confiança nas suas capacidades futebolísticas.

«Quando não jogas, os dias parecem-te mais largos. Passei alguns meses sem receber e muitas pessoas fizeram-me a vida impossível. Nesses momentos, dás conta de quem realmente está a teu lado e de quem se preocupa pouco contigo», desabafou o jogador.

Olhando para trás, Balboa recorda o momento em que decidiu assinar pelo Benfica. «Tinha mais cinco anos de contrato com o Real Madrid e podia ter ficado, mas gosto muito de jogar futebol e queria ter mais minutos, por isso apostei na transferência», explica.

«As coisas não saíram bem. Com Quique não joguei quase nada e a opção de sair no início da época esfumou-se porque Jorge Jesus parecia querer contar comigo. Na época passada, ao jogar no Cartagena, voltei a ouvir o meu nome e a sentir-me futebolista, mas fizeram-me regressar e, quando estava na pré-época, lesionei-me e fiquei novamente sem ser inscrito», relatou o internacional pela Guiné-Conacri.

Javier Balboa não está inscrito mas treina regularmente com o plantel principal, enquanto espera por uma definição do seu futebol. «Quando não jogas, sentes-te muito mal. Estou à espera de ver o que passa em Janeiro. Parece-me que o Benfica pode inscrever-me para jogar por eles mas, depois de três anos de dúvidas, não sei o que pode acontecer», concluiu.



O mais engraçado disto é vermos a capacidade que os Dirigentes do Benfica têm em mentir, e não mentem só quando dizem que no Benfica NUNCA um jogador ficou sem receber, mentem principalmente quando contratam os jogadores, porque falam da historia muito remota e esquecem-se de falar do Presente.

O que nos leva para um fenómeno, que só mesmo a raça e o querer de Jorge Jesus soube amortizar um pouco, e que tem haver com o abaixamento de forma de certos jogadores logo após os primeiros 2 ou 3 meses de clube. São prometidos mundos e fundos, são criadas inúmeras expectativas infundadas e depois a realidade é completamente diferente daquela que tinha sido prometida e que tinham idealizado, o que leva os jogadores a andarem tristes e por isso a não render o que o talento de cada um os permitia...

Basta vermos as entrevistas de todos os jogadores que são contratados e o seu discurso, um discurso errado e cheio de mentiras, vejam lá que o pobre rapaz com vinte e poucos anos e que não se deve de lembrar do Benfica campeão, veio para Portugal a pensar que aqui eram todos do Benfica Eh Eh

Mas no clube onde tudo funciona com lavagens cerebrais e com vassalagem é mais facil aos seus Dirigentes esquivarem-se destas situações, com cortinas de fumo e colocando a atenção noutros assuntos e noutros clubes...


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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 | 1 comentários | By: BestOfFutebol

Antevisão: Porto vs Maritimo

Na conferência de imprensa de antevisão do desafio com o Marítimo (sábado, 19h15), o treinador André Villas-Boas garantiu que a equipa continua confiante nas suas capacidades e está desejosa de «voltar ao sucesso». O técnico reforçou ainda a ideia de que o plantel vai sofrer poucas ou nenhumas alterações.

Sensações positivas
«Há uma mensagem de confiança que tenho de continuar a passar. Tivemos um percurso extremamente interessante, acumulando um número considerável de jogos sem perder e de vitórias. Não será a derrota com o Nacional que nos vai tirar deste trajecto. Uma derrota no Dragão tem determinado tipo de peso e não preciso de relembrar isso aos jogadores. Todos ficámos um pouco tristes pela derrota e pela forma como isso aconteceu. Há duas semanas, saímos da Mata Real com um resultado expressivo, que não traduziu o que se passou. No domingo, houve total domínio do FC Porto, mas o Nacional aproveitou os nossos erros e venceu. A equipa está forte, continuamos a acreditar na nossa competência, e isso é muito importante. Temos sensações que são boas para nós, positivas, e acreditamos que vamos voltar ao sucesso.»

Em busca da regularidade
«Na abordagem que fizemos com os jogadores, referimos que tivemos um período de três jogos em que temos uma primeira ou uma segunda parte más. A equipa quer crescer em termos de regularidade exibicional. Evitar quebrar, manter o ritmo de jogo durante os 90 minutos. Não me parece que isso tenha acontecido com o Nacional, na segunda parte, em relação ao que fizemos na primeira. O primeiro golo surgiu de forma inesperada e infeliz. Isso alterou tudo. O mais importante é encontrar essa regularidade. É esse o nosso desafio e foi para isso que trabalhámos nesta semana.»



O mercado
«Se o FC Porto tiver necessidade de ir ao mercado, irá fazê-lo de forma agressiva e rápida, com pouco mediatismo. O FC Porto tem jogadores referenciados há muito tempo. Não acho que vá acontecer uma novidade nesse aspecto. O Castro e o Ukra têm um mercado enorme, pelo potencial que têm. Têm a possibilidade de continuar ou não, depende deles. São-nos muito úteis aqui. Têm poucos minutos, muito desejo de ter mais oportunidades mas o ambiente competitivo no FC Porto é muito difícil. Estamos satisfeitos com o plantel e não vamos aumentar o número de jogadores. As lesões acontecem quando menos se espera e no FC Porto elas têm tocado em jogadores que têm sido utilizados com maior frequência, mas o nosso plantel oferece garantias. Sentimo-nos confiantes. Não é por termos vacilado no jogo com o Nacional que temos maior necessidade de ir ao mercado.»

O Vídeo do Século da Verdade Desportiva dos Encornados está em contagem decrescente... Precisamos da vossa ajuda...

O passado conta pouco
«Não posso comentar cada profecia do treinador do Benfica e os seus vaticínios. Acredito mais na nossa competência. Se a pressão externa existe para ele, para nós não existe, porque acreditamos no trabalho que fazemos. Foi o trabalho que nos permitiu ter este seguimento de jogos sem perder e chegar ao estado actual da equipa. Se o Benfica tivesse conseguido isso, que considerações poderiam estar a ser tomadas? O passado conta pouco e queremos crescer para o futuro. Para isso, precisamos de continuar a acreditar no trabalho que fazemos, o que é mais importante do que qualquer mensagem do exterior, que pouco nos diz.»

Regressos à equipa
«Não conto com o Falcao, penso que até ao jogo com a Naval. Fernando e Varela são jogadores que estão a ameaçar a convocatória, como todos os outros. Foi uma semana exigente, porque o Marítimo motiva isso, para além de ser um encontro que se segue a uma derrota. Como vocês sabem, o Marítimo revolucionou-se, cresceu na tabela classificativa, está em forte crescendo no campeonato. Tem jogadores extremamente agressivos na frente. Isso é mérito do trabalho de Pedro Martins.»

Particularmente adorei a parte do paralelismo entre o Jesus e as profecias... Que grande resposta, eles continuam-se a entreter e nos vamos colocando os cromos no balneário... Realmente este Benfica apenas serve para isto mesmo, para nos rirmos muito...

Aquilo há já alguns anos que era um circo, mas apenas tinha um Palhaço com orelhas grandes, neste momento o circo está completo, porque tem os Palhaços, os Macacos de imitação, as águias amestradas, os malabaristas e até o numero do Profeta Alucinado...



Pedro Martins:
«É um jogo difícil, como é evidente, num campo tradicionalmente difícil, pois nunca vencemos lá, mas queremos mudar a história. Reconheço que é natural que o F.C. Porto seja favorito, mas temos enormes possibilidades de conseguir um bom resultado», perspectivou, acreditando que não vai encontrar uma equipa «minimamente inferiorizada só porque perdeu o último jogo».

«O F.C. Porto é, neste momento, o líder do campeonato, com toda a legitimidade, pois tem sido a melhor equipa, mas também vamos preparados para jogar bem e conquistar pontos», acrescentou.

Quanto à estratégia a adoptar, embora sem abrir o livro, Pedro Martins sempre adiantou umas linhas: «Temos ambições de conquistar pontos e de fazer mossa sempre que tivermos a posse de bola. Penso que a equipa entrou muito bem no jogo com o Benfica, mas não houve a necessária agressividade ofensiva, pelo que espero que para este jogo com o F.C. Porto sejamos mais eficazes no momento da finalização».



Não podendo contar com Kléber, que só para a semana deve reintegrar os trabalhos, Danilo Dias e Peçanha, todos lesionados, Pedro Martins não quis desvendar o onze, mas garantiu que o Marítimo não irá mudar muito.

«Cada jogo tem a sua história, as equipas são diferentes, vamos alterar estrategicamente mediante o que apresenta o antagonista, mas nunca pondo em causa o nosso modelo e sempre numa perspectiva de querer ganhar o jogo e não estar inferiorizado ou com receio pelos aspectos mais fortes do adversário», justificou.

Sobre a possibilidade de reforçar o plantel no mercado de Inverno, Pedro Martins admitiu «que o presidente está a trabalhar nisso», mas disse estar «mais preocupado com o grupo actual».



Fernando Belluschi
Devolve ao Benfica a pressão sobre o que falta jogar da época. Depois da primeira derrota dos «dragões», frente ao Nacional e para a Taça da Liga, o argentino diz que o desaire «doeu», mas que a equipa está preparada para reforçar a liderança da Liga já na próxima ronda.

«Nós acima de tudo temos de ter calma, pois estamos a fazer um grande campeonato. Não gostamos que se diga que estamos na frente graças às arbitragens», disse o médio nesta quarta-feira, quando confrontado com as críticas por parte do Benfica: «Estamos à frente, isso é o que mais importa, com oito pontos de avanço, e a pressão é toda deles.»

«A derrota doeu, como todas, mas estamos bem e perfeitamente preparados para ganhar ao Marítimo e reforçar o primeiro lugar. Psicologicamente estamos bem, batemos um recorde importante e só pensamos no regresso aos triunfos», conclui.



O plantel do F.C. Porto sabe que a derrota contra o Nacional deixou «muita gente satisfeita». Também por isso, a vontade de «conquistar o campeonato» e fazer boa figura nas restantes competições mantém-se inabalável.

«É normal que haja pessoas felizes com essa escorregadela», anui o internacional argentino, concentrado em «dar a volta» já diante no próximo compromisso oficial.

«Acredito no clube e em todos. A mensagem do André Villas-Boas foi clara. Ele sublinhou que uma derrota podia acontecer em qualquer momento e pediu para levantarmos a cabeça.»


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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011 | 3 comentários | By: BestOfFutebol

Reflexão Portista...

Gostava de trazer aqui para a discussão um tema que me anda a preocupar um pouco, o assunto tem passado um pouco despercebido e poucas pessoas aprofundam o assunto, até porque talvez nada tenha que aprofundar, mas a verdade é que me preocupa ver tantas lesões em tão pouco espaço de tempo...

Se bem se recordam esta onda de lesões começou na época passada e pelos vistos a tendência é para continuar, quero recordar os mais desatentos que na época anterior a de 2008 / 2009, o Porto fez um campeonato Fenomenal onde houveram poucas lesões e onde os jogadores aguentavam os 90 minutos com uma frescura notável...

O que será que mudou...? Eu diria que a mudança teve um nome: Carlos Azenha, treinador adjunto, mas o principal responsável pelo treino físico no FC Porto.

Ora então vejamos o seguinte: No ano passado o Porto teve em apenas 4 jogos todo o plantel à disposição de Jesualdo Ferreira, tivemos o Cristian Rodriguez lesionado 4 vezes, o Varela o Ruben e outras tantas lesões que obrigaram o Professor Jesualdo Ferreira a ter que alterar o modelo táctico da equipa...

Não pode ser aceitável ver-se o que aconteceu este ano, com o caso do Álvaro Pereira, se na altura que voltou a jogar em Dezembro, todos bateram palmas e falaram que tinha sido um fantástico trabalho do departamento clínico do FC Porto, neste momento todos devemos questionar o motivo porque um traumatismo no ombro tenha sido "curado" em apenas 3 semanas quando se esperava um tempo de recuperação não inferior a um mês e meio...!!!



Uma grande equipa tem que começar na sua equipa medica, eu ainda me lembro do Rodolfo Moura um Fisioterapeuta que esteve no Porto 13 anos e que efectuou alguns "milagres".
Em alguns anos em que fomos campeões, nem sempre tínhamos grandes equipas, comparando com os nossos adversários, o que tínhamos era os jogadores sempre disponíveis, e isso faz toda a diferença...

E não me refiro apenas à vertente desportiva, porque essa é óbvia, refiro-me à vertente psicológica, uma equipa que tem poucas lesões é uma equipa mais confiante, uma equipa que confia no seu quadro clínico é uma equipa que encara os lances de outra forma.

E o contrario também acontece, uma equipa que tem consecutivamente lesões atrás de lesões, é uma equipa que em determinados jogos e lances, entra de outra forma, porque as lesões consecutivas dos colegas não lhes são indiferentes...

Alem das lesões temos visto o Porto nos últimos cinco, seis jogos diferente, um Porto onde a frescura física não esta presente como estava, e para um futebol rendilhado como é o do FCP isso é imprescindível... Basta vermos o caso do Hulk, ele não deixou de saber jogar, o que lhe tem faltado é alguma frescura física, porque os picos dele já não são os mesmos, e isso leva-o a tentar adornar mais os lances, o que faz com que perca mais vezes a bola para desespero dos seus fãs...

Algo anda diferente no reino do Dragão e algo tem que se alterar ou repensado...

Caros Amigos, será que Villas-Boas faz uma correcta gestão do esforço físico dos atletas? Terão os preparadores físicos alguma culpa por esta onda de lesões? Ou será uma mera coincidencia destes ultimos dois anos?

Texto: R.A (BestOfFutebol)


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terça-feira, 4 de janeiro de 2011 | 9 comentários | By: BestOfFutebol

Benfica Sempre - 5ª Edição


Saudações Benfiquistas

Depois do Natal, depois da Passagem de Ano, depois de doces, champanhes e bolo-rei, lá chegamos todos ao Ano de 2011.
Este novo ano não podia ter começado de melhor forma, ao fim de trinta e seis jogos sem perder foi no inicio deste singelo ano que os Andrades finalmente conheceram o amargo sabor da derrota.

A Taça da Liga veio dar uma alegria a todos aqueles que tentam combater a hegemonia do FCP esta época, é caso para se dizer “ O que é Nacional é bom”.

O Nacional da Madeira conseguiu fazer aquilo que o Braga nem os “grandes” de Lisboa conseguiram, jogar com garra, determinação e acima de tudo com vontade de ganhar. Anselmo a par de Kieszek gelou o Estádio do Dragão onde um Porto fragilizado pelas alterações impostas por Villas-boas não conseguiu deter um Nacional que acima de tudo teve vontade de ganhar até ao fim.

Mais para o sul do País, o Estádio da Luz recebeu o Marítimo num jogo a contar também para a Taça da Liga onde Salvio voltou a facturar, o que começa a pôr o Benfica numa situação difícil em relação a este jogador, isto é, o Benfica conseguiu Salvio por empréstimo pagando logo 2 milhões de euros por 20% do passe, sendo o mesmo beneficiário de um ordenado de cerca 2 milhões de euros por época (segundo o jornal A bola), o Benfica para o contratar teria que pagar mais 8 milhões de euros, o que daria o total gasto de 10 milhões mais um ordenado de cerca de 2 milhões por época, o que seria um grande esforço financeiro para o clube, vamos esperar para ver.



Voltando ao jogo propriamente dito, o Benfica começou o ano com o pé direito, batendo os insulares do Marítimo por duas bolas a zero com golos apontados por Salvio e Saviola. Valeu pelo resultado e para rodar jogadores, sendo que uma vitória moraliza sempre a equipa.

De destacar as estreias de Fábio Faria e do eterno Moreira, que fizeram os primeiros minutos esta época em jogos oficiais, já César Peixoto está cada vez mais afastado dos adeptos da luz, sempre que ele tocava na bola assobios entoavam por toda a catedral, Peixoto foi um jogador que nunca convenceu, pondo-se mesmo em causa a sua utilidade e contratação, até porque chegou na mesma altura ao clube que Shaffer e ao Argentino nunca foram dadas as mesmas oportunidade que a Peixoto, tendo sido emprestado pouco tempo depois de ter chegado.

Neste novo ano espera-se que o Benfica apareça mais aguerrido, menos lamuriento e com mais atitude e garra, ganhando jogo a jogo para conseguir manter o campeonato com alma até ao fim.

Jogador da Semana:
Joaquim Manuel Sampaio Silva mais conhecido por Quim nasceu em Vila Nova de Famalicão a 13 de Novembro de 1975.

Estreou-se a jogar na primeira liga na época de 1994/1995 ao serviço do Braga, onde pouco a pouco se tornou titular indiscutível.

Em 2004/2005 rumou à luz onde nessa mesma época se sagrou campeão nacional, ganhando a Super Taça no inicio da época seguinte. Em 2008/2009 ganhou a Taça da Liga defendendo três grandes penalidades contra o Sporting na final, tendo em 2009/2010 conquistado mais um campeonato e uma Taça.

Nesta última época Quim foi titular nos 30 jogos da liga fazendo o melhor campeonato da sua carreira, mesmo assim Carlos Queirós não o convocou para disputar o Campeonato do Mundo.



Em Junho de 2010 findava o contrato que o ligava ao Benfica, durante algum tempo ficou-se na dúvida se o mesmo iria continuar ou não no clube, até que num programa televisivo, Jorge Jesus afirmou não contar mais com ele, como pessoa discreta e humilde que sempre foi Quim fez as malas e sem quaisquer alardes rumou para Braga onde assinou possivelmente o ultimo contrato da sua carreira.

Sempre me custou a perceber, e ainda hoje não compreendo a leviandade com que foi tratada esta situação e a pressão na contratação do guarda-redes espanhol, depois de uma época brilhante o guarda-redes titular absoluto do campeonato é “dispensado “ desta maneira…. Infelizmente é este o tratamento que tem levado alguns jogadores que tanto deram ao clube…. Enfim….

Bem haja e boa semana para todos.
Pedro Pereira


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Diego Maurício no FC Porto?

Diego Maurício em cima da mesa

Pode entrar outro atacante, mas o FC Porto tenta prender “Drogbinha” antes de começar o Sul-Americano. Mas 13 milhões é para desmotivar qualquer equipa Portuguesa...

O FC Porto mantém-se em campo no sentido de garantir imediatamente o concurso do atacante Diego Maurício, 19 anos, jogador do Flamengo que nesta altura está em 'retiro' a preparar com a selecção canarinha o Campeonato Sul-Americano de Sub-20, a realizar no Peru, e que se inicia a partir do dia 20, o que, desde logo, inviabilizaria a sua entrada no Dragão antes de meados de Fevereiro.

Diego Maurício, a quem chamam normalmente Drogbinha pela semelhança física com Drogba, não pode, sequer, comentar o interesse de quem quer que seja: o selecionador Ney Franco já proibiu qualquer contacto precisamente para não haver a menor perturbação entre os atletas, já que a montra sul-americana atrai como nenhuma mais, mas isso não significa que o jogador esteja esquecido. Pelo contrário, os últimos indicadores chegados dão conta, precisamente, de novas diligências do FC Porto no sentido de garantir previamente o concurso do jogador, mesmo sem Diego Maurício estar nos planos para o imediato. O que quer dizer, grosso modo, que o brasileiro pode ser contratado e, entretanto, até chegar mais um avançado...

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A ideia dos dragões é clara: prender Diego Maurício a um contrato antes de se iniciar o campeonato das esperanças sul-americanas, pois Drogbinha vai ser titular e uma participação bem sucedida fará disparar o preço do jogador.


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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 | 1 comentários | By: BestOfFutebol

Sporting vs Naval: 2-0 (Taça da Liga)

Paulo Sérgio tinha pedido mais alma para 2011, mas a verdade é que o primeiro teste do ano mostrou mais do mesmo. O Sporting estreou-se na Taça da Liga com as mesmas limitações que trazia de 2010 e com mais duas bolas nos ferros. Só com a entrada de Simon Vukcevic é que os leões conseguiram derrubar a muralha da Naval e somar os primeiros pontos no Grupo D. Foi o prescrito montenegrino que trouxe consigo a nova alma que o treinador tinha pedido.

Ainda sem reforços, João Pereira voltou a ser solução para o lado direito do meio-campo, abrindo espaço para Abel mais atrás, com Yannick Djaló, sobre a esquerda, a pretender dar maior largura ao ataque dos leões que voltava a juntar Postiga a Liedson. A equipa de Alvalade até entrou com força de vontade, assumindo as despesas do jogo, com Maniche e André Santos muito activos no miolo.

O pior era mais à frente, onde a Naval montou um primeiro bloqueio que os leões raramente conseguiram ultrapassar com a bola controlada. Yannick Djaló demorou a entrar no jogo, flectindo muitas vezes para o centro, deixando Evaldo sozinho sobre o flanco. O jogo dos leões descaia, assim, sobre a direita, mas sem conseguir profundidade suficiente para incomodar Salin.

Não foram precisos esperar muitos minutos para os jogadores do Sporting, sem outras soluções, começarem a optar pelos pontapés de longe. Quase toda a gente tentou, mas Carriço foi o único a provocar calafrios, com uma bola que passou a rasar a trave.

Pelo meio, a Naval fez duas sortidas que colocaram a defesa leonina em sentido, primeiro por Fábio Júnior, depois por Marinho. Os leões aceleraram o ritmo de jogo e voltaram a cheirar o golo com um remate de Postiga à trave. Parece sina, mas foi apenas mais um sinal de que pouco mudou em relação a 2010.

1ª: Parte:

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Paulo Sérgio deixou tudo igual para a segunda parte e a equipa continuou na mesma-lenga, com passes certinhos no meio-campo para depois perder a bola à entrada da área, sem conseguir criar espaços para o remate. Mais do que se passava no relvado, foi o aquecimento do «renegado» Vukcevic que entusiasmou os adeptos.

Era sinal de que alguma coisa estava prestes a mudar. O montenegrino entrou para jogar sobre a direita, com João Pereira a recuar no terreno e, em poucos minutos, o Sporting ganhou uma nova dinâmica. Finalmente havia alguém que se mexia na frente, que ganhava espaços, abria linhas de passe e brechas na defesa da Figueira.



Foi uma jogada que teve início no montenegrino que permitiu a Postiga encher o pé e colocar de novo Salin em jogo com uma grande defesa. O Sporting crescia e Paulo Sérgio dava-lhe mais «vitaminas» com Valdés a render o insonso Djaló. Os leões conseguiam, finalmente, jogar na área da Naval, e Valdés atirou à trave, na sequência de um livre de Vukcevic, adornado com duas bicicletas de Postiga a manter a bola na zona de finalização.

Duas bolas nos ferros a minar a moral dos leões. Mas Vuk nunca baixou os braços e, na sequência de novo livre, o montenegrino atirou a contar, beneficiando de um desvio em carlitos para bater Salin.

2ª Parte:


Com o caminho aberto, a Naval abriu as suas linhas e o Sporting pode finalmente respirar, com mais espaço em campo. O segundo golo chegou logo a seguir, com Postiga a encontrar Liedson na área e o levezinho a atirar para as redes com um remate à meia-volta.

A Naval de Fernando Mira estava programada para defender e nunca esboçou uma reacção aos golos do adversário a não ser evitar sofrer mais. Dores de cabeça para o novo treinador Carlos Mozer que assistiu ao jogo da bancada.

Paulo Sérgio:
«Considero que a primeira parte também é conseguida, apesar de termos cometido alguns pecados. A equipa soube ter a bola, soube circular, soube ser paciente, mas em alguns momentos precipitámo-nos. Precipitámo-nos a rematar e em alguns passes desnecessários. O que disse ao intervalo foi que era preciso manter a postura, e corrigir a ocupação dos espaços que não foi correcta no primeiro tempo. Além disso, pedi que mantivessem um ritmo elevado para termos espaços. A equipa teve essa postura e essa agressividade no bom sentido».

[Mas as alterações, com as entradas de Vukcevic e Valdés, tiveram influência na mudança de atitude?]
«Não quero desvalorizar uma coisa, nem a outra. Os que lá estiveram primeiro fizeram o seu trabalho, criaram desgaste e abriram caminho para que eles entrassem com um bom desempenho».

[Mas o treinador da Naval diz que a primeira parte foi equilibrada, não concorda?]

«Não vou comentar o que o Mira disse. Tivemos ocasiões na primeira parte, tivemos bolas nos ferros e boa circulação na bola. Tivemos alguns passes desnecessários, havia que manter a paciência para encontrar os espaços. Penso que melhorámos na segunda e foi isso que fez a diferença na segunda parte».



[Era importante vencer este jogo antes do jogo com o Sp. Braga?]
«Era importante vencer este jogo porque é sempre importante vencer os jogos nesta casa».

[Vukcevic foi pedir desculpa aos adeptos?]

«O Vuk não pediu desculpa aos adeptos, foi agradecer o apoio que lhe deram. Ficou satisfeito com a equipa e com o apoio que o público lhe deu».

[Vem aí o Braga, vai mudar a equipa?]
«Vamos provavelmente manter-nos fiéis àquilo que é o sistema e o modelo. Estou apostado em variar menos, mas os jogadores escolhidos depende do trabalho durante a semana. Cada um ganha o seu espaço no onze».

[Yannick Djaló saiu lesionado?]

«Teve uma queixazita como puderam verificar ao longo da semana. Mas estou aqui a atirar para o ar, porque não falei com o médico. Mas penso que não será nada de grave, foi ele que me pediu para sair».

Fernando Mira:
«Fizemos uma primeira parte excelente, dividimos o campo com o Sporting e tivemos algumas oportunidades, como o Sporting teve. Na segunda parte sabíamos que o Sporting ia entrar forte. Eles acabaram por ter a sorte do jogo como autogolo do Carlitos. A partir daí o Sporting controlou o jogo».



[Como vai ser a passagem de testemunho a Carlos Mozer?]
«Vai ser uma passagem normal. Vamos ter uma reunião amanhã, o Mozer vai ser apresentado. Vamos ter uma reunião e falar muito».


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Antevisão: Sporting vs Naval (Taça da Liga)

O treinador do Sporting, Paulo Sérgio, afirmou neste domingo que não vai fazer gestão dos jogadores na partida da Taça da Liga, salientando que a Naval 1º Maio poderá ter uma motivação extra por ter o novo treinador na bancada.

“Todos os jogos são importantes e jogarão sempre os que estiverem melhor. Cada jogo será um jogo, não podemos olhar para daqui a três jogos, porque o próximo é o mais importante. Não estamos em condições de fazer esse tipo de gestão, pois não temos resultados que nos permitam essas estratégias”, afirmou.

O técnico defendeu que apenas com bons resultados e vitórias é possível trazer alegria e adeptos ao estádio, salientando que isso se consegue “com vitórias e não com a gestão do plantel”.

Paulo Sérgio defendeu que o objectivo do Sporting é “ir longe na competição e, se possível, vencer”, salientando que para isso é preciso fazer uma boa campanha nesta fase de grupos da Taça da Liga.

O treinador deixou também elogios ao adversário, salientando que o último lugar da Naval no campeonato não vai ter qualquer influência no jogo de segunda-feira e que a sua equipa vai ter um jogo de “grande trabalho”, em que será preciso ter “motivação” e uma “seriedade grande”.

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“Acredito que pode haver motivação extra por terem o novo treinador [Mozer] na tribuna a observar. Os profissionais da Naval são dignos, querem inverter o trilho que vêm traçando e será uma partida difícil, independentemente da classificação da Naval. Não temos que olhar para a classificação, pois a nossa também não é brilhante”, salientou.

O treinador lembrou a fase difícil que a equipa passou antes do triunfo frente ao Vitória de Setúbal, no último jogo de 2010, afirmando que o grupo tem que se lembrar dessa última semana para que não exista “nenhum adormecimento”.

Em relação a Vukcevic, o técnico garantiu que conta com o internacional montenegrino, depois de algumas notícias que davam conta da saída do médio.

“Se cada jogador não corresponder em determinada altura e eu deixar de contar com ele, daqui a bocado tenho dois ou três. Há momentos em que acho que ele fez bem, outros em que não desempenhou bem a sua missão, mas isso é normal”, disse, garantindo que não tem qualquer caso particular com Vukcevic e que este pode ajudar o Sporting.



Sobre Izmailov, que ainda não jogou está temporada, Paulo Sérgio defendeu que “não vale a pena perder tempo a pensar” num jogador que não treina há vários meses.

“Gostaria de o ter desde início, pois todos sabem a valia do atleta. Está entregue ao departamento médico e jurídico, um atleta que não treina não pode entrar nas minhas contas”, disse.

Paulo Sérgio recusou fazer comentários sobre eventuais transferências na abertura do “mercado”, mas elogiou a chegada de José Couceiro, novo director-geral do Sporting.

“Com bola não era grande coisa, era um pezudo como eu, mas é uma pessoa experimentadíssima no futebol e não tenho dúvida que vai ser mais uma ajuda para trilharmos o caminho que queremos trilhar”, concluiu.

Para o jogo de segunda-feira (19h15, SIC), Paulo Sérgio convocou 19 jogadores, destacando-se os regressos de Vukcevic e Postiga. Em contrapartida, Pedro Mendes ficou de fora, apesar de estar recuperado de uma lesão.

Fernando Mira, treinador interino da Naval, garantiu, na antevisão à partida com o Sporting, que os figueirenses vão ao Estádio de Alvalade «para vencer».

«Reconheço que vamos defrontar uma grande equipa com jogadores com muita qualidade, mas isso não nos pode inibir de lutar por um resultado positivo. O principal desafio que a equipa tem de enfrentar é o campeonato mas durante a semana preparamo-nos apenas para a Taça da Liga», afirmou Fernando Mira.



Para a viagem a Alvalade, em comparação com a última convocatória sob o comando de Rogério Gonçalves, Fernando Mira fez regressar Rogério Conceição, Salin e Michel Simplício, em detrimento de Davide, Bruno Jorge e Previtali.


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Benfica vs Maritimo 2-0 (Taça da Liga)

Não têm nome de filósofos, não são gregos, muito menos primeiro-ministros, mas sabem, obviamente, que 2011 não é de facilidades e ainda que o tango é para se dançar a dois. Salvio e Saviola formaram dupla outra vez para começarem o ano conforme saíram do anterior: a marcar e a serem protagonistas em triunfo encarnado. Ao que parece, há uma nova parceria na Luz: Salviola!

O Marítimo até começou o ano melhor que o Benfica. A ideia inicial era surpreender o campeão nacional que, de acordo com o treinador, perdera o ritmo em que vinha. Jorge Jesus entrou em 2011 conforme mandam os economistas: sem grandes gastos, ou seja, a poupar. Assim, seis habituais titulares ficaram de fora, fosse por castigo, lesão ou mesmo para estarem frescos para Leiria.

Moreira e Fábio Faria jogavam os primeiros minutos da época e viam os madeirenses atrevidos a querer fazer nova surpresa na Taça da Liga. A ilusão durou dez minutos. Kardec ocupava o lugar de Cardozo, mas não fazia esquecer o paraguaio: duas grandes ocasiões, duas perdidas. No entanto, o mote estava dado e, após uma falha incrível de Tchô, Salvio fez a rolha saltar do champanhe! O 8 da Luz brindou os adeptos com um golaço e meteu os encarnados em vantagem.

«Para dançar tango são precisos dois e eu não tive parceiro durante meses.» Esta é uma das frases que marcaram 2010 e pode ser, talvez, explicação para os últimos meses de Saviola na Luz. A declaração de José Sócrates serve para ilustrar a dança solitária do argentino, sem se tomar partidos, obviamente, nem inclinações à esquerda ou à direita. O golo de Salvio despertou a equipa e Saviola. El Conejo apareceu, mais uma vez, no sítio certo, à hora certa, num movimento visto e revisto em Portugal. O 8 parece entender-se cada vez mais com Saviola e, curiosamente, os últimos bons jogos de Salvio correspondem a uma subida de rendimento de El Conejo.



O Benfica vencia por 2-0 ao intervalo e se o Marítimo entrara melhor no encontro, os encarnados justificaram a vantagem depois. Pedro Martins tinha feito apenas uma alteração ao onze que terminara 2010, mas a manutenção da equipa e a boa atitude perante (alguma da) segunda linha encarnada não eram suficientes. Já na segunda parte, os madeirenses ainda tiveram lances de golo, como o de Cherrad que entrara para o lugar de Tchô: tal como o colega, no primeiro tempo, o argelino desperdiçou.

Jorge Jesus também começara a trocar peças. Aliás, fora o primeiro a fazê-lo ao tirar o estreante Fábio Faria e colocar César Peixoto. O treinador tentava recuperar mentalmente o camisola 25, assobiado nas últimas aparições na Luz que, ao que parece, ainda não se convenceu da valia do esquerdino.

Vieram ainda Amorim e Jara, Heldon e Alonso. Com o resultado feito e o relógio a correr para o minuto 90, serviu para uns ganharem minutos e outros descansarem, apesar do lance final com a bola a bater na trave de Moreira.

Em suma, Salvio e Saviola fizeram o resultado no primeiro tempo e o Benfica viveu dos rendimentos no segundo. O campeão salta para o topo do Grupo B e fica mais próximo das meias-finais.



Jorge Jesus:
[Com os resultados de hoje, o Benfica aliviou um pouco a pressão, essa passou para outro lado?]
«Esta é uma competição completamente diferente. O facto de termos somado três pontos e outras não o terem feito não quer dizer nada. Temos a mesma pressão, ou seja, jogar para vencer as provas em que estamos inseridos, tentar fazê-lo com qualidade, sobretudo como fizemos no último jogo do campeonato: ganhar e satisfazer os adeptos. Estávamos a caminhar para isso, esta paragem não ajudou nada. Mas estamos em igualdade, porque os outros tiveram a mesma paragem. A nossa vitória não meteu pressão em ninguém.»



[Sobre as possibilidades em revalidar a conquista da Taça da Liga]
«O Benfica é o favorito número nesta competição. Queremos defender com qualidade esta Taça da Liga, mas a responsabilidade que temos em conquistá-la não quer dizer que não possamos lançar outros jogadores. Isso tem a ver com a qualidade do plantel.»

«O próximo jogo é contra o terceiro classificado, que está a fazer um excelente campeonato. A União de Leiria tem bons valores e este ano está mais forte que na época passada. A nossa responsabilidade e pressão é ter de jogar para ganhar, quem está neste clube não pode pensar de outra maneira.

Pedro Martins:
«Entrámos muito bem no jogo, tivemos 10 ou 15 minutos com boa circulação de bola e chegámos, inclusive, a importunar o Benfica. Os primeiros lances são nossos, não conseguimos fazer golo e o Benfica marca no nosso melhor período. O Benfica ficou depois a jogar como gosta e, numa competição muito curta tivemos de arriscar. Na segunda parte fizemo-lo com quatro avançados, não fizemos golo e o adversário aproveitou também a nossa organização indevida. Qualificação? É possível mas não dependemos de nós. Perder na primeira jornada é complicado. O resultado mais acertado seria 2-1, mas quem não marca tem estes dissabores.»



«Se a equipa podia ter sido mais agressiva? Podia. Na segunda parte, não tivemos a agressividade ofensiva que pretendíamos. Felipe Menezes? Não faz sentido falar sobre isso, estou aqui para abordar o jogo. Estou satisfeito, estamos a trabalhar bem.»

Airton:


Texto: maisfutebol


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Porto vs Nacional 1-2 (Taça da Liga)

A Taça da Liga não é definitivamente uma competição que faça bem ao F.C. Porto. No regresso à prova que significou a última derrota, na final da última época, com o Benfica, a equipa voltou a perder. Fê-lo com estrondo, em apenas oito minutos, crucificado por um Anselmo que voltou a pregar a cruz no Dragão.

O avançado entrou em campo a quinze minutos do fim e num instante virou do avesso um jogo que parecia destinado a perpetuar a caminhada imbatível do F.C. Porto. Primeiro aproveitou um erro enorme de Kieszek, ele que comprometeu o futuro no segundo jogo oficial, depois aproveitou a apatia geral.

Curiosamente Anselmo já era um velho conhecido do Dragão muito antes desta noite heróica. Tinha sido também ele o carrasco, por exemplo, há quase quatro anos, quando ditou uma derrota caseira do F.C. Porto. Desta vez fez muito melhor: interrompeu uma série de 36 jogos sem perder do líder do campeonato nacional.

Para além dessas curiosidades, sobra a notícia mais relevante: o ano de 2011 começou muito mal para o F.C. Porto. Começou mal a todos os níveis, aliás. A equipa jogou mal, não teve soluções para ultrapassar a solidez defensiva do Nacional, marcou de penalty e nem assim evitou a derrota que chegou pouco depois.

Durante toda a primeira parte, por exemplo, o F.C. Porto não conseguiu por uma vez rematar dentro da área. Finalizou muito, é verdade que sim, teve a posse de bola e empurrou o adversário para trás, mas só atirou à baliza do Nacional de muito longe. Um grande tiro de Hulk para excelente defesa de Bracalli foi pouco.

Na segunda parte melhorou um pouco, sobretudo após a subida do mais explosivo Guarín no terreno, por troca com João Moutinho, mas ainda assim não chegou para alterar a tendência pobre do jogo. Fez um golo de penalty que alimentou a esperança de vitória, mas deitou tudo a perder em dois erros defensivos.



É impossível não associar a primeira derrota às alterações de Villas-Boas. Para além da cruz que Kieszek terá de carregar por muito tempo, sobrou sempre a impressão que uma defesa com Sereno e Emídio Rafael não augurava nada de bom. Durante a primeira parte, por exemplo, já tinham ficado alguns avisos.

Mais tarde concretizaram-se num final de jogo trágico para o Dragão. Para além da derrota, sobrou um aviso sério: vai ser um 2011 difícil. Villas-Boas já o tinha dito antes, esta equipa tornou-se um alvo a abater. Em nenhum jogo como este, porém, se terá notado tão energicamente a vontade de travar o dragão.

O Nacional deverá muito bem ter sido o adversário mais difícil no Dragão. Difícil pela agressividade, difícil pela robustez, difícil pela pujança. Difícil também porque não teve receio de fazer faltas feias, de travar o jogo, de defender com dez jogadores atrás da linha da bola e numa constante solidária combatividade.

Perante isto, desmoronou-se a imaginação portista e quebrou-se a onda de positivismo que levou 30 mil adeptos ao Dragão numa noite de Janeiro para ver um jogo da Taça da Liga. O F.C. Porto já não é imbatível. Descobriu-se no regresso a uma Taça da Liga maldita, que começou agora e já ficou muito comprometida.



Villas Boas:
«Não há que penalizar uma equipa que rendeu como esta. Obviamente que é uma derrota e temos de evitar derrotas a todos os níveis. Mas fizemos um percurso bom e temos de nos focar no Marítimo com a máxima agressividade para voltarmos às vitórias.

Se há jogadores que ficaram com uma cruz? Os erros acontecem sempre de uma forma colectiva. Recordo que antes do lance do Kieszek tentámos uma construção curta e falhámos. Não há qualquer tipo de penalização, nem há cruzes aqui neste clube.



A equipa não foi abaixo, isso não está em questão. A questão são os erros colectivos. Além disso, na primeira parte podíamos ter feito mais, tivemos muitos remates mas fomos pouco incisos, andámos perto da baliza, mas rematámos muito ao lado.

Crescemos um pouco na segunda parte, envolvendo os laterais e aumentando a dinâmica colectiva, mas ainda assim não chegou para alcançarmos a vitória. Não está em causa o compromisso, a exigência ou a concentração que tivemos.

Agora temos de esperar que o Nacional escorregue, porque não vamos poder chegar aos nove pontos. Para ficarmos em primeiro temos de esperar que o adversário perca pontos, mas antes de mais temos de nos comprometer com a vitória nos nossos jogos.»

Jokanovic:
«Agora é fácil falar. Antes do jogo disse aos meus jogadores que o F.C. Porto não vai ganhar sempre. A minha pergunta foi: por que não vamos ser nós? Esta minha equipa pratica um bom futebol em todos os campos. Defrontámos uma das melhores equipas da Europa, os jogadores perceberam que podia ser o jogo deles, trabalharam bem e ganhámos. A partir de hoje podemos assumir o favoritismo neste grupo.



De certeza que isto vai ser falado muito durante a semana, mas o Nacional já venceu várias vezes o F.C. Porto. Se no domingo não vencermos o Beira Mar, esta vitória não vale de nada. Temos dois dias para desfrutar deste resultado, porque é difícil lidar com estes sucessos. A partir de terça-feira temos de nos concentrar completamente no jogo com o Beira Mar e temos de trabalhar bem isso.

O que se passou para ser expulso? Quem me conhece sabe se sou muito directo. Às vezes os médicos dão-me um comprimido para acalmar, mas só dura dois ou três minutos. Hoje houve dois penalties não assinalados a nosso favor e eu explodi. Depois acalmo-me, mas naquele momento não consigo. Tenho de trabalhar nisso, às vezes exagero nas reacções, mas não há nada a fazer.»

Hulk:
«Tínhamos o jogo controlado, falhámos oportunidades e depois aconteceram dois imprevistos. Queremos já ganhar no próximo sábado. Voltámos das férias de igual forma, mas cometemos um erro e fomos penalizados. 100 jogos pelo F.C. Porto? Todos são especiais. É uma marca muito bonita numa grande equipa da Europa.»



Anselmo:
Anselmo é uma espécie de besta negra do F.C. Porto. Tem uma tendência obsessiva por marcar aos azuis e brancos e estragou uma série brilhante (36 jogos sem perder) ao adversário ao bisar no Estádio do Dragão. No passado, já por duas vezes desfeiteara a baliza do adversário azul e branco.

A primeira aconteceu há quase quatro anos, numa vitória do Estrela da Amadora no terreno do F:C: Porto. Também aí Anselmo começou o jogo no banco de suplentes e também aí foi lançado na fase derradeira do duelo, para decidir tudo no suspiro final. Tudo aconteceu a 3 de Fevereiro de 2007 na ronda 17 da Liga 2006/07.



Dois anos depois, Anselmo voltou a atacar. Na segunda-mão das meias-finais da Taça de Portugal, o avançado marcou ao F.C. Porto na Reboleira, num jogo que acabou com 2-1 para o emblema da Amadora. Apesar disso, foram os dragões a seguir em frente na prova.

Aos 26 anos, o ponta-de-lança natural de Freiria (Torres Vedras) dá novo impulso a uma carreira que, não raras vezes, adormece. Esta época, por exemplo, Anselmo ainda não tinha feito qualquer golo e surgira apenas quatro vezes em jogos do campeonato nacional.

Anselmo habituou-se desde cedo, de resto, a sentar-se no banco de suplentes. Não é um executante exímio, nunca será um predestinado, mas tem o dom do oportunismo e da resolução fácil na área contrária. Para alguém de sangue português, estas até são características nada despiciendas.

Texto: maisfutebol



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domingo, 2 de janeiro de 2011 | 2 comentários | By: BestOfFutebol

Walter: «Falar muito não dá títulos»


Ano novo vida nova foi a mensagem do treinador André Villas-Boas no primeiro dia de 2011 e que Walter acolheu com a determinação própria de quem luta por um ano de sucesso.

«O desejo é fazer um bom ano e jogar bem para ganhar provas, uma vez que o F.C. Porto tem uma grande equipa, que pensa sempre em ganhar títulos. O mister passou a mensagem de que estamos num ano novo, que estamos a começar de novo. A equipa está em todas as frentes, mas é forte e está unida. O grupo é muito forte. O F.C. Porto joga para ser campeão em todas as provas», defendeu o avançado brasileiro, na primeira superflash de 2011, neste sábado.

«O ano de 2010 foi bom, tendo em conta todos os jogos que fizemos sem perder. Mas 2011 vai ser melhor ainda, porque estamos em várias competições e vamos tentar ganhar todas», acrescentou, desvalorizando as declarações do treinador do Benfica, Jorge Jesus, sobre a forma como o F.C. Porto é líder: «O que ele fala ou deixa de falar é com ele. Ele cuida da sua equipa e nós da nossa. Falar muito não dá títulos. O nosso trabalho é dentro de campo, fazer pontos que é o mais importante.»

Walter continua a lutar por um lugar no onze, mas, enquanto isso não acontece, trabalha em prol do colectivo. «Estou aqui para ajudar. Sempre que o treinador apontar para mim e disser para jogar, entrarei para ajudar a equipa. Tenho treinado muito», assegurou.



Face às várias frentes em que o F.C. Porto se encontra, a Taça da Liga pode ser a oportunidade que Walter tanto procura, contudo, o avançado prefere esperar para ver: «Não sei se vou jogar. Isso depende do mister. Mas estou trabalhando muito para, quando tiver as chances, poder marcar golos.»

Desde que chegou ao Porto, Walter marcou já «sete golos, contando com os amigáveis», mas sente estar aquém do esperado. «Nenhum remate foi fora da área, como estava habituado a fazer. Mas, aqui, o futebol também é diferente, há menos espaço. Continuo a trabalhar da mesma forma para quando surgirem as oportunidades. Se puder ser amanhã [domingo], melhor», perspectivou.

Quanto à eventual chegada de reforços para o ataque, Walter não se sente intimidado. «Se vier mais um avançado, é bem-vindo. O F.C. Porto é uma equipa grande, que joga em muitas provas e tem de ter grupo para isso.»

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