sábado, 22 de janeiro de 2011 | | By: BestOfFutebol

Beira-Mar vs Porto: 0-1

No regresso a Aveiro, onde ganhou o primeiro jogo oficial da época e também o primeiro título, o Dragão não vacilou e somou a 15ª vitória em 17 jogos. Foi preciso um jogo de paciência, à espera de um erro do adversário, que aconteceu quando André Marques derrubou Hulk em plena área aveirense.

Feito o mais difícil, o Porto manteve a preciosa, guardou-a com unhas e dentes, e passou a pressão para o lado do Benfica. Os oitos pontos de vantagem (mínima) ficam salvaguardados, sensação de missão cumprida para os homens da Invicta, e mais um fim-de-semana em tons de azul.

O técnico portista reconheceu o bom jogo de Emídio Rafael, Fernando e James a meio da semana, para a Taça da Liga, diante deste mesmo adversário, e concedeu-lhe de novo a tituralidade, deixando no banco Fucile e Guarin. O vaga aberta com a lesão de Falcao foi ocupada, como se esperava, por Hulk.

O Beira Mar apostou no rigor táctico que o tem caracterizado e tentou envolver os portista com um espartilho difícil de quebrar. Bem posicionados, os homens de Leonardo Jardim deixavam pouco espaço para manobras ofensivas mas foi com a mobilidade Varela e Hulk, mais tarde também de James que os comandados de Villas Boas começaram, lentamente, a abrir brechas na estrutura aveirense.

1ª Parte:


Primeiro, foi Varela que, desmarcando Hulk, proporcionou ao colega uma excelente ocasião para marcar não fosse Rui Rego ter-lhe saído aos pés, defendendo por instinto. Estava dar o mote, a que se seguiu um remate cruzado do internacional português que não passou longe do alvo.

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O Porto procurava a felicidade, perante a quase nulidade ofensiva dos aveirenses, pese os fogachos de Renan ou Ronny. Mas não era fácil abrir aquela defesa tão colada à sua baliza, forte no jogo aéreo mas, afinal, vulnerável pelo chão. Foi por ali que Hulk, com uma gancheta sobre o regressado André Marques, arrancou a grande penalidade que permitiu colocar justiça no marcador.

2ª Parte:


O goleador azul e branco não perdoou da linha dos 11 metros e, com pouco tempo para o intervalo, nem os forasteiros conseguiram justificar o segundo nem os da casa lograram ter a cabeça no lugar para mudar o plano e reagir com algum atrevimento. Ficou para a segunda parte, quando Leonardo Jardim aumentou o poder de fogo da equipa.

Apesar de o Beira Mar ter aberto um pouco mais o jogo, o F.C. Porto não conseguiu embalar para o segundo e, numa partida agora mais dividida, jogava com o risco, embora detendo sempre mais intencionalidade junto da baliza de Rui Rego. James e Cristian Rodríguez estiveram muito próximos de «matar» o jogo mas quando não foi Rego a resolver, foi a pontaria portista que falhou.

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Destaques Individuais:

Hulk
Se não há Falcao, há Hulk. Não é ponta-de-lança e nota-se a tendência para procurar as alas mas que importa quando o brasileiro consegue, não raras vezes sozinho, desfazer o nó mais apertado? Por outras palavras, tornou fácil o que parecia difícil: ganhou a grande penalidade e converteu-a no 17º golo no Campeonato em 16 jogos, somando o quinto jogo consecutivo a marcar. E se André Villas Boas diz que não há ópera, o brasileiro teve um lance para nota artística máxima, aos 61 minutos, quando tentou um chapéu a Rego. . . da linha de fundo. O Beira Mar era, em conjunto com a Académica, a única equipa a quem ainda não tinha marcado. Deixou de o ser, porque o Incrível já tem esse cromo na colecção.

James Rodríguez
Supersónico embora nem sempre esclarecido em zona de finalização - as vezes remata quando poderia servir um companheiro, outras faz o contrário - , não dá um lance por perdido, nem tem medo de arriscar. Prova disso, foi um petardo que deve ter deixado as pontas dos dedos da mão direita de Rui Rego a ferver, numa noite tão fria.

Varela
O seu jogo electrizante não dá descanso aos defesas contrários. Foi o primeiro a tentar acelerar a partida. Muito atento, aproveitou a desatenção de Renan para iniciar a jogada que permitiu a Hulk ganhar o «penalty». Apesar de muito rematador, esqueceu-se de afinar a mira antes da partida. Perdeu fulgor com a passagem do tempo e foi o primeiro a sair. Compreende-se porquê.



Rui Rego
Só não defendeu o remate de Hulk, a escassos onze metros. De resto, foi acumulando defesas, começando com uma grande «mancha» quando o brasileiro goleador lhe apareceu sozinho na frente e terminando com um voo para desviar para canto um foguete de James.

Hugo
Está em grande forma e parece que deve ter-se desfeito do BI tal a qualidade que demonstra em cada intervenção pese a veterania. Praticamente intransponível pelo ar, foi autoritário e determinado em muitos lances, com cortes providenciais. Quando tudo parecia perdido, lá estava ele a resolver, como aconteceu numa jogada de Djamal, que, com excesso de confiança, quase comprometia.

Renan
Apesar de esta época ser mais frequente jogar a defesa esquerdo, é no meio-campo que parece sentir-se mais à vontade. Ali, consegue conciliar a grande apetência atacante, com a voluntariedade que tem para defender. O seu pé esquerdo parece possuir régua e esquadro, tal a forma como desenha passes para os seus colegas. É sempre muito útil, e indispensável, na bem montada equipa de Leonardo Jardim. Só teve uma mancha: o passe disparatado no lance que acabou por resultar na grande penalidade que definiu o marcador.

Djamal
O tampão defensivo dos auri-negros foi o polícia do samurai Bellushi, a quem não concedeu qualquer espaço. Pelo meio, a sua zona de acção, foi muito difícil ao Porto canalizar jogo. Sempre muito solicitado nas bolas paradas, quer ofensivas, quer defensivas.

Texto: maisfutebol

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2 comentários:

Álvaro disse... [Responder a Comentario]

o que bastou.... mas sinceramente... Falcao e Álvaro Pereira, regressem rápido para a DEMOLIÇÃO FINAL

FORÇA PORTO!!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse... [Responder a Comentario]

"O Porto procurava a sua felicidade" e não é que lá a encontrou!! Apesar da invenção de penaltie, algo que já nos habituamos a ver este ano, mais 3 pontos ficaram garantidos...

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