domingo, 6 de fevereiro de 2011 | 1 comentários | By: BestOfFutebol

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 | 7 comentários | By: BestOfFutebol

Porto vs Nacional: 3-0

O Nacional da Madeira deu o pontapé de saída que marcou o inicio da partida que marca o meu regresso às crónicas do BestOfFutebol.
A equipa Madeirense pode ser apelidada de "carrasco" no estádio do Dragão, não só por ser o adversário que mais vitórias tem no reduto do Dragão, mas também por ter sido a única equipa que conseguiu infringir uma derrota ao FC Porto de Villas-Boas, daí a grande expectativa deste jogo, antecipado devido ao calendário Europeu da equipa Portuense.

Villas-Boas tinha prometido que a equipa não entraria vingativa e que não ia acusar o facto do adversário ter sido o único vitorioso contra o FC Porto e o facto é que, fosse por vingança, pela competição ser diferente ou até pelos jogadores em campo serem outros, os dragões entraram com uma atitude diferente.

Apesar do domínio não ter sido avassalador, o FC Porto entrou a gerir o jogo conseguindo aquilo que seria o melhor que podia acontecer: Marcar cedo! Aos 3m, Belluschi faz um belo cruzamento e Hulk, com um movimento típico de ponta-de-lança a fazer o golo de cabeça, um golo atípico precisamente porque Hulk não tem essas rotinas normais de um avançado fixo, provando o fantástico jogador que é.

O jogo ia passando, o Porto dominava claramente, a equipa madeirense tinha muitas dificuldades em chegar com a bola a baliza dos Dragões, conseguindo a sua primeira situação de perigo aos 12m, na sequência de um chanto, Matheus introduz a bola na baliza de Helton mas o avançado Madeirense estava em posição irregular sendo que na sequência desse lance, na resposta do FC Porto quase nasce o segundo golo por James.

O jogo corria de feição aos Dragões, controlo absoluto do jogo sem fazer grande esforço, o jogo corria fluído e a tripla Varela-James-Hulk, principalmente estes dois últimos eram o quebra-cabeça para equipa Nacionalista.
Decorriam os 33m de jogo quando Hulk protagoniza o segundo momento da noite: Desmarcação após passe de Moutinho e agora sim, numa correria típica de um ala, o brazileiro fica frente-a-frente com Bracali e faz o segundo golo da equipa Portuense.

A partir daqui foi um Show de bola da equipa do Porto, boas trocas de bola, oportunidades de golo e: Classe!, é este o termo que define o terceiro golo da equipa Portista mesmo a fechar a primeira parte, pura classe no passe de Hulk que de calcanhar isola James Rodríguez que com classe também pica a bola sobre Bracali, momento de inspiração da equipa dos Dragões que valia até agora o momento do jogo, após esse lance, o intervalo surgia e as equipas recolhiam ao balneário.

1ª Parte:
~

A segunda parte começa com o Nacional a trocar a bola, prometia entrar com uma atitude diferente mas foi so uma promessa porque o jogo continuou mais do mesmo, o Porto a dominar e a trocar a bola e o Nacional a tentar o mais que podia que a bola continuasse afastada da baliza.

Aos 52m, os Dragões ameaçam ampliar a vantagem, cruzamento rasteiro de varela e Maicon quase marca o quarto golo do jogo, uma bela defesa de Bracali e a falta de características de avançado do defesa central fizeram com que o resultado se mantivesse em 3 bolas a 0.

Do Nacional pouco se pode falar, uma equipa ligeiramente diferente daquela que venceu no Dragão há umas semanas atrás, o treinador Jokanovic ainda tentou mudar as coisas substituindo Mateus por João Aurélio aos 54m mas nada adiantou, o Porto continuou a dominar o jogo de uma forma suave visto que o resultado não pedia muito mais.

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Aos 67min o Porto volta a ameaçar marcar o quarto golo, desta vez foi Emídio Rafazel, o defesa esquerdo contratado à Académica de Coimbra faz um cruzamento com conta peso e medida e Hulk, o Incrível de cabeça envia a bola à barra da baliza Nacionalista.

O Porto estava a passos largos de somar 50 pontos na Liga, aos 69min James Rodríguez saí, o Colombiano leva a ovação da noite, num dos seus melhores jogos que fez pelo FC Porto, para o seu lugar entra o outro Rodriguez, Cebola entrou assim para fazer os seus primeiros minutos depois de mais uma das suas muitas lesões que têm assombrado a carreira.

2ª Parte:


Três minutos após ter entrado, Rodriguez quase festeja o golo, após cobrança de um canto o Uruguaio cabeceia a bola para a baliza e o árbitro assinala uma falta sobre o guarda-redes Madeirense, falta que existiu porque foi carregado dentro da grande área.

Entramos numa fase morna do jogo, o Nacional não ambicionou mais, Guarín e Walter renderam Varela e Belluschi, até ao final do jogo foi apenas o tempo a correr e nada de novo, aos 89min, Walter inicia uma grande jogada, abertura para Moutinho que faz o cruzamento e Fernando na área falha por milímetros o remate à baliza, encerrando assim os lances de relevo deste jogo.

Ainda de ressalvar um lance insólito, protagonizado pelo Juíz de linha, Hélton agarra a bola antes de ela sair pela linha de fundo, o o juís de linha, por incrível que possa parecer, conseguiu ver um canto numa posição em que as costas e o corpo do guarda-redes Brasileiro lhe tapava completamente o lançe, fazendo com que fosse impossível para o árbitro de linha ver a bola, a não ser que o mesmo tivesse algum olho escondido em alguma parte do estádio o que dito assim parece ser um pouco difícil.



CONCLUSÃO:
Vitória importante na caminhada do FC Porto ao título, o jogo da Jornada 20 antecipado devido ao calendário do Sevilha, partida da Liga Europa coincide numa jornada em que há o derbi Lisboeta e este resultado afere uma pressão extra sobre o segundo classificado Benfica, que assim é obrigado a vencer o Sporting se quiser manter intactas as aspirações em vencer o campeonato

MELHOR JOGADOR:
Hulk, invariavelmente o brasileiro é o motor do Porto, mais uma vez, lutou, rematou, partiu os rins aos defesas Nacionalistas, assistiu James para o golo e ainda marcou dois na conta pessoal, o FC Porto dificilmente segurará este jogador no final da época. Uma palavra especial para o fantástico jogo de James Rodríguez, o Colombiano fez um grande jogo e só não foi o melhor em campo porque tem um colega de equipa chamado...Hulk!

Texto: Hugo Pinto (BestOfFutebol)

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Mais um Papagaio...


Aqui está mais um artigo no mínimo caricato... Para quem gosta de analisar dualidade de critérios pode reparar como ela é gritante, neste caso, e como mais uma vez, a tendência acaba sempre por cair a favor sempre dos mesmos...

Depois de termos ouvido ontem pela terceira vez o Sr. Vítor Pereira a falar das ultimas arbitragens da Liga, e de ter analisado e concluído que o Benfica foi mais vezes beneficiado do que prejudicado (uma conclusão que todos que não usam palas, já tinham concluído), podemos constatar que essa analise tem causado algum mau estar...

Qual o meu espanto quando hoje ouvi algo muito estranho, ou no mínimo, muito dúbio e que prova mais uma vez a dualidade de critérios que se instalou no Futebol Português!

O Sr. Carlos Esteves, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, falou hoje à TSF dizendo que não concorda com os esclarecimentos que Vítor Pereira tem prestado no balanço às arbitragens.

Veja o áudio aqui

Até aqui tudo bem...! Eu também não concordo com estas declarações feitas desde o inicio da época, pelo Sr. Vítor Pereira! Mas a diferença é que o manifestei desde a primeira aparição publica, e não apenas quando os vermelhos foram os alvos, quer dizer, quando estas declarações serviram para justificar o choradinho dos vermelhos ninguém disse nada, estava tudo certo! E agora já não concordam?

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Mais uma manobra plena de oportunidade, para descredibilizar o grande Homem Vítor Pereira (palavras do Vice Benfiquista, na altura da primeira analise), como agora ficava muito mal, os vermelhos virem dizer mal do "Grande Homem", mandam um papagaio fazer o trabalho de casa, a roçar a perfeição, o problema é que nem todos estão a dormir...

Papagaios existem muitos... E não nos enganemos a pensar que é só nos vermelhos... Porque também é normal vermos estas situações, e esses papagaios em outros clubes, como no Porto, no Sporting e em tantos outros. A única diferença, e não é assim tão pequena quanto isso, é que os papagaios do Porto e do Sporting, são papagaios sem pedigree, já este... Pertence a um alto cargo do Futebol Português, no caso, da Federação Portuguesa de Futebol.

Já que estamos a falar dos papagaios do Benfica e da Federação, julgo interessante trazermos para este artigo, a candidatura do Dr. Fernando Seara, às eleições para Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.



Como é possivel um candidato a um cargo nacional, divulga-lo através de um meio de comunicação de um clube? Para quem não está a par do que estou a falar, o Dr. Seara divulgou a sua candidatura, num exclusivo Benfica Tv...!

A bem da Verdade Desportiva, gostava que alguém viesse a publico explicar e justificar tal barbaridade nunca antes vista em Portugal...!

Caso contrario, todos teremos que concordar com o assunto que temos ultimamente trazido à baila aqui no BestOfFutebol, e que tem haver com a tentativa de criar um novo Regime para o Futebol Português (eu sei bem que é um assunto delicado, sensível e muito controverso, porque os Portistas acham que sim, e os Benfiquistas acham ridículo, eu sinceramente), mas todos temos o direito de pensar, que está para breve um novo Papagaio Vermelho na Federação Portuguesa de Futebol, e talvez, quem saiba, outro "Ricardo Costa" para ajudar na criação de outros casos semelhantes ao da época passada...!

Eu sinceramente não quero acreditar muito nesse assunto do novo Regime, mas cabe-me falar dele e expor algumas situações como estas que vão acontecendo, para que depois cada um de vós tire as suas conclusões.

O que eu acredito e tenho a certeza, é que são coincidências e atitudes a mais, para quem quer parecer um clube honesto! Não estou a dizer com isso que não seja... Mas vamos convir que ter um candidato a anunciar a sua candidatura, num canal proprio, é algo que nunca foi visto em lado nenhum... Nem a Máfia do Futebol Italiano se dignou a tal acto...

Texto: Ricardo Amorim

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Entrevista Mourinho - 48ª Aniversario

Perdurando ainda os efeitos da atribuição da Bola de Ouro da FIFA, consequência da excepcional tripleta obtida pelo Inter de Milão, é na Cidade Desportiva do Real Madrid que José Mourinho recebe O JOGO. No final de um treino e após mais uma conferência de Imprensa duríssima - ou não estivesse no auge o desencontro de opiniões públicas com Jorge Valdano sobre a (não) contratação de um 9 para o Real Madrid -, José Mourinho tenta ao máximo desligar-se desse cone de fogo. Sabe ao que vamos.

É simpático no aperto de mão. Disponibiliza-se para responder a tudo. Vestido com o facto de treino de um emblema supermediático - como ele -, um registo dócil nas perguntas seria razão para José Mourinho estranhar. A opção, por isso, foi a de espicaçá-lo. O resultado, claro, não poderia ser outro: clarividência nas respostas e os subentendidos próprios de algo em que é também especial - estratégia.

O JOGO titulou-o de "O Maior" e "Dono da Bola" em dois momentos determinantes: na conquista da Liga dos Campeões pelo Inter de Milão e na consagração da Bola de Ouro. Essas duas primeiras páginas dizem muito. Caracterizam a ideia geral de excelência. Só que também falha. Ou parece falhar. Porquê? Não acertou na previsão de que seria preterido na atribuição da Bola de Ouro em favor de Vicente del Bosque ou Pep Guardiola. A FIFA atribuiu-lhe o prémio - mais do que justo!

Não. Com o País, nunca me senti… sentido. Sempre tive o carinho do que carinhosamente gosto de chamar "o povão" - aquele com o qual, quando vou a Portugal, me encontro na rua, na praia, numa praça, quando vamos fazer compras, ou num simples passeio por um "shopping". Do povão que encontro, sempre recebi manifestações de carinho. Da parte do poder político, seja de que quadrantes for, todos quantos têm ou tiveram cargos de responsabilidade, ou no poder local da minha cidade [Setúbal] ou mesmo a nível nacional, foram sempre extremamente carinhosos comigo - ao ponto de me atribuírem diferentes tipos de galardões e de reconhecimento.

Seja! Mas descarta viver em Portugal?!

Viver em Portugal, não. Já vivo fora há muito tempo. Os meus filhos têm outro tipo de projectos de vida; eu e a minha mulher temos neles a maior preocupação, os estudos deles foram feitos maioritariamente fora de Portugal. A formação académica deles tem sido feita sempre no estrangeiro - e vai continuar a sê-lo. Talvez por isso estejamos muito mais inclinados a que a nossa vida seja fora de Portugal. Mas pronto, não quer dizer que, um dia, eu e a minha mulher não regressemos definitivamente a Portugal; quando os filhos tiverem a sua independência, o seu trajecto, e já tenham realizado as escolhas que nós queremos que eles tenham capacidade para fazer.

Não está fácil a conquista do campeonato espanhol no primeiro ano da era de Mourinho. O Barcelona joga que se farta, tem quatro pontos de vantagem. A competição está ao rubro, mesclada de muitíssimos "mind games" cuja consequência não podia ser outra: o abalo do "statu quo" e, imagina-se, a necessidade de José Mourinho ter um dia destes de se preocupar com a "logística" - para engajar mais uma multiplicidade de inimigos. Razões bastantes para a sua avaliação.

Ao assinar contrato de quatro anos pelo Real Madrid, enunciou como desafio e grande objectivo próximo a conquista de uma espécie de Grand Slam, não conquistado até agora por qualquer treinador: depois de títulos em Inglaterra e Itália, obter também a consagração em Espanha. Está difícil neste primeiro ano…

Está difícil para nós como está difícil para os outros. Há uns campeonatos que são mais fáceis do que outros; há campeonatos onde as equipas perdem muitos mais pontos, onde há muito menos jogos - exemplos, os de 16, 18 ou 20 equipas. E há campeonatos onde, ao fim da primeira volta, uma equipa com 48 pontos seria a superlíder. E é uma realidade também a existência de outros, como o de Espanha, onde uma equipa com 48 pontos [caso do Real Madrid, agora com 51 pontos ao cabo da 20ª ronda, menos quatro do que o Barcelona] não é líder, está em segundo lugar. É um dado objectivo: uma equipa que obtém 15 vitórias, três empates e averba uma só derrota não é líder ao fim da primeira volta. Estamos a competir com uma equipa [Barcelona] que é, como lhe chamo, um produto acabado. Um produto de muitos anos de trabalho com a mesma filosofia, a mesma ideia de jogo, dispondo de jogadores formados, lubrificados e aperfeiçoados na mesma oficina. Não me parece, portanto, que seja cómodo e fácil chegar aqui e ganhar o campeonato num abrir e fechar de olhos. Só que eu preciso de desafios, de dificuldades que me motivem. A questão é esta: depois de ganhar seis campeonatos em três países diferentes - principalmente em Inglaterra e em Itália -, porque não tentar aqui em Espanha, não obstante saber da existência de uma realidade que é complicada, difícil?

Deduzo das suas afirmações que o grande problema acaba por ser a qualidade manifestada pelo Barcelona. Ou seja: o Barcelona joga de mais?

O Barcelona joga muito, e o Real Madrid também. O Barcelona joga melhor porque tem mais quatro pontos e porque goleou o Real Madrid. Mas, repito, 20 jogos de campeonato, 16 vitórias, três empates e só uma derrota é uma marca boa, ainda por cima se esta marca for acompanhada na análise por um outro dado nada desprezível: o Real Madrid tem o registo de melhor equipa esta época na Champions League. O Real Madrid foi a única equipa que conseguiu fazer 16 pontos nos 18 pontos possíveis da fase de grupos. E a estas "performances" deve ainda juntar-se a presença garantida nos quartos-de-final da Taça do Rei. O Real está a fazer uma época muito boa.

"Há défices de empatia funcional no Real Madrid"

Seja como for, disponível para novos reptos, até pelas características muito próprias de que dispõe, pode considerar-se ser o Real Madrid o grande desafio da sua vida? O Real Madrid é um clube de enormíssimo impacto mediático, pressionante, onde quase todos os dias se procuram descobrir factores desestabilizadores…


Sempre tive coisas difíceis para fazer. O Real Madrid é um desafio difícil porque, na minha opinião de observador - apesar de viver o clube por dentro há meia dúzia de meses, continuo a ser um observador -, é um clube que não está estruturado para a dimensão de que dispõe…

Há défices de organização no Real Madrid?

Digo que há défices na empatia funcional. Para mim, num clube devem trabalhar todos com o mesmo objectivo - não digo com empatia na acepção da palavra, pois essa pode haver ou não, tem de existir é nas famílias, em que temos de nos dar bem e gostar uns dos outros… Essa é a empatia nua e crua, que tem que ver com as pessoas; refiro-me, neste caso, a um outro tipo de empatia, a funcional, a que tem de existir para o sucesso de uma grande empresa, um grande clube, a todos os níveis do mundo empresarial.

Vai ganhar essa batalha? Vai conseguir institucionalizar padrões de solidariedade transversais a todo o Real Madrid?

Não sei. Não sei. Não sei se vou. No futebol, tenho ganho sempre as minhas batalhas, entre aspas, com todo o respeito e todo o carinho, contra o inimigo do exterior, isto é, ultrapassando as dificuldades postas pelos adversários. Já não sei se vou conseguir ganhar as batalhas da empatia interna. Vamos ver.

A comunicação social dá conta quase todos os dias de um clima de crispação no Real Madrid. Pergunto-lhe sem rodeios: há alguma guerra surda entre si e o director-geral, Jorge Valdano? Fazem sentido críticas como as que ainda há dias foram plasmadas no jornal "Marca", segundo as quais José Mourinho só tem contrato como treinador, mas pretende extravasar essas funções e assumir-se como "manager"?

Não tenho guerras surdas com ninguém.

O vice-versa é verdadeiro?

Não sei, tem de perguntar a outros… Insisto: não tenho guerras surdas com ninguém. O que tenho a dizer, digo sempre. E as minhas guerras, quando existem, são guerras abertas e declaradas. Guerras surdas comigo não existem.

Não há um braço-de-ferro latente?

Não. É como lhe digo: não tenho guerras surdas.

A liga espanhola, é o primeiro a reconhecê-lo, está difícil. O que suscita uma questão: qual é o grande objectivo? A Taça do Rei está em aberto e a Champions, claro, a Champions é sempre uma possibilidade. Já este ano?


É, tenho de ir um bocado por aí. Lembro-me de que, em Gelsenkirchen, após a vitória do FC Porto, disse que era demasiado jovem para não querer ganhar uma segunda Champions. A verdade é que a segunda Champions chegou meia dúzia de anos mais tarde. Agora que ganhei a segunda, continuo a dizer que, como treinador, sou demasiadamente jovem para dizer: "OK, já chega, estou contente e não quero mais." Vou ver se é possível conseguir uma terceira.

Já este ano?

Pode ser, pode ser. Ganhei a Champions na minha segunda época no FC Porto, ganhei pelo Inter também na minha segunda época. Acho que a segunda época é a mais propícia. A primeira época é sempre também uma época de adaptação, de métodos e de conhecimento em profundidade e de criação de condições para que uma equipa seja melhor. Mas estamos nos oitavos-de-final - uma barreira quase intransponível para o Real Madrid na última década - e vamos ter pela frente um adversário que também parece intransponível [o Real, em quatro vezes que defrontou o Lyon, não conseguiu ganhar um único jogo]. Pois bem: se conseguirmos passar a barreira Lyon, estaremos nos quartos-de-final e podemos ir até ao fim!

O Real Madrid, disse-mo há pouco, está a corresponder ao que terá idealizado no início da época? Cristiano Ronaldo, sobretudo, está a realizar uma temporada a todos os títulos excepcional, e a verdade é que esse facto incontroverso levanta uma dúvida: o Real de Madrid não vive manifestamente em… Ronaldodependência?

Não, de maneira nenhuma. A verdade é que estamos numa equipa em que, no ano passado, Ronaldo e Higuaín marcaram exactamente o mesmo número de golos. A diferença é que este ano não existe Higuaín.

Houve um erro de avaliação que levou à actual situação?

Não. O jogador [Higuaín] lesionou-se; teve uma hérnia discal, viu-se na contingência de ser operado. Não existe Higuaín - e é evidente que não há culpa de ninguém. Insisto: o ano passado, o Cristiano e o Higuaín mantiveram uma capacidade goleadora muito semelhante até ao final da época. Neste momento, quantos golos tem o Cristiano no campeonato?

Vinte e dois.

Pois. O Benzema tem dois.

Daí a tal questão que marca - e de que maneira! - a conjuntura do Real Madrid: a ausência de um 9 para suprir a baixa de Higuaín. A questão existe mesmo ou é mero cenário levantado todos os dias na comunicação social?

Então não existe? Só temos um!

Mas há divergências noticiadas entre o que são os seus desejos e a capacidade de resposta do estado-maior do Real Madrid, com Jorge Valdano à cabeça…

Não sei se há divergências ou não. Falo por mim.

Quer mesmo um 9?

Eu? Quero um 9 desde Agosto. O Higuaín está lesionado.

E está à vontade para o pedir?

Estou à vontade para o pedir, e o clube está à vontade para não mo dar. É fácil.

Até ao final do mercado de Inverno, pensa ter esse jogador?

Se tiver, tenho; se não tiver, não tenho. É fácil.

[Ao fim do dia de ontem fechou-se este capítulo. Adebayor, do City, chega a Madrid por empréstimo]

Pois. Mas há uma guerra latente. E aqui entre nós, como é que a observa? É um provocador…

Porquê?

Porque vai fazendo declarações a que muita gente não está habituada - e que não têm apenas que ver com a questão do 9. Lança farpas em várias direcções, do comportamento dos adversários ao papel desempenhado pelos árbitros…

Ah!, esse é que é o problema. Não sou eu que sou provocador; o mundo é que é hipócrita.

Dá-lhe um certo gozo?

Não me dá gozo nenhum. Dá-me tristeza verificar que as pessoas não têm capacidade para serem verdadeiras, preferindo não ver as coisas e optando por se esconderem atrás do que é politicamente correcto. O que me faz ficar maldisposto é verificar a existência de pessoas que são pagas principescamente para trabalhar para os clubes e que acabam por colocar os seus interesses pessoais e a sua própria imagem à frente dos interesses do clube, daqueles que nos pagam - os adeptos, aqueles que querem que as coisas corram bem.

Essa sua postura acaba por transformá-lo num coleccionador de inimigos. Dá-lhe prazer?

Não. Então você não viu, quando ganhei a Bola de Ouro? Podia perfeitamente ter dedicado a vitória aos inimigos, e nem me lembrei deles. Lembrei-me dos jogadores, dos colaboradores, da mulher, dos filhos, das pessoas de quem gosto, dos meus amigos, e nem sequer me lembrei deles. Podia ter feito um discurso aos inimigos - e não fiz.

José Mourinho é um coleccionador imparável de sucessos. Não obstante o reconhecimento mundial desse facto, não foge a duas definições: pragmático e resultadista. O que leva vários analistas a considerar a séria hipótese de que ficará na história do futebol pelos títulos conquistados, mas não por uma marca-d'água, chamemos-lhe assim, das suas equipas.

Confrontado com este cenário, isto é, se algum dia abrirá mão da primazia ao pragmatismo em favor de uma concepção de jogo com a sua assinatura, José Mourinho é… objectivo:

"Sim, é verdade, sou um pragmático. Simplesmente não estou de acordo com os que dizem que as minhas equipas não jogam bem."



A chegada de José Mourinho significou uma mudança radical no investimento em contratações - facto tanto mais de relevar quanto o mercado de Janeiro fica marcado pela polémica sobre a contratação de um 9.

Os números não mentem: 259,4 milhões = 0 troféus

Em 2009/10, o Real Madrid não conquistou um só troféu, não obstante ter realizado aquisições de valor multimilionário: 259,4 milhões.

Cristiano Ronaldo 96 milhões
Kaká 65
Negredo 5
Granero 4
Arbeloa 4
Xabi Alonso 35,4
Benzema 35
Raúl Albiol 15

Já em 2010/11, ano 1 da era de Mourinho (todos os troféus são ainda possíveis), as cifras desceram significativamente - para 89 milhões.

Ricardo Carvalho 8 milhões
Canales 6
Di María 33
Ozil 18
Khedira 14
Pedro León 10

As múltiplas dificuldades já atravessadas para a conquista de campeonatos em Portugal, Inglaterra e Itália levá-lo-ão com certeza a saber aferir as dificuldades.

Ganhar o campeonato no FC Porto é fácil.

É fácil?

É. É. Basta construir uma boa equipa e ter bons jogadores. A estrutura é muito boa, o clube é muito solidário, dá condições óptimas para que se tenha o objectivo de ganhar. Ganhar o campeonato no FC Porto é fácil, e digo-o por uma simples razão: fomos muitos a ganhá-lo. Foram tão poucos a não ganhar que temos de ser forçados a dizer que ganhar o campeonato no FC Porto é fácil. Já ganhar a Champions no FC Porto é difícil. E eu ganhei, como o sr. Artur Jorge também ganhou antes de mim. O campeonato inglês é, por natureza, muito difícil. De tal maneira difícil que o Chelsea não o ganhava há 50 anos - e nós ganhámo-lo. Conquistar a Champions no Inter também é difícil, embora outro tanto não se passe relativamente ao campeonato, ganho por alguns, principalmente pela última geração Mancini. A provar a dificuldade de conquista da Champions pelo Inter de Milão, basta recordar que o presidente Moratti era um jovem adolescente, filho do presidente de então, quando o troféu foi conquistado pela primeira vez e agora, quando a voltámos a ganhar, é avô.

Em recente entrevista a O JOGO, Pinto da Costa destacou a sua última época ao serviço do Inter de Milão como a mais perfeita. Conhecendo-se ambos tão bem, dá razão à leitura de Pinto da Costa sobre o mérito reforçado que terá tido a conquista da tripleta pelo Inter de Milão?

Se calhar, Pinto da Costa di-lo por ter sido a verdadeira tripla. Já tinha feito triplas anteriores, mas nunca a verdadeira. No FC Porto, ganhámos campeonato, Taça e Taça UEFA; no ano seguinte, campeonato, Champions e Supertaça; mas a verdadeira tripleta, como se chama por aí, é a conquista de campeonato, Taça e Champions - algo que só no Inter consegui, com uma equipa que não era favorita na Europa e teve de ultrapassar os dois grandes favoritos à vitória na Champions o ano passado, que eram o Chelsea e o Barcelona. Se calhar, o presidente tem razão. Foi um feito.

Continuam a ter contacto?

Pouco. Em momentos esporádicos. Mas sempre com a gratidão de ter sido um grande presidente nos dois anos e meio que estive no FC Porto.

Dos presidentes que já conheceu até hoje, como classifica Pinto da Costa, estando agora num clube que tem uma referência histórica indelével - Santiago Bernabéu?

Enquanto estive no Porto, foi o presidente perfeito para mim…

Tem seguido o campeonato português?

Pouco. Pouco.

É um campeonato de segunda linha na Europa. Mas tem condições para poder vir a ter um outro impacto?

Normalmente, as equipas portuguesas, quando chegam às competições europeias, tendo em conta a realidade dos clubes e do País, fazem bem. Quer na Champions quer na Liga Europa. Por regra, quando ultrapassam a fase de grupos chegam a fases adiantadas das competições. A cada quatro cinco anos, de uma forma cíclica, uma equipa portuguesa tem um ponto alto nas competições europeias. O Benfica nos anos 60, a seguir o FC Porto nos anos 80, depois nos anos 2000, também com o Sporting na final da Taça UEFA. Portanto: ciclicamente, as equipas portuguesas fazem bem nas competições europeias. Já o campeonato, para as pessoas que vivem fora - e posso dizê-lo porque já vivo no estrangeiro há muito tempo -, é um campeonato que chega pouco.

Está decidido o campeonato português, nesta altura?


É um campeonato pequenino, só tem 16 equipas. Uma volta são 15 jogos - não tem 20 equipas, com uma volta de 19. Com uma vantagem de oito pontos e só faltando 14 jogos, seria negativamente histórico para o FC Porto perder o campeonato; ao contrário, seria positivamente histórico para o Benfica conquistá-lo, o que não me parece que vá acontecer. Mas… dentro de uma linha de pragmatismo e de respeito por tudo e por todos, matematicamente o campeonato português está aberto.

André Villas-Boas, o treinador do FC Porto, pela boa época que está a fazer, foi um seu bom aluno?

Face à época que está a fazer… está a fazer bem. Não quero dizer nada mais.

Quem segue de perto a vivência de José Mourinho fica com uma ideia nítida: a de que o futebol faz o exclusivo da sua vida. Será assim?

José Mourinho esclarece, mas com um dado implícito: a mediatização excessiva, a impossibilidade de frequentar locais públicos na maior parte do planeta (nos Estados Unidos, vá lá, já que até em África não o deixam respirar…), é algo que o começa a fatigar. E, assim como assim, sobra a (relativa) fleuma britânica…

Pensa futebol, respira futebol. Há outras áreas da sociedade que lhe despertem interesse?

Família. Não tenho tempo para muito mais.

Política, não? Pintura? Eu sei lá…

Posso comprar o meu quadro, o meu relógio, ver um filmezito, mas basicamente dedico-me à minha família. Tento, no fundo, viver a vida o melhor possível. O futebol tem-me dado muito, principalmente orgulho nas coisas que tenho feito, mas também me tirou muitas coisas. Uma das coisas que me tirou foi a normalidade da vida que quero para mim e para os meus.





Está proibido de andar na rua?

Estou. Basicamente estou.

Não obstante o sucesso obtido em Itália e as expectativas abertas para idêntico desenlace em Espanha, José Mourinho nunca escondeu alguma nostalgia pelos tempos vividos na Grã-Bretanha - e não, certamente, pelos famosos copos de vinho degustados em conjunto com Alex Ferguson no final dos duelos Chelsea-Manchester United. Daí que…

Quer voltar a Inglaterra?

Quero, é destino obrigatório.

É o campeonato mais espectacular?

Não sei se é o mais espectacular; não tenho é dúvidas de que é aquele que dispõe de melhor organização, com mais fair play e respeito entre todos, e está envolto numa vida social melhor, porque mais tranquila, para todos. É de facto destino obrigatório para mim.

Não há é muitas escolhas possíveis. Manchester United, Manchester City, regresso ao Chelsea, o quê?

Não, não tenho nada engatilhado. O que tenho na cabeça é o objectivo de tentar ser o mais feliz possível. De todos os países onde trabalhei e onde vivi, o país onde mais gostei de estar foi em Inglaterra, no Chelsea…

Mas que rebuliço provocou! Em Inglaterra como em Itália e agora em Espanha…

Isso não interessa. O que me interessa é eu ser o mais feliz possível. E foi em Inglaterra que tal aconteceu. E é lá que tenho de voltar.

É o futebol inglês o mais espectacular?

Não, não, não é por isso. Não é o mais espectacular. O futebol italiano tem uma imagem que não corresponde à realidade. O futebol italiano, sim, é muito mais espectacular do que as pessoas pensam; os jogos são equilibradíssimos, o lado táctico é fantástico para quem percebe de futebol. O futebol italiano dispõe de um grandíssimo campeonato. Não posso dizer o mesmo de Inglaterra, mas o que sei é que se trata do sítio onde fui mais feliz e é aquele onde vou voltar um dia.

Se é assim, e depois do episódio da hipótese de ter sido seleccionador nacional por dois jogos, esse projecto da Selecção fica adiado. Está com 48 anos de idade, quer voltar a Inglaterra, logo… a Selecção só surgirá bem mais tarde, como uma espécie de reforma dourada?

Neste momento, a Selecção não precisa de mim. Outra vez. Está bem entregue, as coisas estão a correr bem, a qualificação está à vista…

Está bem. Faz consultadoria…

Não, qual quê! Não faço consultadoria nenhuma. Só se mandar um SMS a desejar boa sorte é consultadoria. Não faço mais nada do que isso. A Selecção não precisa de mim, repito, e um dia que precise, eu tentarei outra vez estar disponível. Mas no final da minha carreira, quando eu achar que já chega de clubes, é a selecção portuguesa que eu quero treinar, então sim, de forma global, em full-time, com total dedicação e sem nenhum tipo de impedimento

De tempos a tempos, para mais agora que está aberto o mercado de transferências, comenta-se a possibilidade de transferência de jogadores do futebol português para o Real Madrid. Tem uma listagem de jogadores observados pelo Real Madrid em Portugal e com prioridade de contratação?

Não, não tenho. Fazemos a observação normal, de quem acompanha mais ou menos o campeonato português, dispondo em Portugal de pessoas que me podem alertar para algum jogador que esteja a viver um momento de ascensão, mas não estou propriamente fixado nem no futebol português nem em qualquer jogador. É evidente, no entanto, que o futebol português sempre produz talentos, sejam eles jogadores portugueses ou jovens, normalmente sul-americanos, que chegam a Portugal e demonstram capacidade. Razões que justificam que o futebol português seja sempre um alvo para quem quer controlar mercados.

Pode ser um mercado a ter em conta ainda neste mês de Janeiro? Ou para a próxima época?

Para o mercado de Janeiro, de certeza que não. A próxima época ainda vem longe. Seja como for, o Real Madrid não tem muitas necessidades.

O ambiente no Real Madrid cheira a pólvora, mas José Mourinho não usa colete à prova de bala. Afrontar o risco, mesmo o gerado por alguns "snipers" oriundos ou ao serviço do clube merengue, faz parte da sua personalidade há muito - e essa é também uma característica única a defini-lo.

O dia-a-dia do actual Real Madrid, também muito marcado pela síndrome da predominância do Barcelona-símbolo-da-Catalunha, vive entre duas barricadas. De um lado, a prioridade absoluta ao projecto desportivo defendido por José Mourinho, pressupondo uma hierarquia absolutamente solidária e de foco exclusivo voltado para o futebol; do outro lado, a sede de protagonismo, também mediático, de algumas personagens - a começar por Jorge Valdano, uma eminência parda - incapazes de perceber, apesar do rotundo falhanço dos últimos anos, a importância de submeter os interesses do marketing e da venda de imagem ao rendimento desportivo.

Um "cocktail" assim só pode ser explosivo. E obriga, de um lado e do outro, à descodificação quase diária de recados servidos por alguns mensageiros.

A entrevista concedida a O JOGO foi precedida, na Cidade Desportiva do Real Madrid, de uma das habituais e muito concorridas conferências de Imprensa de José Mourinho. Todo um "must". Câmaras de televisão, gravadores e microfones tinham, na maioria das intervenções, semelhanças com mísseis dirigidos; as respostas do treinador, imperturbável, não eram só compostas de rechaço - visavam também gerar estragos no "inimigo". Ironia suprema: os mensageiros da provocação não escondiam um gozo supremo a cada resposta, talvez por já imaginarem a continuidade de um folhetim a render audiências…

A dicotomia terá naturalmente um fim. Porque o Real Madrid vai ter de fazer uma opção entre um projecto de solidariedade institucional baseado no essencial do negócio (o futebol) ou a manutenção de uma postura aristocrática… falida de sucesso desportivo.

Por mim, parabenizo José Mourinho - pelo 48º aniversário que hoje comemora, mas também pela intransigência-ego que continua a revelar. Não deixa ninguém indiferente. Uma virtude que só a tolice pode pretender transformar em defeito.

Fonte: OJogo




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Benfica Sempre - 8ª Edição

Saudações Benfiquistas

Esta semana jogou-se mais uma partida referente à Taça da Liga, competição, onde o Benfica tem aproveitado para rodar a equipa e dar mais tempo a alguns jogadores menos utilizados.

Desta vez recebeu o Olhanense e venceu por 3-2, num jogo que contou com a participação de Jara, Moreira, Felipe Menezes, Roderick e César Peixoto, entre ouros menos utilizados.

Isto coloca aqui uma questão, que tem a ver com a desvalorização da Taça da Liga por parte dos “ditos “ grandes de Portugal. Tanto o Benfica, o Porto e até mesmo o Sporting, aproveitam a competição para dar minutos aos jogadores menos utilizados, chegando mesmo ao ponto de como aconteceu com o Benfica de alterar quase toda a equipa, não sei por quanto tempo será uma competição para manter, até porque parece apenas mais uma pseudo cópia da Taça de Portugal. Juntando também o facto de que nos jogos da T.L. o número de espectadores diminui relativamente a outras competições nacionais, o que mostra que mesmo os adeptos não dão muita importância a esta competição.

Após a Taça da Liga, o Benfica recebeu no Estádio da Luz a equipa do Nacional da Madeira, depois de na primeira volta ter perdido com os insulares, o Benfica tinha aqui uma oportunidade para se redimir da derrota.
O jogo até começou a correr bem para os encarnados, Gaitán, Sidnei e Cardozo colocavam o placar em 3-0, a equipa jogava bem, criava lances, trocava bem a bola, mas, depois tudo mudou, a equipa começou a partir-se os jogadores da frente começaram a não recuar para ajudar o sector defensivo, a equipa começou a olhar só para a frente e o Nacional aproveitou para marcar dois golos, ganhou confiança, foi para a frente e o empate chegou mesmo a temer-se. Por fim, Jara deu uma cabeçada no jogo e colocou o resultado final em 4-2 para o Benfica.


Podia-mos lhe chamar o Mike Tyson de Portugal, podia-mos lhe chamar o Scolari da luz, mas não, o nome dele é mesmo Jorge.

Com o cabelo a esvoaçar, numa fria noite de inverno, Jesus no fim de um jogo difícil ainda teve forças para no meio de uma paragem cerebral ir agredir um jogador adversário.

Isto não é mais do que estupidez pura, além de desvirtuar o futebol a acção dele põe em causa o clube que ele representa e mesmo a integridade física do jogador da outra equipa.

Porque nenhum funcionário está acima da instituição, além da pena aplicada pela Comissão Disciplinar da Liga, o clube tem como dever e obrigação punir J.J.
Com este acto ele denegriu a imagem do clube, podendo até ter implicações na parte desportiva, porque o Benfica paga ( e não é pouco) para ter um treinador, e não é para ele passar jogos na bancada porque foi suspenso pelas suas atitudes ao nível de um país de terceiro mundo.



É capaz de ser desta vez que David Luís estará para sair, 25M, 30M pouco importa, o Benfica segurou-o para esta época por causa das elevadas expectativas para a Liga dos Campeões, não quis e muito bem enfraquecer o sector mais recuado da equipa. Com o fiasco que foi a L.C., com o campeonato sossegado ( com 8 pontos de diferença para1º e 3º) e com a desvalorização gradual do passe do jogador, existe aqui uma boa altura para ganhar alguns trocados com a venda do brasileiro, o Chelsea está disposto a leva-lo já em Janeiro. Será sempre a perda de um jogador importante para o clube, mas como ele está também interessado em sair, penso que será um negócio acertado, já a pensar na próxima época.



Jogador da Semana:

Fernando Albino de Sousa Chalana, nascido a 10 de Fevereiro de 1959, era um extremo esquerdo, que passou pelo Benfica nas décadas de 70 e 80.
Estreou-se como sénior apenas com 17 anos, pela mão do técnico John Mortimore, num jogo onde entrou para substituir Toni.

No Benfica esteve desde 1975 a 1984, tendo regressado em 1987 e saído novamente em 1990, contando com 6 campeonatos ganhos, 3 Taças de Portugal e 2 Super Taças, tendo sido considerado jogador português do ano em 1976 e 1984.
Pela selecção participou em 22 jogos tendo apontado 2 golos.
Dotado de uma grande técnica foi apelidado de “Pequeno Genial” nome que deu o mote para a sua grande exibição no Euro 84.

Após o Euro, Chalana foi vendido ao Bordeus por cerca de 220 mil contos, dinheiro que serviu para o Benfica concluir as obras da antiga Catedral.
Depois de ter terminado a carreira de futebolista em 1992, Chalana trabalhou nas camadas jovens do Benfica, depois foi treinador principal do Paços de Ferreira e do Oriental mas sem grande sucesso.
Posteriormente regressou ao Benfica onde tem trabalhado nos últimos anos como Treinador Adjunto.

Um dado curioso, foi dele o mérito de Miguel (actual jogador do Valência), ter ser tornado lateral direito. Num jogo em que dirigiu o Benfica, Chalana optou por recuar Miguel no terreno, e pô-lo a jogar a lateral, experiência que se tornou um sucesso, tendo Miguel passado de um extremo direito dispensável, a uma defesa direito de grande qualidade.
Pode-se afirmar que Chalana é uma das figuras históricas do Benfica, que muito contribuiu para o sucesso do clube.



Carreira:
1991/92 - Est.Amadora - 9 jogos / 1 Golo
1990/91 - Belenenses - 13 jogos / 0 Golos
1989/90 - S.L. Benfica - 8 Jogos / 0 Golos
1988/89 - S.L. Benfica - 14 Jogos / 2 Golos
1987/88 - S.L. Benfica - 10 Jogos / 2 Golos
1986/87 - Bordéus - 0 Jogos / 0 Golos
1985/86 - Bordéus - 2 Jogos / 0 Golos
1984/85 - Bordéus - 10 Jogos / 1 Golo
1983/84 - S.L. Benfica - 23 Jogos / 7 Golos
1982/83 - S.L. Benfica - 29 Jogos / 3 Golos
1981/82 - S.L. Benfica - 21 Jogos / 0 Golos
1980/81 - S.L. Benfica - 24 Jogos / 1 Golo
1979/80 - S.L. Benfica - 8 Jogos / 0 Golos
1978/79 - S.L. Benfica - 30 Jogos / 3 Golos
1977/78 - S.L. Benfica - 28 Jogos / 8 Golos
1976/77 - S.L. Benfica - 28 Jogos / 10 Golos
1975/76 - S.L. Benfica - 2 Jogos / 0 Gol

Boa semana e bem aja a todos
Pedro Pereira


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011 | 13 comentários | By: BestOfFutebol

Treinador atento, vale por dois...


Aqui está um assunto que vem no seguimento do que temos vindo aqui a alertar constantemente: A mania dos moralismos e da superioridade dos vermelhos... !
Só que desta vez, quem lhes respondeu à letra foi o André Villas Boas, e com uma resposta sem a mínima chance de ser contestada...
Lá está, quando as respostas se baseiam em factos, está tudo dito!


Graças ao facto de nós, Portistas, termos um treinador que sente os assuntos da mesma forma, porque também ele é Portista, este tipo de respostas dá-nos uma satisfação ainda maior porque, não podemos ser nós, os adeptos, a expor o ridículo que tem ensombrado o futebol português nos últimos tempos, com declarações como estas:

“Este ano os nossos adversários quando nos virem a entrar até vão tremer”
“O Benfica vai surpreender a Europa”
“Nós somos Portugal”
“Seremos de certeza Bi Campeões, porque ninguém para o Benfica”

É muito bom e muito mais poderoso, se podermos juntar aos nossos artigos de opinião, a força das palavras do nosso treinador, porque esse, por enquanto, a Comunicação Social ainda vai ouvindo e transmitindo o que ele diz.

Entrando agora no tema propriamente dito, e puxando o filme um pouco para trás, recordo aquelas declarações de Jorge Jesus, em que diz que o treinador do Porto é ainda um miúdo e que ainda lhe falta saber lidar com a pressão, afirmações que, sinceramente não me espantaram, porque vieram de alguém sem o mínimo de carácter! Mas, além disso foram de muito mau tom, principalmente porque dirigidas a quem o tinha defendido e elogiado depois do 5-0 no Dragão!

Mas, se pensarmos bem, conseguimos entender esse tipo de declarações. Desde os dirigentes até ao treinador, eles vivem obcecados por agradar os sócios, e como não o conseguem da forma que deviam - a ganhar os jogos - arranjam destas cortinas de fumo, para os irem entretendo! E é tão engraçado vê-los, quais animais de circo, todos contentes a bater palminhas repetindo, tal e qual, as mensagens que lhes dizem para dizer... Nem um papagaio faria melhor...

Mas essas declarações são tão mais graves porque carregadas de uma pretensa moralidade e, principalmente, superioridade, esquecendo-se que o Villas Boas na altura era o único treinador na Europa sem derrotas e que nesse mesmo mês de Dezembro o F.C.Porto, sobre sua orientação, tinha sido a melhor equipa do Mundo!

A atitude paternalista desse “lacaio” quando diz que AVB “ainda é um miúdo”... “ainda tem que apreender”... é no mínimo insensata e de baixo nível, típico dum mascador de pastilha elástica - de boca aberta, saliente-se.

Claro que tem que apreender...Tem de aprender a, pelo menos não se julgar tão superior como ele (Jesus) se acha! Assim evitará apanhar com 7-0 em dois confrontos directos e, também, a não iniciar a 2ª volta do campeonato a 8 pontos de distância do primeiro classificado .....



Não aguenta a pressão? Oh! como é triste quando somos limitados intelectualmente! Não conseguimos entender que aquelas reacções nada têm a ver com pressão, mas sim com o coração!!

Quantos de nós adeptos, já dissemos que se fossemos treinadores, fazíamos isto ou aquilo?

Ele é um adepto! Que por sinal também é treinador...

Terá que melhorar esse aspecto mais emotivo da sua faceta de treinador, terá... aliás já aqui manifestei que penso que esse até pode ser um handicap para ele e para o clube. Ele precisa controlar as suas emoções, para não prejudicar a equipa, mas daí a ser entendido como pressão... EhEh

E agora, perante o nosso espanto, o senhor “adulto” e “experiente”, comete um acto bárbaro de agressão a um jogador adversário! Mas, afinal onde está aquela moralidade de professor, que lhe permitiu falar da forma arrogante com que falou? Agora é que era necessária!!

O que é que esse “senhor” ganhou? Um campeonato? Uma taça das caricas? Por favor... eheh

Muitas vezes os “miúdos” dão grandes lições aos ADULTOS, sim adultos com maiúsculas, porque para se ser adulto, não basta ter o cabelo brando, um BI com mais de 40 anos ou andar por ai a tentar, paternalísticamente, dar lições aos outros...

Ser ADULTO neste caso, é também saber ser coerente e admitir quando erramos! É, tal como “o miúdo” fez, e com muita categoria, muita humildade! Com isso subiu ainda mais na minha consideração e respeito porque, só mentes iluminadas e sábias, mas também com a dose certa de humildade e carácter, conseguem assumir um erro perante milhões de pessoas...

Mas o senhor professor, mestre(!) da táctica e o líder da Manada, que tanto falaram e tanto criticaram o “miúdo”, que fizeram desta vez? Num caso de cariz muito mais grave porque envolveu violencia, sim V-I-O-L-Ê-N-C-I-A !!! Sem qualquer termo de comparação com um ou outro excesso linguístico em campo de AVB.



Aquilo contra o que eles dizem, tanto lutam! Lutam, é uma forma de dizer, porque só o fazem, se for a violência dos outros! Porque, pelos vistos, quando a violencia é a seu favor ou do seu lado, a “luta” é mandada para canto! “Eu apenas o empurrei” afirma, com o maior desfaçatez, como se todos nós fossemos burros e não tivéssemos olhos na cara, para ver o valente chapadão que foi dado ao pobre rapaz.

Este é o “clube” que até reuniões com o ministro da administração interna teve, e que vem agora, através dum comunicado, criticar um jornal por ter dito o que todos vimos...

Mas onde é que estamos? Ainda existem dúvidas que este é o “clube” que está a tentar voltar aos tempos do anterior regime, onde se sentia como peixe na água? Eles agridem e depois ainda conseguem fazer pior, ameaçam e tentam calar quem expõe essa situação... INCRÍVEL...Vê-se que ainda não perderam os tiques salazaristas....

Mas por falar de reuniões com o ministro da administração interna, não posso deixar passar em claro nesta altura, a vergonha que foi o dia eleitoral de ontem, onde milhares de Portugueses não poderam votar, e alguns de vós estarão a perguntar: O quê? O que é que isso tem a ver com o Futebol? Sim tem, e muito, sabem porquê? Porque uma das responsabilidades do ministério da administração interna, é ajudar e organizar as eleições, providenciando que não haja falhas! Ora, se este ministro de vão de escada, em vez de perder tempo em reuniões ridículas com os vermelhos – reuniões que se poderiam efectuar nos seus tempos livres, enquanto assiste aos jogos lá no estádio - devia era fazer aquilo para que os Portugueses (todos-não só os vermelhos) lhe pagam – a governação profícua do seu ministério.

Ou então poderia ser coerente, e voltar agora a ter essa reunião com os vermelhos para, desta vez, discutir o castigo do profeta... Oopsss desculpem! tinha-me esquecido que ele também é vermelho... E que como é lógico, nunca poderia fazer isso, ao 4º “cargo mais importante” da Nação...

Para finalizar nao podia deixar de realçar que Villas Boas, cada vez mais demonstra ser um senhor. Não foge a nenhuma pergunta, responde sempre com educação e prova, semana após semana, possuir a humildade que caracteriza os GRANDES HOMENS... Porque esses, vêm-se em momentos de grandeza e vitória. Quem sabe ganhar, como o André tem provado saber, sabe com certeza perder... Os meus Parabéns...

Porque na época passada havia um treinador vitorioso, muito “experiente” ,que se auto-elogiava, puxando para si os louros das vitorias...

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Ora, aqui esta mais uma lição que o “Professor” devia apreender com o aluno... A Humildade algo que enobrece os Homens...

Texto: Ricardo Amorim
Revisão: José Sampaio


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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 | 0 comentários | By: BestOfFutebol

Maritimo vs Sporting: 0-3

Foi um safanão na crise. Para já, diga-se. Com sorte, sim. O Sporting marcou na hora certa e foi super-eficaz. Zapater mostrou que Paulo Sérgio tinha razão quando lhe deu a titularidade. Bisou e apontou o primeiro golo de cabeça dos leões na Liga. As vitórias estão de voltas a Alvalade.

O Marítimo confirmou a história: em casa tem um ataque muito frágil. Num duelo de leões, foram os de Lisboa que arranharam mais, numa partida que valeu pelo segundo tempo.

A noite estava fria e a primeira parte do embate entre dois leões não teve grande entusiasmo. Foram 45 minutos sem grandes motivos de interesse, onde o Sporting até conseguiu colocar-se em vantagem quando nada o fazia prever. Foram os locais que no seu 4x3x3, com a novidade Roberto Sousa a lateral direito, que estiveram melhor durante o primeiro quarto de hora. Os leões, com Zapater a titular, num 4x3x3, só surgiram perto da baliza de Marcelo quando, aos 17 minutos, Liedson cabeceou ao lado após um cruzamento de João Pereira.

Um mau passe de Djalma causou dores de cabeça à sua defesa mas Valdês perdeu-se em dribles e o lance também não deu em nada aos 28 minutos, notando-se que os pupilos de Paulo Sérgio começavam a surgir mais afoitos no relvado. A resposta maritimista surgiu em mais um contra-ataque com Djalma a cair na área num lance dividido com João Pereira e Caniço. Artur Soares Dias bem colocado mandou jogar, dando a ideia que o internacional angolano se deixou cair para provocar a grande penalidade.

À passagem do minuto 35, Zapater quis mostrar serviço rematando de longe para uma defesa incompleta de Marcelo. E foi mesmo este jogador que desfez o equilíbrio. Ao minuto 43, os lisboetas chegaram ao golo por intermédio do espanhol que cabeceou da melhor forma após um bom cruzamento de Vukcevic. Foi o primeiro golo leonino de cabeça esta temporada na Liga, quebrando um enguiço e deixando de ser a única equipa na Liga que ainda não tinha facturado após um cabeceamento.

1ª Parte:


No recomeço, foi de novo o conjunto da Madeira a começar melhor. Logo aos 48 minutos, Sidnei cruzou bem na direita mas Baba não conseguiu desviar para a baliza quando estava em boas condições para marcar. Pedro Martins mexeu na sua equipa dando-lhe mais poder ofensivo com as entradas de Kléber e Heldon. E, três minutos depois de ter entrado, Kléber cabeceou bem após canto de Sidnei mas Patrício defendeu para canto. Chegou a gritar-se golo no caldeirão. A pressão maritimista acentuava-se e os leões defendiam como podiam.

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Ao minuto 62 após um lance ganho por Kléber, o avançado surge na área com Evaldo e cai. Pede-se novamente penalty mas Artur Soares Dias ajuizou bem. No lance seguinte, Baba rematou para defesa de Patrício e na recarga, foi de novo o guarda-redes sportinguista a evitar a recarga de Heldon. Muito perigo. Paulo Sérgio responde a este sufoco com a entrada de Torsiglieri.

Empolgados e endiabrados, os locais podiam ter empatado aos 64 minutos, com Heldon a ver Patrício a negar-lhe o golo com mais uma grande defesa. Depois, Zapater voltou a gelar o caldeirão¿ Contra a corrente da partida e como já diz o ditado, quem não marca sofre, os locais viram Zapater fazer um grande golo, após um bom cruzamento de João Pereira. Eficácia total do espanhol.

2ª Parte:


Continuando a defender, os pupilos de Paulo Sérgio estiveram perto de marcar de novo ao minuto 74, com um bom remate de Valdés que Marcelo Boeck desviou com dificuldade para canto. E o terceiro golo leonino chegou nas maiores das facilidades, com um grande trabalho de Valdés na direita que ofereceu o golo a Liedson no lado contrário.

O que até parecia ser difícil ficou bastante fácil, cheirando até a uma goleada.
Até ao final, foi notório o quebrar da formação da Madeira, enquanto que os leões já jogavam a seu belo prazer, gerindo a vantagem. Estava dada a resposta forte que Paulo Sérgio tinha pedido aos seus jogadores no lançamento da partida.

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Antevisão: Porto vs Nacional

O FC Porto não vai encarar o desafio frente ao Nacional (quarta-feira, 19h45) com espírito de «vingança». Quem o garante é o treinador André Villas-Boas, que abordou, em conferência de imprensa, o encontro que pode deixar os Dragões com 11 pontos de avanço no topo da classificação da Liga.


«Temos de ser clarividentes e criteriosos»

O FC Porto não vai encarar o desafio frente ao Nacional (quarta-feira, 19h45) com espírito de «vingança». Quem o garante é o treinador André Villas-Boas, que abordou, em conferência de imprensa, o encontro que pode deixar os Dragões com 11 pontos de avanço no topo da classificação da Liga.

Adversário motivado
«A motivação do Nacional vem do facto de, com esta jornada antecipada, poder colar-se às equipas que têm 28 pontos, o Guimarães e o Sporting, e confirmar a sua qualidade. É uma equipa extremamente competitiva, que obteve no Dragão os resultados que já conhecem e que nos cria grandes dificuldades. Temos de nos manter em estado de alerta, despertos e mostrar a nossa organização competente para triunfar e passar mais um jornada mantendo, pelo menos, a actual distância. Depois veremos o que se vai passar no Sporting-Benfica, em Fevereiro.»

Sem vingança
«É preciso cuidado com as palavras: quem mostra sinais de vingança e se quer transcender pode cometer erros e não queremos isso. Temos de ser clarividentes e criteriosos. Se somos alimentados só pela sede de vingança, podemos cair em vários erros. Nunca colocámos em causa a nossa competência, já levamos cinco vitórias consecutivas e caminhamos para a sexta. Para nós, um determinado número de vitórias consecutivas tem valor zero, porque é para isso que cá estamos. Temos apenas de somar triunfos e continuar na rota do sucesso.»



Derrota sem marca
«Apesar da derrota no encontro para a Taça da Liga [1-2], o jogo foi conseguido e completamente dominado por nós. Tivemos 60 por cento de posse de bola, 25 remates e muitos cantos. Nunca coloquei em causa a competência da minha equipa, por muito que alguns queiram falar deste Janeiro ‘periclitante’ do FC Porto.»

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Sem mercado
«Estamos satisfeitos com o que temos em termos atacantes. Muito dificilmente iremos recorrer ao mercado. Se o fizermos, é para pegar e fechar rapidamente. Em termos de pontas de lança, estamos muito satisfeitos com o rendimento do Walter. Tenho-o elogiado publicamente, aliás. Ele luta por mais minutos, mas enfrenta a concorrência do Falcao e do Hulk. Está a treinar bem e a ameaçar a entrada no ‘onze’ inicial.»



Miúdos e graúdos
«Esse assunto [desacatos no final do Benfica-Nacional] não nos diz respeito, mas sim à Comissão Disciplinar da Liga e a quem de autoridade. Cada um é responsável pelos seus actos. Registo apenas com curiosidade a discrepância das análises deste caso relativamente às minhas expulsões nos jogos com o Guimarães e com o Sporting. Eu era o miúdo que não sabia reagir à pressão, que tinha de ser expulso quando empatava e que não se sabia comportar. Afinal, o graúdo faz figuras piores. Deixo ao vosso critério a análise e a consideração, mas registo com curiosidade a discrepância brutal das conclusões tomadas e a preponderância que lhes foi dada.»

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domingo, 23 de janeiro de 2011 | 17 comentários | By: BestOfFutebol

Jesus agride Luís Alberto (alterado)

Ontem assistimos a um belo jogo de futebol, praticado pelas duas equipas, e esse é um dos motivos que me leva a dizer que não compreendo as situações que se passaram no final do encontro, entre o treinador Jorge Jesus e o jogador Luís Alberto...

Jorge Jesus agride nitidamente o jogador do Nacional, e, antes que crie aqui uma discussão sobre se toca ou não (penso que não existem duvidas que toca - mas isso não é relevante), o que importa nestas situações, é a tentativa de agressão barbara do treinador dos vermelhos a um jogador da equipa adversária.

E digo barbara, porque além de lhe ter dado uma valente chapada, ainda tenta avançar para cima do jogador, com aqueles olhos enraivecidos... Eu nem queria acreditar no que estava a ver: um treinador, que deveria ser o exemplo máximo para a equipa, ter uma reacção destas... ainda para mais, se nos lembramos que é o treinador daquela equipa que mais gosta de encher a boca para se vitimizar nestas situações, que está sempre pronta para apontar o dedo a tudo e todos, esquecendo-se que quando aponta um dedo, fica com três virados para ela.

Alias já se sabia que este era um costume da equipa dos vermelhos nos jogos em casa. Já tivemos alguns relatos de outros casos, como foi o do Rúben Micael na época passada. Mas nada aconteceu, os actos aconteceram dentro do túnel e, como as imagens só são mostradas quando interessam, nunca as pudemos ver! Embora o interesse também não fosse muito, dada a impunidade de que os vermelhos beneficiam, logo, e por isso, os assuntos foram sendo arquivados...

Em todos os casos dos túneis da época passada, houve um interveniente comum, que passou sempre ao lado na análise dos castigos e, curiosamente, em todos os casos foi a equipa dos vermelhos!
Os únicos que foram castigados foram os adversários, conveniente, não acham?

Até que este ano, aconteceu o que todos pudemos ver ontem e, desta vez não existe forma de esconder esta agressão barbara! Nada a que as equipas que se deslocam ao estádio da Luz não estejam habituadas! O que aqui é no mínimo estranho, é o facto de este caso ter acontecido dentro do campo, e por esse motivo ninguém precisar das câmaras do túnel da Luz para poder ver. Será que a organização vermelha anda a perder qualidades?

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Ou estão naquele ponto, em que a impunidade é tanta, que lhes permite ficarem mais relaxados?

Ao ponto de terem tido este grande descuido?

Eu penso que a raiva era tanta, que desta vez não deu tempo para esperar pelo túnel, foi mesmo ali...

Isso não importa muito, porque o mais importante é o que irá acontecer com este caso. Eu não entendo de leis, mas uma coisa é clara, este caso é, moralmente, MUITO mais grave do que o do Hulk. É uma agressão a um jogador de Futebol, perpetrada por um responsável (!) quando o jogo já tinha acabado. O jogador não estava proibido de ali estar, e o Jesus avança para ele e da-lhe uma brutal chapada. No caso do Hulk estávamos a falar de um Steward que nem podia estar onde estava, e só estava lá porque foi mandado para provocar os jogadores do Porto, que reagiram mal, e por isso e muito bem tiveram os seus castigos...

Por isso, penso que NÃO PODEMOS ACEITAR um comportamento diferente da comissão disciplinar da Liga, daquele que teve na época passada, e vou relembrar, para os mais esquecidos, que os jogadores do Porto, ficaram automaticamente suspensos, e que consequentemente estiveram meses sem jogar.



Todos nós temos a OBRIGAÇÃO de colocarmos a "boca no mundo" para expor esta situação porque, como podemos ver pelos jornais desportivos de hoje, parece que nada aconteceu... Apenas o Record fala no assunto na primeira pagina, os outros falam ao de leve!

O Jogo, depois do que se passou no ano passado, chega ao cúmulo de dizer que foi apenas um sururu!!!!!

Esta postura leva-me a questionar o seguinte:
Será que se estão a preparar para abafar esta situação? Eu, sinceramente, espero que não, porque depois do que se passou no ano passado, seria um dos maiores escândalos do Fut. Português! Sem falar do atestado de estupidez que estavam a dar aos adeptos de Futebol. Por isso passem este artigo e este vídeo para o máximo de pessoas que puderem. Não nos podemos calar. Não são eles que tanto propalam a tal de Verdade Desportiva? Pois bem, vontade lhes seja feita! É só o que pedimos...




Nós não enchemos os jornais, para prever situações possíveis de agressões, para fazer os choradinhos do costume, a ponto de vermos aquele aparato que os vermelhos tiveram na deslocação ao Porto!

Não estamos constantemente a falar daquilo que ainda não aconteceu... Estamos aqui a falar de um caso que aconteceu! E por isso, NÃO pode ser abafado, com o perigo de se perder completamente a confiança nos instituições Desportivas.

Será que os vermelhos vão agora pedir uma reunião com o Ministro da administração Interna, para falar de violência? Ou será que o Ministro vai explicar a todos os contribuintes, porque gastou o tempo e o dinheiro dos Portugueses a ouvir os dirigentes dos vermelhos! Um ministro que se dispõe ouvir um clube queixar-se de desacatos? Isso é a anedota da década






Por isso o sr. Ministro deveria era trabalhar nos assuntos que interessam o País, e não colaborar numa palhaçada que não serviu para mais nada, do que dar forças ao Porto para humilhar os vermelhos com 5 golos sem resposta!

Como é possível, a comunicação social, depois de já este ano ter escrito folhas e folhas e mais folhas sobre o medo que os vermelhos tinham em vir ao Dragão, por causa da pseudo violência, não escreverem nada sobre isto? Mas onde é que estamos? Ainda se admiram que alguns digam que voltamos ao Anterior Regime?

Eu já me parece ter ouvido o Jesus a desvalorizar a situação, dizendo que apenas foi um chega para lá... COMO? Um chega para lá? Mas vens novamente com aquelas explicações, tipo os 4 dedos para o Manuel Machado? Dizendo que eram 4 jogadores em fora de jogo! Mas pensas que os adeptos de Futebol são todos tão BURROS como os adeptos dos vermelhos, que acreditariam nisso? Então o o Hulk também não foi um chega para lá no steward?




É preciso uma grande dose de Imoralidade e falta de carácter, para constantemente se armarem em vitimas, dizendo que por ex. o Dragão é o pior cenário de guerra em que já estiveram, (como disse o Tonecas neste vídeo (min 3:45) ) e depois vermos isto em pleno relvado do estádio da Luz...!

Eu como não sou um energumeno como esse Tonecas, e respeito muito os nossos militares, não digo que aconteceu ontem em pleno estádio da Luz um cenário de guerra, porque quem diz isso só demonstra que, se esteve em cenário de guerra, não foi em combate!

Talvez tenha sido o menino das aguas ou então, quem sabe, a Bailarina dos soldados...

E depois ainda existem vozes que ficam muito chocadas quando se fala desta parecença dos vermelhos com o Anterior Regime? Esta é 2ª vez que falo do assunto, porque sinceramente, não gosto muito. Mas depois de ver o que já vi os vermelhos fazerem esta época, com choradinhos, reuniões, cortinas de fumo, chantagem com os adeptos, violência psicológica e agora esta agressão física e tentativa de abafar automaticamente o caso, só me posso lembrar dessas alturas, em que os vermelhos não precisavam de fazer isso, porque o Regime Salazarista tratava disso por eles.

Penso que mais uma vez, comprovamos os telhados de vidro que todos temos, e que ninguém no Futebol Português, pode apontar o dedo. Eu espero que os elementos da Manada entendam isso de uma vez por todas... E que se calem de uma vez por todas com o discurso da vitima... Ganhem Vergonha ou pelo menos tenham o civismo de estarem calados!

Eu não queria acreditar que depois de tantas lutas contra a violencia, os vermelhos tivessem coragem de enviar o comunicado a desmentir, aquilo que todos conseguimos ver, mas o impensável aconteceu, como podem ler aqui.
Realmente... E agora a frio, é muito bom constatar que isto acontece, porque dia, após dia, este Benfica vai distanciando-se mais da estrada correcta que os poderiam levar a conseguir alguma coisa através de esforço próprio, e nao de manobras de bastidores... Mas lá está para quem tem sócios, adeptos e uma comunicação social como a nossa, tudo é possivel e permitido...

Texto: Ricardo Amorim

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sábado, 22 de janeiro de 2011 | 9 comentários | By: BestOfFutebol

Benfica vs Nacional: 4-2

A distância para o topo da tabela não encurta, mas de sorriso amarelo o Benfica vai cumprindo o papel que lhe resta. O triunfo sobre o Nacional representa uma marca que nem o líder conseguiu, na actual temporada. São sete triunfos consecutivos que simbolizam o melhor Benfica da época, estabilizado sobretudo com o crescimento de Gaitán e o aparecimento deste Salvio, mas também com o regresso de Cardozo e o reaparecimento de Saviola.

Esta é uma fase feliz da equipa de Jorge Jesus, mas a diferença para o líder não permite grandes comemorações. E a intranquilidade apresentada no segundo tempo, permitindo uma reacção do Nacional, não deixa de tirar algum brilho a uma vitória justa.

O Nacional até estava sem perder há quatro jogos, e foi mesmo a primeira equipa a criar perigo na Luz. O irreverente Diego Barcellos aqueceu as mãos de Roberto com um remate traiçoeiro, logo aos três minutos. Só que o Benfica vincou as diferença logo depois, ao conseguir marcar não no primeiro remate, mas na recarga ao mesmo. Salvio furou o caminho para a área (com penalty?), Saviola rematou para defesa de Bracalli e Gaitán festejou (8m).

Em vantagem no marcador, como mais convém ao seu estilo de jogo, o Benfica soltou-se, com Aimar, Salvio e Gaitán muito endiabrados. O camisola 10 esteve também envolvido na jogada do tento inaugural, e ao minuto 20 fez a assistência de Sidnei, na cobrança de um canto.

1ª Parte:


O Nacional só recuperou os bons sinais do início de jogo à beira do intervalo. Danielson esteve muito perto de marcar a um minuto do descanso, mas cabeceou à malha lateral, na sequência de um livre de Skolnik.

Estranha intranquilidade

O golo de Óscar Cardozo, no início da segunda parte (51m), parecia deixar o jogo sentenciado, mas a indefinição no marcador permaneceria até final. O Benfica até permaneceu mais algum tempo instalado na área contrária, a «cheirar» o quarto golo, só que o Nacional, que a dada altura já pouco incomodava, conseguiu marcar de bola parada, por intermédio de Luís Alberto (76m).

2ª Parte:


Estranhamente, o golo intranquilizou a equipa do Benfica. Anselmo surgiu isolado logo de seguida, permitindo a defesa de Roberto, mas o segundo golo apareceria mesmo a cinco minutos do fim, com o avançado português a assistir Mihelic de cabeça.

O nervosismo misturou-se com o frio, na Luz, e só foi afastado a dois minutos do fim, quando Franco Jara, lançado no decorrer do segundo tempo, sentenciou o encontro com o quarto golo do Benfica.

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Destaques Individuais:

Salvio
Cada vez mais seguro de si, cada vez mais decisivo para o (bom) jogo da equipa, cada vez mais difíceis as contas do Benfica para segurar o extremo argentino no final do empréstimo do At. Madrid. Salvio tem crescido com o Benfica, mas os encarnados também cresceram com o jovem atacante. Rápido, decidido, persistente e confiante, conquistou com mérito a titularidade. Mais uma grande exibição de Salvio, sempre em ritmo elevado, mesmo quando o Benfica estava a vencer por três golos.

Saviola e Aimar
Com Saviola e Aimar em bom momento, o Benfica tem (quase) tudo para ser bem sucedido. Fantástica a exibição da dupla argentina na primeira parte, mais comedida na segunda, mas igualmente eficaz no que respeita ao bom jogo dos encarnados. São, claramente, a alma do campeão nacional.

Gaitán
Ainda não conquistou os adeptos, as comparações com Di María persistem, mas Jesus não prescinde dele. E tem bons motivos para o fazer. Marcou o primeiro do Benfica logo aos oito minutos, naquele que foi o seu quarto golo na Liga, mas podia ter marcado mais. Incansável no apoio a Saviola e Cardozo, cada vez melhor o entendimento com Aimar e Salvio.





Jara
Segundo jogo de Jara a marcar, ele que é o único argentino sem espaço na equipa. Entrou a 22 minutos do fim, mas muito a tempo de garantir o golo da tranquilidade, numa altura em que o Nacional pressionava Roberto.

Sidnei
Estreia a titular, primeiro golo na Liga, uma estreia positiva de um central habituado a viver os jogos na tranquilidade do banco. Sidnei foi a aposta de Jorge Jesus na ausência do castigado David Luiz e o central respondeu com uma exibição segura, marcada por alguma ansiedade inicial (perdeu uma bola à entrada do meio-campo que terminaria no remate ao lado de Anselmo, aos 18 minutos). Aos 20 minutos, cabeceou para o segundo do Benfica.

Diego Barcellos
O melhor que o apagado Nacional ofereceu na Luz durante 60 minutos. Apresentou-se com uma grande abertura para Skolnik logo no primeiro minuto, rematou aos três para defesa apertada de Roberto e aos 11 arrancou um cartão amarelo para Maxi Pereira. Um bom início que os companheiros desperdiçaram e que nunca conseguiram acompanhar.

Mihelic
Excelente entrada do médio esloveno a 30 minutos do fim, a estremecer por completo a defesa encarnada. Testou Roberto, que teve de aplicar-se, mas acabou por bater o guarda-redes espanhol a caminho do fim e a conseguir a proeza de relançar o desafio.

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Texto: maisfutebol

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Beira-Mar vs Porto: 0-1

No regresso a Aveiro, onde ganhou o primeiro jogo oficial da época e também o primeiro título, o Dragão não vacilou e somou a 15ª vitória em 17 jogos. Foi preciso um jogo de paciência, à espera de um erro do adversário, que aconteceu quando André Marques derrubou Hulk em plena área aveirense.

Feito o mais difícil, o Porto manteve a preciosa, guardou-a com unhas e dentes, e passou a pressão para o lado do Benfica. Os oitos pontos de vantagem (mínima) ficam salvaguardados, sensação de missão cumprida para os homens da Invicta, e mais um fim-de-semana em tons de azul.

O técnico portista reconheceu o bom jogo de Emídio Rafael, Fernando e James a meio da semana, para a Taça da Liga, diante deste mesmo adversário, e concedeu-lhe de novo a tituralidade, deixando no banco Fucile e Guarin. O vaga aberta com a lesão de Falcao foi ocupada, como se esperava, por Hulk.

O Beira Mar apostou no rigor táctico que o tem caracterizado e tentou envolver os portista com um espartilho difícil de quebrar. Bem posicionados, os homens de Leonardo Jardim deixavam pouco espaço para manobras ofensivas mas foi com a mobilidade Varela e Hulk, mais tarde também de James que os comandados de Villas Boas começaram, lentamente, a abrir brechas na estrutura aveirense.

1ª Parte:


Primeiro, foi Varela que, desmarcando Hulk, proporcionou ao colega uma excelente ocasião para marcar não fosse Rui Rego ter-lhe saído aos pés, defendendo por instinto. Estava dar o mote, a que se seguiu um remate cruzado do internacional português que não passou longe do alvo.

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O Porto procurava a felicidade, perante a quase nulidade ofensiva dos aveirenses, pese os fogachos de Renan ou Ronny. Mas não era fácil abrir aquela defesa tão colada à sua baliza, forte no jogo aéreo mas, afinal, vulnerável pelo chão. Foi por ali que Hulk, com uma gancheta sobre o regressado André Marques, arrancou a grande penalidade que permitiu colocar justiça no marcador.

2ª Parte:


O goleador azul e branco não perdoou da linha dos 11 metros e, com pouco tempo para o intervalo, nem os forasteiros conseguiram justificar o segundo nem os da casa lograram ter a cabeça no lugar para mudar o plano e reagir com algum atrevimento. Ficou para a segunda parte, quando Leonardo Jardim aumentou o poder de fogo da equipa.

Apesar de o Beira Mar ter aberto um pouco mais o jogo, o F.C. Porto não conseguiu embalar para o segundo e, numa partida agora mais dividida, jogava com o risco, embora detendo sempre mais intencionalidade junto da baliza de Rui Rego. James e Cristian Rodríguez estiveram muito próximos de «matar» o jogo mas quando não foi Rego a resolver, foi a pontaria portista que falhou.

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Destaques Individuais:

Hulk
Se não há Falcao, há Hulk. Não é ponta-de-lança e nota-se a tendência para procurar as alas mas que importa quando o brasileiro consegue, não raras vezes sozinho, desfazer o nó mais apertado? Por outras palavras, tornou fácil o que parecia difícil: ganhou a grande penalidade e converteu-a no 17º golo no Campeonato em 16 jogos, somando o quinto jogo consecutivo a marcar. E se André Villas Boas diz que não há ópera, o brasileiro teve um lance para nota artística máxima, aos 61 minutos, quando tentou um chapéu a Rego. . . da linha de fundo. O Beira Mar era, em conjunto com a Académica, a única equipa a quem ainda não tinha marcado. Deixou de o ser, porque o Incrível já tem esse cromo na colecção.

James Rodríguez
Supersónico embora nem sempre esclarecido em zona de finalização - as vezes remata quando poderia servir um companheiro, outras faz o contrário - , não dá um lance por perdido, nem tem medo de arriscar. Prova disso, foi um petardo que deve ter deixado as pontas dos dedos da mão direita de Rui Rego a ferver, numa noite tão fria.

Varela
O seu jogo electrizante não dá descanso aos defesas contrários. Foi o primeiro a tentar acelerar a partida. Muito atento, aproveitou a desatenção de Renan para iniciar a jogada que permitiu a Hulk ganhar o «penalty». Apesar de muito rematador, esqueceu-se de afinar a mira antes da partida. Perdeu fulgor com a passagem do tempo e foi o primeiro a sair. Compreende-se porquê.



Rui Rego
Só não defendeu o remate de Hulk, a escassos onze metros. De resto, foi acumulando defesas, começando com uma grande «mancha» quando o brasileiro goleador lhe apareceu sozinho na frente e terminando com um voo para desviar para canto um foguete de James.

Hugo
Está em grande forma e parece que deve ter-se desfeito do BI tal a qualidade que demonstra em cada intervenção pese a veterania. Praticamente intransponível pelo ar, foi autoritário e determinado em muitos lances, com cortes providenciais. Quando tudo parecia perdido, lá estava ele a resolver, como aconteceu numa jogada de Djamal, que, com excesso de confiança, quase comprometia.

Renan
Apesar de esta época ser mais frequente jogar a defesa esquerdo, é no meio-campo que parece sentir-se mais à vontade. Ali, consegue conciliar a grande apetência atacante, com a voluntariedade que tem para defender. O seu pé esquerdo parece possuir régua e esquadro, tal a forma como desenha passes para os seus colegas. É sempre muito útil, e indispensável, na bem montada equipa de Leonardo Jardim. Só teve uma mancha: o passe disparatado no lance que acabou por resultar na grande penalidade que definiu o marcador.

Djamal
O tampão defensivo dos auri-negros foi o polícia do samurai Bellushi, a quem não concedeu qualquer espaço. Pelo meio, a sua zona de acção, foi muito difícil ao Porto canalizar jogo. Sempre muito solicitado nas bolas paradas, quer ofensivas, quer defensivas.

Texto: maisfutebol

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