sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 | | By: BestOfFutebol

E o Mundial 2018 vai para: RÚSSIA!


A fase final do Campeonato do Mundo de 2018 vai decorrer na Rússia. A candidatura ibérica, com Portugal e Espanha, a inglesa e a organização conjunta Bélgica/Holanda foram as derrotadas na votação do Comité Executivo realizada esta quinta-feira.

Portugal soube hoje pelas 15h (Hora Portuguesa) o veredicto final quanto à candidatura conjunta com a Espanha para receber o Mundial de 2018, à entrada, os maiores nomes do Futebol Ibérico estavam optimistas, mas também apreensivos, juntamente com Portugal, corriam nomes como Rússia e Inglaterra.

Ora, o que podemos perceber destas declarações, ambas as Federações estariam optimistas mas também apreensivas, a favor da candidatura Ibérica, estaria o facto de a Espanha já ter organizado um World Cup e um Europeu, seria também a selecção actual campeã do Mundo e da Europa. O facto de Portugal ter organizado em 2004 aquele que é considerado um dos Europeus mais bem organizados de sempre, sem falhas de segurança e com boas acessibilidades também seria um Ponto Positivo a favor da candidatura Ibérica.



Os factores contra baseavam-se no poder económico, de facto a candidatura mais forte era a candidatura Russa, primeiro pela Potência Mundial a que esta representa actualmente, segundo porque foi a candidatura a que mais se comprometeu a investir neste mundial, num total de 10 Estádios totalmente novos e com a remodelação de outros 3, terceiro porque a Rússia nunca antes tinha tido a oportunidade de receber um evento desta escala e por fim, a aposta recente da FIFA em diversificar os locais onde o Mundial é organizado (Japão / Coreia 2002, África do Sul 2010, Rio de Janeiro 2014), fariam crer que a Rússia era mesmo a candidatura favorita à vitória.


A candidatura Inglesa seria também igualmente forte, porque é um país importante na economia Mundial e Europeia, por ser o país onde o "Futebol foi criado", teria também condições para organizar de novo um Mundial, porém, à última da hora esta mesma candidatura perdeu força, com a renúncia ao cargo de David Triesman, responsável pela candidatura Britânica, depois de terem sido divulgadas escutas em que o Inglês afirmava que a Espanha teria pedido ajuda à Rússia para subornar Árbitros no passado World Cup de 2010, o escândalo rebentou e abanou a estrutura da candidatura.

Também a candidatura Ibérica foi alvo de polémica neste capítulo, notícias davam conta de um acordo não oficial entre as organizações da candidatura Ibérica e do Qatar para as organizações de 2018 e 2022 consecutivamente, na mesma semana em que o vice-Presidente da FIFA Reynald Temarii mais Amos Adamu foram suspensos e condenados a uma multa por tentativa de intervenção directa nos votos das candidaturas. Um pouco de polémica que só mostra do que estas matérias são feitas: Cifrões! E aos Milhões.

Ora, posto isto, as candidaturas vencedoras, foram a Rússia para 2018 e Qatar para 2022, se a vitória Russa não surpreende, já a do Qatar era tida à partida como uma das mais fracas num grupo que era constituído pelos Estados Unidos e a Austrália, sendo o Qatar um país que não garantirá, pelo menos por agora, as condições mínimas necessárias para o Evento mais importante do Futebol Mundial, mais uma vez, prevaleceu o poder económico e a diversificação do evento.


Ora, pessoalmente eu sou a favor do Investimento Público, desde que ele se torne uma mais-valia para o País, assim sendo, sou assumidamente contra o TGV, provavelmente alguns dos queridos leitores estão neste momento a chamar-me retrógrada, mas a questão é pura e simplesmente esta: Será que a relação custo-benefício de um transporte de alta velocidade em Portugal é compensatória? E se nós pegássemos nos vários milhões de Euros que vamos gastar no TGV e aplicássemos em novas acessibilidades nas áreas desertificadas do país que tanto nos podiam dar e são mal aproveitadas?

Novas estradas, novos edifícios de utilidade pública, apoio à descentralização das pequenas-médias empresas beneficiando estas na carga tributária pesada que a Lei de hoje nos obriga caso estas se espalhassem para as chamadas "areas desertas"; Apoio à agricultura e à Agro-Pecuária do país que neste momento tanto precisa, visto que cada vez mais importamos produtos de fora em que somos melhores a produzir, todo este dinheiro poderia ser gasto nisto, seria muito mais bem aplicado, e a longo prazo teríamos muito mais resultados do que "um comboio para viajar mais rápido, em que uma viagem é infinitamente mais cara que uma viagem de avião!".

Agora, em relação a esta candidatura, já a minha opinião é diferente, isto porque não existe a necessidade de se construir novas infra-estruturas, sendo que o prestígio Mundial que esta prova traria a Portugal e Espanha seria um valor bastante importante para o reforço da nossa economia, portanto, eu seria a favor! A FIFA decidiu-se pela Rússia, resta-nos desejar a melhor sorte na Organização e que a Selecção Portuguesa esteja lá em 2018 para experimentar os estádios novinhos em folha!

Fica para a historia uma candidatura que poderia ser o primeiro passo, para mais unificações entre Portugal e Espanha, principalmente numa altura que se fala com mais intensidade numa liga Ibérica.

Para mais tarde Recordar:


Texto de: Hugo Pinto (BestOfFutebol)

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1 comentários:

Álvaro disse... [Responder a Comentario]

Isto nem se deveria considerar notícia.
Deve ser mais uma informação de rotina que outra coisa.

Mas alguém esperava outra coisa?

Rússia e Quatar »»» Dinheiro e Mais Dinheiro

Já não existem escolhas baseadas na tradição futebolística e afecto ao futebol do país organizador.

É tudo interesses.

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