Fernando Belluschi
Como prometido todos os dias teremos aqui para vocês os melhores momentos da primeira volta de um dos jogadores do líder do campeonato Português. Ontem foi a vez do James Rodriguez, hoje é a vez de Fernando Belluschi.
Um futebolista argentino que começou sua carreira profissional no Newell's Old Boys em 2002, onde fez 90 jogos e marcou 20 golos. Em 2006 ele foi contratado pelo River Plate, onde foi capitão depois da negociação de Marcelo Gallardo com a equipa francesa do PSG.
Depois de dois anos na equipa argentina ele teve seus direitos adquiridos pelo grego Olympiacos pelo valor de € 6,5 milhões em 2008. E já nessa altura o Porto esteve interessado nos seus serviços, mas entendeu que era dinheiro a mais para um Futebolista que ainda precisava de adaptação.
Em 6 de julho de 2009, o FC Porto comprou 50% de seu passe por € 5 milhões.
E depois de uma época em que se esteve adaptar ao futebol Português, e que principalmente jogou num esquema que não era o mais favorável, porque não tinha um Moutinho a segurar-lhe as costas, porque o Raul tinha funções um pouco diferentes, é vê-lo brilhar este ano com a camisola do FC Porto.
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Melhores Momentos 1ª Volta
FC. Porto eleito melhor do Mundo...

O FC Porto foi considerado o décimo clube do Mundo em 2010 e o melhor do Mundo em Dezembro, segundo o ranking da IFFHS. Esta é uma noticia que vai dar TILT na cabeça e no cérebro dos elementos da Manada, pelo menos naqueles que ainda têm cérebro capaz de ter o mínimo de raciocinio...
Como é possivel uma noticia destas? Será Verdade? Andamos nós enganados? Será que estes gajos do BestOfFutebol com os seus artigos da Manada 1 e 2 têm razão? Será o nosso Presidente assim tão energumeno para nos andar constantemente a enganar? Será que realmente essa é a única forma de ele nos motivar, já que dentro do campo é a vergonha que se tem visto? Será... Será... Será...
Muitos "serás" que certamente os adeptos do clube vermelho, estão a perguntar e a questionar-se neste momento, muitas devem ser as duvidas e muita deve de ser a azia...
Então nós não éramos os maiores? Nós até somos os que temos mais sócios...!!! Isso não chega para ser considerado os melhores do Mundo? Nós temos a SUPER EQUIPA... Já não estendo nada!!!
Então e os jogadores que quando chegam dizem que vêem para o melhor clube de Portugal? E dos maiores do Mundo...? Onde fica a credibilidade? Não fica em lado nenhum, porque já estamos habituados que este Benfica tem substituído a credibilidade pelo ridículo...
O engraçado se bem se recordam é ver um dos Paineleiros a dizer que o Porto mal aparece nos ranking's, que gosta de se armar em muito grande mas na verdade, lá fora poucos comprovam essa teoria... Eh Eh
Realmente o Ridículo dos vermelhos está atingir o topo, penso que mais é impossível, eles já chegaram ao topo, ou melhor ao fundo, são o gozo de muitos, e a chacota de todos, e o mais engraçado é vermos os comentários dos seus adeptos, que continuam sempre com a mesma ladainha.
Para os vermelhos gostava de perguntar o que têm agora a dizer a mais este FACTO! E nós aqui no BestOfFutebol temos um adepto vermelho, que como alias a maioria, usa vários nomes para escrever comendatários, uma pratica comum para esse tipo de pessoas. Mas gostava de lhes perguntar qual a desculpa desta vez...!
E já agora gostava também de perguntar quando é que vão acordar para a vida e remeterem-se ao vosso mundinho...?
Vejam o seguinte: O FC Porto é a única equipa portuguesa a entrar no top ten dos melhores do mundo em 2010. Na listagem da IFFHS o Sporting aparece como o segundo melhor português na 41ª posição. O Sporting de Braga é 55º e o Benfica 59º classificado. Finalmente o Marítimo aparece na 189ª posição.
Eis o top ten dos melhores clubes mundiais em 2010:
1 - Inter Milão (Itália) - 300,0 pontos
2 - Bayern Munique (Alemanha) - 268,0 pontos
3 - Barcelona (Espanha) - 266,0 pontos
4 - Atlético Madrid (Espanha) - 244,0 pontos
5 - Estudiantes La Plata (Argentina) - 235,0 pontos
6 - Liverpool (Inglaterra) - 232,0 pontos
7 - Internacional (Brasil) - 231,0 pontos
8 - Chelsea (Inglaterra) - 222,0 pontos
9 - Manchester United (Inglaterra) - 222,0 pontos
10 - FC Porto (Portugal) - 219,5 pontos
O pior disto tudo, e que certamente vai aumentar a AZIA, e o desnorte da Manada, é que o Benfica desse ano de 2010 era o SUPER BENFICA aquele que era equiparado por muitos, às equipas de Eusébio... Eh Eh
Até acredito nessa comparação, por mim não me importo nada de poder comprovar que este Porto, que não é o melhor Porto de sempre consegue estar à frente do melhor Benfica de sempre... Eh Eh
Como é possivel o Porto aparecer no 10º lugar, o Sporting a seguir e o Benfica ainda ficar atrás do Braga...? Será que vai aparecer alguma escuta do Pinto da Costa a falar com a IFFHS ? O problema dos vermelhos é que como foram muito grandes e nos últimos anos não valem NADA, qualquer coisa é motivo para voltarem a pensar que vão ser grandes... E depois vem a desilusão, a frustração e a AZIA...
Convençam-se do seguinte: A única coisa que são grandes é em adeptos, em mais nada! E mesmo essa grandeza é feita sem qualidade, porque são muitos, mas muito burros também, porque se fossem um pouco mais inteligentes, não permitiam que certos energumenos usassem o Benfica e a vossa cabeça para se promoverem, e não permitiam que o Benfica tivesse chegado a este ponto de ridículo onde chegou...!
Texto: R.A (BestOfFutebol)
Antevisão: Benfica vs Olhanense
O Benfica vai receber esta quarta-feira o Olhanense para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Apesar de esperar dificuldades, Ruben Amorim mostrou-se esta terça-feira confiante no triunfo “encarnado”.
“Penso que vai nos voltar a dificultar a vida. É uma equipa que não defende apenas, apesar de ocupar os lugares mais abaixo no campeonato. É uma boa equipa e pretendemos vencer”, afirmou aos órgãos de comunicação social.
As equipas orientadas por Daúto Faquirá são conhecidas por defenderem bem, pelo que Ruben Amorim admitiu que era positivo que o Benfica chegasse ao golo na fase inicial do encontro. “É sempre bom marcar cedo, mas acho que não podemos desesperar. Temos vindo a fazer golos na primeira parte e é isso que vamos tentar fazer desde o primeiro minuto”, assegurou.
O Benfica está a oito pontos do primeiro lugar da Liga portuguesa. Apesar dessa situação, Amorim referiu que a equipa continua focada em todas as provas, pela que a Taça de Portugal insere-se dentro das metas do Clube. “O campeonato continua a ser uma grande aposta, assim como a Taça [de Portugal], a Taça da Liga e a Liga Europa. Temos de pensar, como os meus colegas têm vindo a dizer, jogo a jogo. O campeonato agora fica para trás e vamos pensar na Taça”, afirmou.
Em relação ao objectivo concreto da Taça de Portugal, o médio lembrou que este depende completamente dos “encarnados”: “Sentimo-nos capazes de vencer todos os jogos. Se vamos consegui-lo ou não no campeonato, depende também do FC Porto mas, neste caso da Taça de Portugal, só dependemos de nós.”
Em termos individuais, Ruben Amorim garantiu ainda que está a subir de forma, mostrando-se disponível para ajudar o grupo a conseguir todas as suas metas. “Sinto-me cada vez melhor. Não vou dizer que estou como o ano passado, mas estou a caminho disso”, referiu.
O futebolista falou ainda sobre o novo reforço, o argentino José Luis Fernández, sobre o qual considerou que não se devem fazer comparações com Di María. “É um rapaz muito tímido, mas vamos ajudá-lo a integrá-lo no grupo”, prometeu.
O Benfica-Olhanense tem início marcado para as 18h45 desta quarta-feira, dia 12 de Janeiro, no Estádio da Luz.
O treinador do Olhanense, Daúto Faquirá, quer fazer História na Taça de Portugal. Quer isso dizer que o técnico quer vencer, nesta quarta-feira, o Benfica, o clube com mais troféus na prova.
«É uma guerra entre David e Golias», disse Faquirá. «Diz a História que só a cota de malha de bronze que usava Golias pesava o mesmo que David e, extrapolando isto para a dimensão económico-financeira do Benfica, dos seus jogadores e do plantel, sabemos que existe uma diferença abismal entre as duas equipas», considerou o treinador, em conferência de imprensa.
Desse modo, a diferença entre os clubes «confere mais responsabilidades ao Benfica, que tem uma obrigatoriedade, em termos teóricos, de ganhar ao Olhanense», que fica «com aquela percentagem mínima de ganhar» na Luz.
«Mas vamos jogar com ela», declara Faquirá. «O treinador do Benfica sabe que somos uma equipa organizada, com muita estabilidade emocional e pode ser que se faça História», afirmou o treinador dos algarvios, citado pela «Lusa».
Esta é a segunda vez que o Olhanense visita a Luz nesta temporada. Os algarvios perderam no recinto encarnado por 2-0, na liga, mas Faquirá acredita que a equipa «esteve perto de pontuar, de fazer um jogo que permitisse tirar pontos» ao Benfica.
«Estivemos consistentes, concentrados, firmes, fomos audaciosos e procurámos explorar os pontos fracos do adversário», lembrou. «Se fizermos um jogo próximo daquilo que fizemos, se calhar chegando mais vezes à baliza rival, estaremos perto de fazer História e concretizar um feito memorável», concluiu Daúto Faquirá.
Para o encontro, Daúto Faquirá chamou João Gonçalves, Lulinha e Toy. São três regressos à convocatória, depois de os algarvios terem ido vencer o Rio Ave, para a Liga, em Vila do Conde.
Também na lista está Carlos Fernandes. O lateral-esquerdo estava com uma lesão no gémeo direito, mas entra nos eleitos para a deslocação à capital. De fora continuam os reforços Cristián Suárez e Esteban Carvajal e, por lesão, Moretto e Delson.
Pinto da Costa: Os Paineleiros andam aí...
O presidente azul e branco, discursou durante a festa do 11º aniversário da casa dos azuis e brancos em Espinho, alertando os adeptos do clube para as tentativas de divisão de que serão alvo. Pinto da Costa elogiou ainda André Villas-Boas e endereçou os parabéns a José Mourinho.
O presidente portista, falou durante a festa do 11º aniversário da casa dos azuis e brancos em Espinho, alertando os seus adeptos para os ataques que serão desferidos contra os dragões:
"Estejamos atentos. Ao mínimo deslize vão tentar dividir-nos, separar-nos, criar dúvidas, tentar fazer tudo para que o FC Porto não seja campeão. Ridiculamente, vão continuar a falar de árbitros. Temos de estar preparados contra os urubus, as suas mentiras, campanhas e difamações. Vão tentar tudo para não sermos campeões. Mas estamos unidos e atentos. Um dia o ridículo tem que ter limites. Com o apoio dos nossos adeptos, estamos no caminho certo para sermos campeões".
Pinto da Costa falou ainda de André Villas-Boas: "Também disseram que Villas-Boas era um clone e foi mais do que isso. Saiu um grande treinador".
É engraçado vermos como Pinto da Costa em poucas palavras consegue dizer tanto, e mexer com tanta gente... Depois destas palavras foi engraçado vermos todos a sacudirem "a agua do capote" parece que a carapuça entrou na cabeça de muitos... E só tinha mesmo que entrar, porque tem sido uma vergonha o que se tem visto e ouvido desde o inicio do ano...
Mas enfim enquanto eles se vão entretendo, nós vamos divertindo-nos com o ridículo e vamos trabalhando todos os dias, para tentarmos ser sempre mais fortes e melhores, como se tem visto dentro das 4 linhas..
Antevisão: Porto vs Pinhalnovense
O FC Porto persegue um objectivo inédito na história da Taça de Portugal: vencer a competição pela terceira vez consecutiva. Essa é mais uma razão para os Dragões não facilitarem na recepção ao Pinhalnovense (quarta-feira, 20h45), um adversário que se vai apresentar extremamente motivado, como sublinhou André Villas-Boas, em conferência de imprensa.
Tudo em aberto
«Tudo pode acontecer num jogo. Qualquer convocatória dá-nos máximas garantias de sucesso. Se o FC Porto se apresentar ao nível habitual, podemos chegar à meia-final da Taça. O FC Porto também se pode mostrar no seu nível habitual e sofrer um golo em três ou quatro lances de ataque do Pinhalnovense, que, motivado, pode aguentar a vantagem. O FC Porto tanto pode ser eliminado em casa, passar com grande espectáculo ou passar com grande dificuldade.»
A importância da Taça
«Esta é uma competição importante para nós, já que nunca foi ganha pelo mesmo clube três vezes consecutivas. Interessa-nos em absoluto fazer história esta época, esta é uma competição que não queremos deixar fugir. Teremos focalização máxima no objectivo de passar esta fase e seguir para as meias-finais.»
Adversário moralizado
«Esperamos e queremos acreditar que vamos encontrar um adversário extremamente motivado, que neste fim-de-semana obteve uma vitória importante sobre uma equipa que desceu da Liga de Honra. É uma formação que quer entrar na Liga de Honra e que tem um treinador ambicioso. Apesar das limitações em termos de qualidade individual, vai estar num patamar altíssimo de motivação e para nós isso tem um valor extremo. Temos de estar muito alerta.»
Análise ao Pinhalnovense
«Tem uma experiência variada em termos de jogadores, tendo no plantel alguns que passaram pela Liga de Honra e mesmo pela Primeira Liga. Possuem um ponta de lança poderoso, que gosta de deixar jogo nos médios, enquanto cria espaço para os extremos, muito rápidos, jovens e com qualidade técnica. Têm um lateral direito agressivo na profundidade e perdem o lateral esquerdo habitual por lesão. Na globalidade, é uma equipa bem organizada, com uma ideia de jogo que me agrada. Tiveram o sorteio que desejavam. Todos estes factores, aliados a esse factor de motivação, tornam este jogo importante para nós.»
Nível exibicional alto
«O FC Porto tem-se mantido dentro do objectivo delineado: conquistar a vitória em cada jogo. Temos pena de termos falhado em Guimarães e em Alvalade, porque poderíamos estar na liderança da Liga com uma margem ainda mais confortável. Resta muito campeonato pela frente, sendo que Janeiro e Fevereiro são muito complicados em termos de calendário, e o inesperado pode acontecer se não formos capazes de manter este nível exibicional. Do jogo com o Marítimo ficou o prazer enorme de termos sido capazes de mostrar um nível elevadíssimo durante 90 minutos, num jogo com forte impacto emocional. Volto a dizer o que disse em conferência de imprensa: em termos de princípios de jogo, o que fizemos foi fantástico, foi um dos jogos mais bem conseguidos em termos de regularidade. É bom chegar ao fim da primeira volta com este tipo de margem, mas não podemos permitir-nos a claudicar, porque o adversário está forte, perto e motivado. Estamos alerta e concentrados no objectivo.»
Janeiro tranquilo
«O único reajustamento que prevemos fazer em Janeiro tem a ver com o Castro, que deve ser cedido ao Sporting de Gijón. Neste momento, não estamos a perspectivar qualquer entrada. O Castro sai sem direito de opção do Gijón, porque temos todo o interesse em que ele regresse a esta casa.»
O prémio de Mourinho
«Foi para mim um privilégio enorme ter feito parte de uma equipa técnica como aquela e ter ajudado a conquistar alguns dos títulos que Mourinho conquistou. A singularidade e a exclusividade do prémio reflectem aquilo que é a carreira de José Mourinho. Com ele, deixa de haver limites. Tudo o que é delineado como objectivo é imediatamente alcançado e abraçado. Estamos perante uma carreira inédita, que não tem comparação na história nem terá no futuro. Como vos tenho dito uma série de vezes, o José Mourinho vai tornar-se o melhor treinador de todos os tempos, sem sombra de dúvida. A transcendência do que atinge é algo fora do normal.»
Melhores Momentos 1ª Volta
James Rodriguez
Depois do termino da 1ª Volta, achei importante podermos ter um pequeno Best Of de vários jogadores do líder do Campeonato, e todos os dias lançarei um vídeo com esses mesmos momentos.
Um jogador Colombiano de apenas 19 anos, vindo no verão passado da Argentina (Banfield). Joga como extremo, mas consegue também facilmente jogar como Meio Campo Ofensivo. Com um excelente pé esquerdo, trata cada bola que recebe com elegância e critério sendo um jogador forte no 1 a 1. Foi um dos destaques do Banfield. É uma das maiores promessas do Futebol
Mais um daqueles jogadores que foi noticiado que estava certo no Benfica e que acabou no FC Porto. Ele chegou mesmo a dizer publicamente que estava contente por ir assinar pelo Benfica, mas depois lá apareceu o Porto, e quando uma equipa como o Porto (vencedora) entra na corrida por um jogador, já sabemos o resultado, tirando alguns exemplos como foi o caso do Moretto, que depois disse o que disse: "Se fosse hoje escolhia o FC Porto"
E esse facto juntamente com a falta de conhecimento de como se deve lidar com um jogador como este numa equipa como a do FC Porto trouxe algumas declarações engraçadas, de certas pessoas que não sabem o que dizem e pensam que o Porto é dirigido como o clube deles...
No caso do Benfica, que é um clube do meio da tabela Europeia, é facil contratar um jogador e coloca-lo logo a jogar, porque numa equipa fraca, os jogadores entram logo de imediato... Alem disso o Benfica é dirigido para agradar os socios, e não é projectado para o sucesso e as vitorias...
Já no FC Porto, os jogadores que chegam de outro continente, muito novos, sem experiencia na Europa, normalmente não são lançados assim às feras, primeiro são protegidos e apenas depois de estarem integrados e confiantes são lançados a jogo...
Aqui fica um exemplo:
Di Maria chegou ao Benfica também salvo erro com 19 anos e vinha com o rotulo de substituir o Simão... Como o Benfica tem uma equipa fraquinha, mesmo que queiram passar uma ideia diferente e como é dirigida por pessoas que de futebol nao percebem nada, lançaram logo o miudo... O que acontceu? Lembram-se? Foi uma desilusão... Demorou o tempo que demorou a ser o que sempre foi... E se não fosse o Jesus, hoje em dia talvez estivesse a rodar por outro clube qualquer...
E depois temos o caso do Anderson, chegou ao Porto como estrela maior do Brasil, como o próximo Ronaldinho, e foi para a equipa B do Porto até ao final do campeonato... Indo treinar com a equipa principal, e jogando com a equipa B.
No ano logo a seguir fez o campeonato que fez e foi transferido para o Manchester.
Aqui fica mais uma Enorme diferença entre o fosso que existe na organização e na gestão do futebol destas duas equipas, e por isso é que é preciso as Mensagem Manada (das escutas, dos arbitros), para os socios dos Vermelhos não poderem atingir estas realidades...
Benfica Sempre - 6ª Edição
Saudações Benfiquistas
Depois do Porto e Sporting terem ganho as respectivas partidas, o Benfica só tinha de seguir-lhes o exemplo e arrancar uma vitória no difícil terreno do Leiria, caso ainda tivesse ambições de continuar na luta pela revalidação do seu titulo de Campeão Nacional
Com um Saviola inspirado e uma ala esquerda a bom nível, a equipa do Benfica consegui inaugurar o marcador aos 27 minutos através do Argentino, que por algumas vezes já tinha ameaçado a baliza de Gottardi.
Na segunda parte o Leiria apareceu mais interventivo e até com mais posse de bola, mas foi o Benfica que conseguiu voltar a marcar, primeiro por Gaitán e de seguida por Cardozo após uma boa jogada de Jara, não tendo até ao fim do tempo regulamentar existido mais alterações no marcador.
O Leiria na minha opinião ressentiu-se um pouco da falta de Silas e Carlão, tendo esta semana notado também a ausência de seu treinador, ficando Sá Pinto a orientar alguns treinos.
Quanto ao Benfica, parece-me estar no bom caminho, está uma equipa mais tranquila, mais aguerrida e mostra vontade de vencer, neste jogo viu-se o que até hoje ainda não tinha acontecido, Gaitán não se limitou a atacar, pelo contrário, desceu muitas vezes para recuperar bolas e compensar Fábio Coentrão, vamos ver se é para continuar. Com este resultado os encarnados continuam em segundo lugar, a oito pontos do Porto e com cinco pontos de vantagem sobre o Sporting.
Nestes últimos dias a imprensa desportiva portuguesa tem dado conta da possível contratação de Daniel Wass pelo Benfica, Wass, nascido em 31 de Maio de 1989, é um jogador de futebol Dinamarquês que actualmente representa o Brondby IF. Joga preferencialmente na posição de lateral direito, podendo também actuar a médio.
Começou a sua carreira ao serviço do Brondby, tendo em 2009 sido emprestado ao Fredrikstad, regressando na época seguinte, o mesmo representou o seu país desde os Sub 16 até aos Sub 21, sendo para muitos uma esperança do futebol dinamarquês. O facto é que Wass está em fim de contracto, não havendo assim grandes encargos para o clube da luz que apresentava Maxi Pereira como única solução para o lado direito da defesa, sendo assim seria uma boa contratação tendo em vista até a pouca idade do jogador e a sua grande margem de progressão.
Tendo algumas vezes criticado a posição do Benfica e sua actuação relativamente a personalidades e jogadores que marcaram o clube, alguns dispensados e outros afastados da instituição, foi com bastante agrado que li a notícia da contratação de Pepa para trabalhar na formação benfiquista.
Para quem não sabe ou simplesmente não se lembra, Pepa foi fruto das escolas do Benfica, tendo feito a sua estreia aos 18 anos em 23 de Janeiro de 1999, marcando golo na primeira vez que tocou na bola.
Continuou mais algum tempo no Benfica, tendo depois sido emprestado a um clube Belga, depois representou o Benfica B fazendo também alguns jogos pela equipa principal, até que, no final da época de 2001-2002 rescindiu com o clube, uma rescisão pouco clara e envolta em polémica, seguiu-se o Varzim e as noitadas e borgas, passou por Paços de Ferreira e foi acabar a carreira ao Olhanense, admoestado pelas constantes lesões Pepa pôs um ponto final á sua carreira de jogador aos 26 anos e a contar já com 4 operações.
Nos últimos tempos encontrava-se a trabalhar como Treinador-Adjunto no Tondela, equipa do Distrito de Viseu, que ocupa o 1º lugar na 2ª divisão Nacional Zona Centro. Espero que tenha aprendido com os erros do passado e desempenhe as funções de Coordenador Técnico da Formação com total profissionalismo e dedicação.
Jogadore da Semana:
Ao contrário do que tem acontecido em outras semanas que são aqui apresentados jogadores que passaram pelo clube, desta vez, decidi bem ou mal trazer aqui um jovem que lá permanece Franco Jara.
Jara assinou pelo Benfica Janeiro de 2010 por a módica quantia de 5,5 milhões de euros, tendo sido apresentado ao clube no Verão desse ano, esta época actuou pelo Benfica em 11 partidas oficiais, contabilizando 250 minutos e 1 golo, o que dá a média de 22 minutos por jogo.
Avançado rápido e móvel mais ao estilo de Saviola do que de Cardozo, Jara tem sido desde a sua contratação jogador para os dez minutos finais, ou a equipa está a ganhar por dois e tira o Saviola para colocar Jara ou então a equipa está a perder por dois e põe o Jara a dez minutos do fim. Esperando que por milagre, esperando que talvez ele consiga alterar o curso dos acontecimentos, um bocado como acontecia com Weldon na época passada e com Mantorras noutros tempos.
Sendo assim nunca em jogos oficiais foi titular pelo Benfica, nem mesmo na lesão de Cardozo em que Jesus preferiu Kardec (um avançado de área, mais estático). Mesmo nas alturas em que roda a equipa, como aconteceu com o Arouca e com o Marítimo, Jara tem ficado sempre fora das opções do técnico.
Resumindo isto tudo acho que Jara é um jogador com bastante potencial, com velocidade e técnica, mas que fica tapado porque JJ só o vê como alternativa a Saviola, assim sendo penso que irá ser muito complicado a sua afirmação no Benfica mas … espero estar enganado ………
Boa semana e bem aja a todos
Pedro Pereira
Messi melhor do Mundo vs Aziado
Bicampeão! Messi superou Iniesta e Xavi, companheiros de Barcelona, e recebeu o prêmio de Melhor do Mundo pela Fifa em 2010. Em ano de Campeonato do Mundo, nunca antes um atleta que não havia sido campeão levantou o troféu.
Mas lá está o que já aqui disse por diversas vezes, o Messi não deveria entrar nestas contas, deveria existir um Messi, e depois existia o melhor FIFa, como por exemplo nas multinacionais, em que existe um CEO e depois existe um Presidente.
Porque na realidade o Messi é de outra galaxia, quer o patriotismo (Ronaldo) nos deixe admitir isso quer não...!!!
É a segunda vez que o baixinho é escolhido. Com o prémio, o argentino se iguala a Ronaldinho Gaúcho com duas conquistas. Ambos estão atrás de Zidane e Ronaldo, que venceram o prémio em três oportunidades.
Ainda temos um facto muito importante e que prova da massa que é feito este jogador, esta foi a quarta vez que o camisa 10 do Barça chegou à final do prémio. Em 2007, ficou em terceiro, atrás de Kaká e Cristiano Ronaldo. No ano seguinte, foi o segundo, superado pelo português do Real Madrid. Em 2009 levou o troféu pela primeira vez, e repetiu a dose em 2010.
O título mundial da Espanha acabou não pesando na decisão do Melhor do Mundo. Apesar da conquista, Xavi e Iniesta acabaram derrotados pelo companheiro de Barcelona, que mesmo sem o título na África do Sul, mostrou-se em campo em um nível excelente.
No fim das contas, a festa foi mesmo azul e grená. O Barcelona, pela primeira vez com três indicados na final do prémio (repetindo o Milan com Van Basten, Gullit e Rijkaard em 1988 e com Van Basten, Baresi e Rijkaard no ano seguinte). Todos formados no clube.
Além deles, o Barça teve outros pratas da casa premiados. Na selecção dos 11 melhores da última temporada, Puyol e Piqué foram escolhidos. Messi, Xavi e Iniesta, é claro, também estiveram na lista, bem como o atacante Villa.
E depois temos as declarações Aziadas e mimadas do menino chorão, que pensa que tem o Mundo a seus pés e que por onde passa é Rei!!! A idade média já acabou à muito tempo, e os Reis actuais já não exigem vassalagem...
O que mais me surpreendeu, foi ver a azia do puto mimado quando o Mourinho ganhou o troféu... Porque do Messi isso já todos sabíamos que ele tinha azia, agora do Mourinho? Fiquei surpreso! Mas depois de ouvir as declarações e de ter ido tomar um café e ter pensado um pouco sobre o assunto, já entendi melhor...
Realmente para uma criança mimada, que está habituada e gosta de ser tratado como Rei, não deve ser fácil dividir o balneário com um treinador, que habitualmente tem sempre muito mais protagonismo que os jogadores, e que acaba de ganhar o troféu de melhor do Mundo... Porque se já antes ele dava sinais de desconforto, quando em momentos posteriores a grandes jogos pessoais, notava que o Mourinho tinha mais protagonismo que ele próprio, imaginem agora...
E depois além de não ter uma palavra publica de parabéns para o melhor do Mundo, tem aquela afirmação "este é um prémio que reflecte o que fizemos durante a temporada, em alguns casos..." muito mau para alguém que já recebeu aquele troféu... O Ronaldo já deveria de saber que se quando os outros ganham é injusto, quando ele ganhou também pode ter sido considerado injusto...
Penso que prémios que são votados por dezenas de pessoas diferentes, reflectem sempre justiça, agora o que não tenho a menor duvida é que no meio de tanto mimo e de tantas birras, ele vai serrar ainda mais os dentes, para o ano estar pelo menos nos 3 mais votados, porque ganhar... Enquanto o Messi estiver como está é quase Impossível...
Pode ser que alguém me ouça e que crie um posto de CEO (permanente) para a eleição de melhor do Mundo, onde estará o Messi, e aí o Ronaldo terá chances de ganhar mais vezes... Eh Eh Fora de brincadeiras, penso que este ano as coisas estão bem encaminhadas, para o próximo ano tenhamos um português no podia com chances de ganhar...
Mourinho melhor do Mundo
Agora é oficial, Mourinho é mesmo o melhor treinador do Mundo fora dos relvados, porque dentro das quatro linhas, todos nós já sabíamos que era o melhor do Mundo. O português recebeu a Bola de Ouro em Zurique, das mãos da alemã Sílvia Neid, eleita a melhor treinadora do ano.
O português subiu ao palco emocionado, mas antes disso ainda cumprimentou os jogadores que durante o último ano o ajudaram a ser o melhor. Ele que já se tinha emocionado quando Sneijder no palco o considerou o melhor treinador.
Depois recebeu o prémio e afirmou-se «orgulhoso português». «Boa noite, peço desculpa por falar em português, mas sou um orgulhoso português», disse. «Queria dar os parabéns a dois fantásticos treinadores, o senhor Del Bosque e Guardiola.»
Depois foi a altura dos agradecimentos. «Trabalhei muito para chegar aqui, mas não cheguei sozinho. Cheguei com os meus jogadores, com os meus clubes e sobretudo com aqueles que me amam e que me ajudaram a viver este momento fantástico.»
No final do discurso, Mourinho recebeu as palmas da sala em uníssono. O português é o melhor treinador do Mundo, na primeira vez que a FIFA e a France Football entregam a Bola de Ouro a um treinador: Mourinho inaugurou um prémio histórico.
Eu em particular, mesmo tendo uma opinião muito especifica sobre o Homem e o Treinador Mourinho, penso que é mais do que justo esta nomeação, porque um treinador que ganha tudo que há para ganhar numa época, não ser eleito o melhor do Mundo, era algo muito injusto...
Ainda para mais se quem ganhasse fosse o Del Bosque, porque esse era o único handicap de Mourinho, ter que "lutar" contra o treinador que ganhou um campeonato do Mundo, com uma selecção que não é das habituais favoritas...
Vejam a Entrevista: Mourinho 10 anos de Carreira
Mas penso que caso isso acontecesse, seria uma imensa injustiça, porque nesse caso quem deveria ter sido era o Guardiola, porque se formos a ver o motor daquela selecção foi treinada não por Del Bosques, mas sim por Guardiola, um pouco à imagem e semelhança, do que aconteceu com Portugal no Europeu de 2004, o treinador fictício era o Scolari, mas quem "treinou" aquela equipa tinha sido o Mourinho.
Por isso penso que foi muito justo, fico muito contente, principalmente por ter visto justiça ser feita! E quem me conhece sabe que para mim a justiça está a cima de qualquer gosto ou preferência pessoal, porque quem me conhece também sabe, que gosto muito mais do Futebol das equipas de Guardiola... Eh Eh
VIVA ao MOURINHO
VIVA a PORTUGAL
Para terminar quero perguntar a todos se realmente esta eleição foi inteiramente justa quando existe um treinador chamado Jorge Jesus?
Depois deste vídeo e destas declarações, que são a imagem da Manada em Portugal, fiquei a pensar que o Jorge Jesus pudesse ser nomeado para estar entre os melhores treinadores do Mundo, mas pelos vistos, enganei-me... Eh Eh
Voltando a assuntos sérios, aqui ficam as declarações de Pinto da Costa, congratulando o José Mourinho por mais este titulo e mais esta conquista, recordando que ele começou no FC Porto...
Agora o que as mulheres pensam sobre o José Mourinho:
Moretto: "Se fosse hoje escolhia o FC Porto"

Numa entrevista ao Jornal Record e Antena1 o Moretto diz aquilo que todos nós dissemos na altura, inclusive o amigo dele que chegou a levar umas bofetadas dos seguranças do Sr. Honestidade Vieira.
Só mesmo os que não conhecem o Fut. Português e que acabaram de chegar para dizer que o Benfica é este e aquele, quando depois nem sabem os jogadores do clube, como aconteceu com este ultimo reforço, que só conhecia os argentinos, mas já sabia dizer que era o melhor clube de Portugal Eh Eh
Ou então que era o clube mais conhecido na Argentina, e que de Portugal eram os jogos do Benfica os mais vistos, e depois tem uma recaída e diz que só tinha visto um jogo da equipa da Luz...
Todos já sabemos que eles começam logo a levar uma lavagens Cerebral no momento que chegam ao Clube da andorinha e que depois passado 3 meses, e deparando-se com a realidade... Bate aquela tristeza que é bem vizivel nos rostos dos jogadores, como alias já tinha escrito no artigo Balboa: “Benfica não me Paga…”
Por isso é que jogadores Inteligentes como: Lizandro, Lucho, Falcao, Alvaro Pereira, James Rodriguez apenas para falar de alguns ficam muito interessados no Benfica (até se enche paginas de Jornais) até saberem que o Porto entra na jogada, porque depois disso... Benfica....? Nem Pensar... Quando soube do interesse do Porto decidi-me em 4 minutos...
Depois o Benfica tem os "casos Moretto" que para conseguirem contratar têm que enviar o proprio Presidente ao Brasil para o irem buscar (que grande clube este Eh Eh) que manda Presidentes pressionar jogadores para assinar... Mas pelo menos o Moretto teve a coragem de admitir, mesmo que as Lavagens Cerebrais juntamente com o EGO e o Amor proprio não o deixem admitir mais claramente e dizer o que realmente pensa...
Mas enfim o melhor é ler a entrevista:
RECORD - O que o levou a aceitar o convite do Olhanense?
MORETTO - O projeto que o clube tinha, o interesse demonstrado em mim, a forma como fui abordado por eles. Isso deixou-me feliz porque vinha de um ano parado e um ano sem competir no Benfica, e acho que foi a escolha certa. Espero poder retribuir.
R - O clube tem correspondido às expectativas?
M - Sim, é um clube bem organizado. Hoje em dia, tirando os grandes e talvez o Braga e o Guimarães, são poucos os que conseguem cumprir com as suas obrigações. O clube procura apoiar-nos da melhor forma possível, e isso tranquiliza-nos para desenvolver o nosso trabalho.
R - Qual é o objetivo nestes dois anos de contrato?
M - Estou feliz no Olhanense e quero cumprir o contrato. Tenho de voltar a jogar e bem. Vinha quase de um ano sem jogar no Benfica, só com 3 jogos oficiais, mais a lesão, e quando vim para o Olhanense senti um pouco a ausência de ritmo de jogo. Quando estava a melhorar, ressenti-me de uma tendinite no joelho, que me incomodou nos últimos jogos. Tive de parar.
R - Sente que ainda tem alguma coisa a provar no futebol português? Pergunto isto pela maneira como saiu do Benfica e do ano que passou sem jogar.
M - Claro que não saí como queria. Saí depois de uma cirurgia. Em três anos fiz poucos jogos e isso interrompeu a boa série de jogos que tinha feito no V: Setúbal, com a conquista de uma taça, com um início de época muito bom, que me levou para o Benfica e, depois, no Benfica, fiz seis meses muito bons no campeonato e na Liga dos Campeões. Infelizmente essa série foi interrompida. Mas não tenho de provar nada a ninguém. Quero mostrar a mim próprio que tenho condições para jogar ao mais alto nível e ajudar o Olhanense nos seus objetivos.
R - Acha que os adeptos de futebol em Portugal guardam uma boa imagem sua?
M - É complicado dizer isso. Sinto o carinho das pessoas nas ruas, onde quer que vá, mas também há algumas reações negativas, porque nunca conseguimos agradar a todos. Quanto a isso não me preocupo, porque sei lidar com isso. Importante é que sou bem tratado por toda a gente em Olhão.
R - Não teme que a sua imagem fique negativamente associada àquilo que se passou no aeroporto de Lisboa, quando chegou e houve aquela cena menos própria entre a pessoa que o acompanhava e uma outra ligada ao Benfica?
M - Tenho a certeza que isso prejudicou-me muito. É verdade que pode olhar-se para isso mas da história ninguém sabe. Eu fui o que menos culpa teve naquela situação. Deixou-me triste e complicou a transferência para o Benfica e a forma como entrei no clube.
R - Olhando agora à distância, valeu a pena ter ido para o Benfica?
M - Claro que valeu. Quando cheguei a Portugal, o meu sonho era jogar no Benfica, pela grandeza do clube, os adeptos, e foi um objetivo. Queria chegar a um dos três grandes, mas acabou por surgir a oportunidade de ir para dois deles. Houve aquela disputa com o FC Porto e acabei no Benfica.
R - E foi a opção certa, sabendo o que sabe hoje?
M - Hoje, olhando, é difícil avaliar. Talvez escolhesse o FC Porto. Na altura, o que mais me motivou foi a Liga dos Campeões, além de poder dar sequência ao que vinha fazendo em Setúbal. Se o FC Porto também estivesse na Liga dos Campeões ou as suas intenções me tivessem sido colocadas de forma clara, a escolha de então poderia ter sido diferente.
R - O treinador do Benfica de então, Ronald Koeman, apostou em si, dando-lhe muitos jogos.
M - Sim, ele foi uma pessoa que apostou em mim. Ainda no Vitória, dias antes do Natal, jogámos com o Benfica no Bonfim e, no final, ele veio ter comigo e disse que estava à minha espera no dia 2 para trabalhar com o grupo. Isso deixou-me feliz. As coisas com o Benfica foram sempre muito claras, ao contrário do FC Porto, que nunca me disse em concreto como seria se aceitasse o convite.
R - É verdade que havia a hipótese de continuar em Setúbal até ao fim da época e só depois iria para o FC Porto?
M - Esse foi um dos episódios que me deixou triste na história com o FC Porto. O empresário que estava a fazer essa negociação, cujo nome prefiro não dizer, disse-me que no dia 2 de Janeiro de 2006 eu estaria no clube para começar a trabalhar. Só que, depois, quando acertei com o Benfica, vim a saber que havia realmente essa hipótese de continuar em Setúbal, terminar a época, ou ser emprestado ao Standard Liége, da Bélgica. Isso deixou-me chateado. Quando saí de cá, para passar o Natal no Brasil, tinha um acordo com o FC Porto, muito bom para mim. Estive uma semana a telefonar todos os dias para saber como estavam as coisas. Sempre joguei limpo e não jogaram limpo comigo. Também por isso aceitei o Benfica. Dizem que o Benfica me deu mais dinheiro, mas é mentira. O contrato foi o mesmo. Conversei com o Benfica e perguntei qual era a intenção do clube comigo. Deixaram as coisas bem claras, na altura o José Veiga. Mais tarde o presidente entrou em contacto comigo no Brasil, dizendo-me que não ia entrar em leilão. Perguntou quanto eu queria ganhar, e eu respondi que iria para o Benfica se me dessem o mesmo que o FC Porto oferecia.
R - Essa metade de época correu muito bem. O que aconteceu no final para não continuar?
M - As coisas correram bem nesses seis meses, e a tendência era continuar, mas houve mudança no treinador e o Fernando Santos acabou por optar pelo Quim.
R - Acabou a jogar no AEK, da Grécia. Voltou apostado em mostrar novamente o seu valor?
M - Não, quando saí do Benfica disse que não queria voltar. Na Grécia tive oportunidade de voltar a jogar, de voltar a ter alegria. Lembro-me que havia uma opção de compra de um milhão de euros e, a meio da época, o AEK ofereceu cerca de 700 mil euros para ficar comigo. Tentou várias vezes contactar o Benfica e não teve sucesso, porque o Benfica não baixava o valor. Ficámos de falar novamente no final da época, mas a equipa desceu um pouco de rendimento, mudaram o treinador, e o presidente acabou por me dizer que tinha tentado a aquisição definitiva, mas que o Benfica não respondia aos seus contactos e que tinham de valorizar o segundo guarda-redes, que era um austríaco.
R - Foi um problema para si ter de regressar ao Benfica? Estávamos em 2009.
M - Voltei porque não havia outra opção. Quando chegou o Quique Flores, queria contratar o Codina, do Atlético Madrid, mas eu estava vinculado ao clube. Antes de me apresentar, eu disse que não queria voltar a jogar no Benfica, porque foi um clube que, tirando os primeiros seis meses, que foram maravilhosos, não me permitiu ter mais alegrias. Tanto foi assim que, depois do Quique Flores ter chegado, demorei 30 dias a apresentar-me. Para quem vinha de 3 meses parado, fiquei logo atrás dos outros guarda-redes, que já estavam a treinar normalmente. É difícil chegar a um clube grande, com uma equipa já em andamento, e 30 dias atrasado.
R - Sente que o Benfica podia ter-lhe facilitado um pouco mais a vida?
M - Sinto que o Benfica poderia ter preservado mais a minha imagem. Como eles fizeram com o Roberto. Quando ele chegou foi crucificado por toda a gente, porque as coisas não lhe corriam bem, e todos os dias havia pessoas do Benfica nas televisões, nas rádios e nos jornais a dar-lhe moral. Isso é o correto. Se não o tivessem apoiado, como aconteceu comigo, talvez o Roberto não atravessasse a fase em que está hoje.
R - E se calhar o Moretto ainda lá estava a talvez tivesse cumprido o sonho de chegar à seleção do Brasil, não lhe parece?
M - Acredito que sim, porque a época 2005/06 foi muito boa para mim. Chegaram a pensar convocar-me para a seleção naquela altura, mas as coisas tomaram um rumo diferente. A minha imagem não foi protegida em nada pelo Benfica.
R - Olhando para o campeonato, tem ideia de quem pode ser o campeão?
M - Analisando tudo o que aconteceu na primeira volta, acho que o FC Porto vai ser campeão.
R - O Benfica pode dar luta até ao fim?
M – O Benfica, para dar luta, tem de manter a regularidade que teve nos últimos jogos, mas que faltou no início. Estive lá e sei que é difícil estar em segundo e tentar ir atrás do líder. Ainda por cima o FC Porto é uma equipa que, estando na frente, dificilmente vacila nos seus jogos. São fortes e muito concentrados. Só se tiver uma grande quebra de rendimento, o que não acredito que venha a acontecer. Não podemos esquecer que, nos últimos 5 anos, ganharam 4 campeonatos.
R - O facto do Benfica estar menos bem deve-se mesmo à saída do Di Maria e do Ramires? Acredita nisso?
M - Tenho a certeza. A equipa perdeu alguma da sua dinâmica de jogo com a saída deles. O Di Maria estava numa fase fantástica, e o Ramires encaixou perfeitamente no esquema de jogo do Jesus. Mas não foi esse o único problema. Como o Benfica foi campeão, criou-se aquela expectativa de que a época ia repetir-se. As coisas não começaram bem e depois veio a pressão, e eu conheço bem a pressão naquele clube, e isso prejudicou os jogadores que chegaram.
R - Qual é a sua opinião sobre Jorge Jesus?
M - É uma pessoa que admiro muito. É o melhor treinador do futebol português. Tive a felicidade de trabalhar com ele na pré-temporada do ano passado e é uma pessoa de quem gostei muito, porque me identifiquei muito com os seus métodos.
R - Se ele tem aparecido na sua carreira, por exemplo naquele ano em que Fernando Santos foi o treinador, acredita que as coisas poderiam ter corrido de forma diferente?
M - Tenho a certeza. A minha trajetória no Benfica poderia ter tido outro rumo. Mas quando fiz a cirurgia em março já tinha dito que não queria jogar mais no Benfica. Queria que eles encontrassem uma solução para mim. O Jesus queria que eu fizesse a pré-época e acabámos por ter uma conversa na qual lhe disse que, se surgisse uma oportunidade para mim em outro clube, não ia pensar duas vezes, porque o meu ciclo no Benfica já tinha acabado há muito tempo.
R – Tem algum objetivo ainda por concretizar na sua carreira?
M - Gostava de jogar na Turquia, pela forma como os adeptos vivem o futebol, que é parecida com a da Grécia, onde estive.
R - E no Brasil?
M - Eu sou do Corinthians. Se tivesse a oportunidade de jogar lá ou no Flamengo não pensava duas vezes.
R – Regressar à Luz tem para si um sentimento especial?
M - Não tem. É um jogo normal. Infelizmente, na primeira vez que voltei ao estádio as coisas não correram como esperava.
R – Teve aquele lance infeliz…
M - Sim, são coisas que acontecem. Só quem está lá dentro é que passa por isso. Foi uma situação que me deixou um pouco triste.
R - Recorda-se de como foi essa jogada?
M - Foi um lance de cabeça do Cardozo, a bola veio teoricamente muito fácil, eu quis amortecer, mas acabou por levar um efeito ao contrário e fui traído por isso.
R – Sentiu-se bem recebido no Estádio da Luz?
M - Para mim foi um jogo normal, mas já sabia como ia ser. Quando jogava lá, nunca fui bem recebido ali dentro pela maioria dos adeptos, e não ia ser desta vez, jogando por um adversário, que o ia ser.
R - No espaço de 8 dias, o Olhanense vai jogar duas vezes com o Benfica, o primeiro já na quarta-feira, para a Taça de Portugal. O objetivo é chegar longe na competição?
M - Claro que sim, apesar de eu não poder jogar, por estar lesionado. Queremos vencer o Benfica. Não temos estado a atravessar um bom momento, estamos há alguns jogos sem vencer e não entrámos em 2011 da forma que queríamos, com uma derrota no último jogo. Mas acredito que é possível surpreender o Benfica.
R - Depois do jogo na Luz para a Taça vem a Taça da Liga, também com o Benfica, e nesse jogo precisam mesmo de ganhar se quiserem ter ambições na prova. É uma tarefa complicada, não acha?
M - Claro que é difícil, até porque a Taça da Liga é só para os grandes, porque o calendário favorece-os. As equipas com menor expressão acabam por ser prejudicadas. Nós, por exemplo, temos dois jogos fora e um em casa, e um dos jogos fora é com o Benfica. Isso dificulta. Perdemos o primeiro jogo, contra as nossas expectativas, e agora precisamos de vencer na Luz.
R - Nesta mudança de ano as coisas não têm corrido bem. É neste jogo com o Rio Ave que tudo vai voltar ao normal?
M - Espero que sim. A intenção é essa. Não terminámos o ano como queríamos e não começámos o novo ano da melhor forma.
R - E levaram um grande puxão de orelhas do treinador nesse jogo…
M - Não estava lá mas sei que o treinador chamou a atenção da equipa. E foi importante que isso tenha acontecido, para ver se acordavam um pouco.
R - O que acha que aconteceu? Como jogador experiente, acha que, como se costuma dizer, a equipa descansou à sombra da bananeira, depois dos resultados iniciais?
M - A verdade é que ninguém esperava começar o campeonato como começámos. As coisas estavam a correr bem, o nome do Olhanense foi destacado, começaram a falar do interesse de clubes nos jogadores do Olhanense, e acredito que alguns deles talvez tenham pensado que em Janeiro podiam ir embora…
R - E tiraram o pé do acelerador, foi isso?
M - Não digo isso, mas fugiram um pouco do que vinham fazendo pela equipa. Com o aproximar de janeiro e da reabertura do mercado de transferências, alguns pensaram que podiam ir embora, e o que aconteceu foi que, até agora, só o Vinicius saiu.
R - Sente que a participação do Olhanense em provas como a Taça da Liga ou a Taça de Portugal pode complicar os objetivos no campeonato?
M - Claro que é complicado, porque este mês temos 7 ou talvez 8 jogos, se eliminarmos o Benfica da Taça. Para um plantel como o nosso, que é curto, e ainda por cima com o problema das lesões, fica difícil o trabalho do treinador. É claro que, estando só numa prova, seria melhor para nós, porque podíamos preparar-nos melhor. Assim, até ao fim do mês, vamos ter de jogar ao domingo e à quarta-feira.
R - Mas isso não é bom, jogar duas vezes por semana?
M - Claro que sim. É melhor do que estar toda a semana a treinar. Mas, como disse, temos um plantel curto.
R - Mais as viagens…
M - Esse é o maior massacre para nós. Agora vamos a Vila do Conde, depois voltamos para cá e vamos ao Estádio da Luz, e dois dias depois para Guimarães. Isso acaba por ser de um desgaste muito grande, e atrapalha o trabalho. São 7 ou 8 horas de viagem para jogar no dia seguinte e isso prejudica qualquer profissional. A equipa técnica tem um plano elaborado para que não tenhamos um desgaste tão grande.
«O meu irmão precisa de oportunidade»
R - O que pensa o Marcelo Moretto do André Moretto? Isto de ser guarda-redes é de família?
M - O meu irmão é um jovem, que está no Vitória de Setúbal, que sempre me teve como referência. Sempre gostou de jogar futebol. Como eu comecei a jogar muito cedo, ele foi crescendo e optou por ser guarda-redes também. Trouxe-o para Setúbal, onde infelizmente ainda não teve oportunidades, mas é um guarda-redes que tem muito talento e condições para fazer uma grande carreira. Só precisa do mesmo que todos os outros, que é ter oportunidade. Ele subiu pelo Sertanense, voltou para o Vitória, e acredito que ele possa ter uma carreira ainda melhor que a minha.
R - E o Marcelo sempre quis ser guarda-redes?
M - A opção que ficou no fim foi a de guarda-redes. No início queria ser avançado, porque podia falhar 10 golos, mas marcava um e saía como um herói. Sempre gostei de ser guarda-redes e estou feliz por ter feito essa opção.
Leiria vs Benfica: 0-3
Uma boa primeira parte, com Saviola em evidência, e os golos de Gaitán e Cardozo na segunda valeram ao Benfica a vitória (3-0) na visita à União de Leiria. Na partida que fechou a jornada e a primeira volta do campeonato, os “encarnados”, segundos classificados, impuseram a segunda derrota caseira à equipa de Pedro Caixinha, que se mantém quarta na tabela.
A União de Leiria, com o guarda-redes Gottardi em bom plano, viu interrompida uma série de cinco jogos sem perder na Liga (quatro vitórias e um empate).
Jorge Jesus tinha pedido uma enchente de adeptos do Benfica para ajudar a equipa a chegar ao triunfo e por certo saiu contente de Leiria. Os adeptos corresponderam ao apelo do treinador e os três pontos também seguiram para a Luz. Por seu lado, os anfitriões não alcançaram o objectivo apontado por Pedro Caixinha, que passava por chegar aos 27 pontos e garantir, desde já, a manutenção.
Caixinha, que só precisava de um empate para fazer a melhor primeira volta da história da União de Leiria, não conseguiu, também, suceder a Jorge Jesus. O treinador do Benfica foi o último técnico da União de Leiria a vencer os “encarnados”, na temporada 2005-06.
Os “encarnados” não demoraram a assumir o controlo do jogo, com Saviola a ser uma seta constantemente apontada à baliza de Gottardi. O argentino foi o melhor na primeira parte e, após várias ameaças, inaugurou o marcador aos 27’: o passe foi de Salvio, com Saviola a corresponder, de primeira, sem deixar cair a bola, fuzilando Gottardi com um excelente remate.
1ª Parte:
Logo a seguir, a equipa de Jorge Jesus podia ter chegado ao segundo, com Salvio, de cabeça, a fazer a bola passar muito perto do poste, perante a desorientação da defesa de Leiria. A resposta da equipa da casa foi sempre demasiado tímida para incomodar a baliza de Roberto.
O jogo perdeu qualidade no início da segunda parte, com os passes errados e as jogadas inconsequentes a sucederem-se. Apenas aos 64’ o perigo voltou a rondar as balizas, quando Gottardi fez uma boa defesa a remate de Gaitán. O guarda-redes brasileiro voltou a brilhar aos 77’, opondo-se a um cabeceamento de Óscar Cardozo. Na recarga, Salvio acertou no poste.
2ª Parte:
Deixe a sua opinião a este jogo, no fundo do artigo...
Seria apenas nos últimos dez minutos que voltariam os golos. Aos 81’, num contra-ataque, Gaitán, Salvio e Cardozo combinaram bem na área, com o primeiro a só ter de empurrar para fazer o 2-0 e matar o jogo. Já nos descontos, o paraguaio Cardozo picou o ponto, após assistência de Franco Jara, e apontou o 3-0 final.
O Benfica fechou a primeira volta com a quinta vitória consecutiva e mantém a perseguição ao FC Porto. Quanto à União de Leiria, que antes do início da jornada estava a um ponto do Sporting e do terceiro lugar, viu fugir os “leões”, que têm agora quatro pontos de vantagem.
Destaques Individuais:
Saviola
Inaugurou o marcador ao minuto 27, naquele que foi o seu sétimo remate (a equipa tinha nove, no total, nessa altura). A estatística comprova um início fulgurante do avançado argentino, que só descansou quando deu vantagem à sua equipa. Antes, porém, já Patrick tinha interceptado um remate que parecia destinado a beijar a rede (11m). Sempre longe do raio de acção do «trinco» Paulo Sérgio e dos centrais leirienses, foi em «terra de ninguém» que apareceu sempre a criar desequilíbrios. Merecidos aplausos, no momento em que foi substituído.
Gaitán
Foi o principal apoio de Saviola na fase inicial do encontro, ainda que naquele registo menos exuberante. Com um controlo de bola irrepreensível, recorreu várias vezes ao cruzamento para a área, solução em que é forte mas na qual aposta pouco. Foi assim, de resto, que lançou as bases do único golo do jogo, mostrando que tem condições para ser um bom flanqueador. Curiosamente, foi a jogar na posição dez (após a saída de Carlos Martins) que apontou o golo que confirmou o triunfo benfiquista (81m).
Fábio Coentrão
A pausa natalícia parece ter sido positiva, já que parece querer voltar ao nível a que já habituou toda a gente. Com o corredor livre, já que Marcos Paulo jogava como médio interior, procurou sempre subir no terreno e «empurrar» Gaitán. Contribuiu bastante para o forte início do Benfica.
Gottardi
Adiou como pôde o tento que confirmaria o triunfo benfiquista. Primeiro a defender um remate frontal de Gaitán (65m), e depois a exibir excelentes reflexos para anular um cabeceamento de Cardozo. Já na fase final do jogo ainda negou um golo a Rúben Amorim, antes de sofrer o terceiro.
Jorge Jesus, treinador do Benfica, analisa a vitória em Leiria (0-3), no encerramento da primeira volta da Liga:
«Foi um bom jogo por parte das três equipas. Estiveram todas muito bem. A nossa primeira meia hora foi muito forte, criámos algumas oportunidades de golo até ao excelente tento do Saviola. Sabendo que estávamos a defrontar uma equipa forte no contra-ataque, controlámos o jogo ofensiva e defensivamente, no primeiro tempo. Não deixámos a equipa da U. Leiria criar uma oportunidade de golo. A jogada mais perigosa deles é um lançamento lateral perto da nossa baliza. Na segunda parte entraram melhor. Fizeram uma modificação táctica que baralhou nos nossos jogadores do corredor central. A U. Leiria começou a ter mais posse de bola, mas sem criar oportunidades. Com a entrada do Ruben Amorim já não tiveram mais essa capacidade ofensiva. A equipa do Benfica começou a ter mais espaço para sair, e quando assim é somos muito perigosos. Com os golos fomos controlando o jogo. Fomos justos vencedores.»
[O F.C. Porto foi quase perfeito na primeira volta. O Benfica acredita que ainda pode inverter a situação na segunda metade da Liga?] «Vamos fazer tudo por isso. Estamos convictos da nossa capacidade, sabendo que o nosso rival tem uma pontuação que lhe dá alguma tranquilidade. Temos demonstrado que ainda é possível recuperar a desvantagem, mas sabemos também que é difícil e que estamos dependentes de outros.»
Pedro Caixinha, treinador da União de Leiria, analisa a derrota caseira com o Benfica (0-3), em jogo que encerrou a primeira volta da Liga:
[sente que a União de Leiria foi inexistente, frente ao Benfica?] «Concordo, nomeadamente em relação à primeira parte. Na segunda parte tivemos mais bola, estivemos mais no meio-campo ofensivo, mas o Benfica controlou-nos bem.»
[o que falhou?] «Devíamos ter entrado no jogo como entrámos na segunda parte. Era isso que pretendíamos. Temos de ter uma atitude colectiva muito forte, reduzindo o espaço aos nossos adversários. Quando isto não acontece, a nossa equipa fica desequilibrada. Em desvantagem tornou-se ainda mais difícil. Quando tentámos alterar algumas coisas, como por exemplo com a entrada do Zahovaiko, acabámos por sofrer o segundo golo.»
[que efeitos pode ter esta derrota?] «Queríamos mostrar uma personalidade forte, e mostrar que estamos onde estamos por força do nosso trabalho, da nossa persistência. Falhámos na nossa personalidade. O jogo com o Beira Mar é o quarto jogo mais importante da temporada. Queríamos chegar aos 27 pontos. Não podemos desperdiçar mais nenhuma oportunidade, para chegar a essa meta, nem podemos falhar mais na forma como abordamos o jogo.»
[sobre a lesão de Pateiro, substituído ainda no primeiro tempo] «Foi um rasgão ao nível da tíbia. Naquela zona o osso fica quase exposto, e tendo em conta uma possível infecção optámos por tirá-lo. Espero contar com ele na próxima semana.»
[sobre as mexidas no plantel] «Já desde o início da época que pensamos nessa reformulação. Estávamos em três competições, e infelizmente já só temos uma. Faltam-nos 15 jogos para o final da época. Ter 25 jogadores satisfaz-nos, para potenciar a competitividade interna. É nesse sentido que estamos a tentar equilibrar o plantel. Quem vier, terá de vir para ajudar.»
Salvio, atacante emprestado pelo At. Madrid ao Benfica, comenta a vitória sobre a União, em Leiria, neste domingo, no fecho da primeira volta, bem como a sua continuidade na Luz:
«Foi um jogo complicado, difícil, ganhámos mais um e continuamos a pressionar o F.C. Porto. Sabendo o resultado do F.C. Porto, é natural pensarmos que estamos obrigados a ganhar, assim acontecey, e continuamos a lutar.»
[Sobre o seu trabalho] «Estou contente pelo trabalho que estou a realizar e por poder ajudar a equipa.»
[Se gostava de continuar na Luz] «Não depende de mim, depende do entendimento entre At. Madrid e Benfica. Sou feliz no Benfica, mas não depende de mim. A minha vontade? Trabalhar bem no dia-a-dia do Benfica.»
Luisão, defesa do Benfica, comenta a vitória sobre a União, em Leiria, neste domingo, no fecho da primeira volta:
«Precisávamos vencer este jogo, já que o F.C. Porto jogou primeiro e fez a sua parte. Sabíamos que ia ser um jogo difícil, pois não é por acaso que a U. Leiria está em quarto lugar, mas o Benfica foi bastante aguerrido e muito feliz.»
[Se jogaram pressionados] «Entramos sempre para vencer. Claro que depois de ganharmos ficamos mais tranquilos, mas, independentemente de jogarmos antes ou depois do rival directo, o mais importante é fazermos a nossa parte.»
[Sobre o regresso após lesão] «Antes do encontro parecia que ia jogar o meu primeiro jogo profissional. Depois de algum tempo parado por lesão ficamos sempre ansiosos para que corra tudo bem e, felizmente, deu para aguentar o jogo todo, senti-me bem e ajudei a equipa.»
[Balanço da primeira volta] «Razoavelmente bom, lamentamos apenas o começo de campeonato. A diferença [para o F.C. Porto relativamente à época passada] é que não fomos felizes no arranque, mas o futebol é assim, nem sempre corre da maneira que queremos, mas o importante é que a equipa continua a crescer. Terminámos 2010 em crescendo e começámos 2011 muito fortes. Queremos continuar assim.»
[Se é possível chegar à liderança] «Eu não toco nesse assunto. Para mim é um jogo de cada vez. A nossa vontade é estar na frente, agora não está sendo possível, mas o importante é transmitir confiança a cada jogo aos jogadores e adeptos, para que possamos chegar fortes no final.»
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Sporting vs Braga: 2-1
O Sporting bateu o Sp. Braga por 2-1 no fecho da primeira volta, na segunda vitória seguida de 2011 e depois de nas últimas duas épocas ter caído aos pés dos minhotos em Alvalade. Desta vez não houve duas sem três, mas o poste voltou a piscar o olho ao leão, num jogo em que uma substituição forçada acabou por estar na origem da vitória.
O terceiro lugar a meio do campeonato é uma garantia que não serve de consolo, uma vez que a triste realidade dos 13 pontos de distância para o líder F.C. Porto mantém-se.
Com dois golos em apenas três minutos e contra a corrente do jogo, o Sporting chamou a si a glória, com uma tranquilidade e objectividade a que nem sempre está acostumado. Sofreu um, podia ter marcado mais e ainda acertou no ferro. O Sp. Braga começou por ter alma de vicecampeão mas com o passar do tempo tornou-se uma sombra de si mesmo.
Sem Pedro Mendes de início ou no banco, ele que estava de volta aos eleitos de Paulo Sérgio, depois de ter treinado com limitações durante a semana, e com Maniche castigado, o treinador apostou em Zapater no miolo defensivo, Vukcevic na direita do meio-campo, e voltou a contar com Postiga no ataque, desconhecendo, então, que por apenas oito minutos. Domingos voltou a contar com Moisés, recuperado, e na ausência do castigado Rodriguez manteve-se Paulão no eixo. Vandinho relegou Custódio para o banco, tal como Lima foi preferido a Keita.
O Sp. Braga entrou melhor e durante dez minutos não permitiu que o Sporting saísse do seu meio-campo. O único a fazê-lo foi Postiga, rendido por Diogo Salomão logo aos oito minutos.
E foi o jovem atacante quem começou por reescrever a história do jogo aos 11 minutos. Numa recuperação de bola de Liedson, com passagens por Valdés, Vukcevic e Zapater, o espanhol cruzou da direita para um grande golo de Diogo Salomão, a usar o calcanhar com mestria.
1ª Parte:
Enquanto o Sp. Braga ainda dissecava o sucedido, o segundo dos leões surgiria dois minutos depois e após Hugo Viana isolar Liedson, que soube segurar a bola perante a defesa minhota e soltá-la para Valdés na direita, que com um remate cruzado bateu Artur Moraes pela segunda vez.
A reacção surgiria também minutos depois, agora com eficácia, depois de Paulo César empurrar um cruzamento de Alan para o fundo da baliza de Rui Patrício.
Até ao intervalo mais uma oportunidade para cada lado, a primeira para o Sp. Braga e negada por André Santos, que cortou um remate de Sílvio com selo de golo; depois o mesmo lateral a evitar que Salomão conduzisse o contra-ataque leonino para zona perigosa e pelo qual foi punido disciplinarmente.
Tal como no primeiro tempo, o Sp. Braga entrou no segundo com a determinação de que podia vencer o Sporting e não fosse a intervenção de Rui Patrício teria chegado ao empate logo de início, com Alan a rematar cruzado.
2ª Parte:
Domingos Paciência aproveitou para retocar a equipa, fez entrar Hélder Barbosa e Meyong para os lugares de Mossoró e Lima, mas a reacção foi pouco expressiva. Melhor esteve o seu guarda-redes, a negar o golo a Liedson, que se preparava para desviar de cabeça um cruzamento de Evaldo.
Depois de Paulo César ter voltar a crescer junto da baliza de Rui Patrício, Paulo Sérgio não hesitou e aproveitou não só para aplaudir a exibição de Diogo Salomão como assegurar que o Sp. Braga não colocaria em perigo a vantagem, com a entrada de Nuno André Coelho. O central estaria, aliás, na última jogada de perigo da sua equipa, com o guarda-redes do Sp. Braga a desviar a bola da sua baliza.
No final não houve assobios, nem mesmo para o árbitro Bruno Paixão, muito contestado antes e durante o jogo. Só aplausos.
Texto: maisfutebol
Paulo Sérgio, treinador do Sporting, depois da vitória sobre o Sp. Braga (2-1), no Estádio de Alvalade, em jogo da 15ª jornada da Liga:
«Obviamente estou satisfeito com o resultado, satisfeito também com muitas coisas de qualidade que a equipa demonstrou. Depois dos golos a equipa, estrategicamente e bem, baixou as suas linhas para se tornar mais compacta. Era um adversário de valia que soubemos respeitar e guardar a vantagem que tínhamos».
[Três vitórias consecutivas, é a melhor fase da época do Sporting?]
«Não sei se é a melhor fase. Já fizemos boas exibições sem averbar pontos. É uma exibição boa da equipa, temos de olhar para o lado positivo. Respeito este Sp. Braga, acho que tem uma boa equipa, é bem orientado, o ano passado fez uma boa campanha na Liga dos Campeões e foi vice-campeão, e acho que não desaprendeu. Acho que temos de valorizar o que foi bom no jogo. Um jogo que abriu com muitos golos e depois com duas equipas que souberam apresentar argumentos uma há outra. Acho que se viu um bom jogo aqui em Alvalade».
[Como reagiu aos assobios quando trocou Salomão por Nuno André Coelho?]
«Essa é uma pergunta fácil de responder. Para mim os adeptos e os sportinguistas têm sempre razão. Mas volto a dizer, porque estamos sempre à procura de polémicas e a procurar o lado negativo das coisas. Há tanta coisa positiva para destacar como um miúdo de 22 anos que entrou bem no jogo. Há muita coisa para valorizar em vez de pensarem que vou ficar irritado com a assobiadela no momento da substituição. Foi a opção que decidi tomar naquela altura, respeito as opiniões, mas o treinador sou eu. Temos feito jogos com boa competência, hoje tivemos muita competência, volto a referir o valor do adversário. Trabalhando sério, colocando este empenho em prol do Sporting, certamente vamos ter mais alegrias».
«Dá-me prazer ver Salomão a crescer»
[Porque escolheu Salomão em vez de Saleiro?]
«Acho que o miúdo entrou muito bem na partida. Na altura da substituição, como ele tem menos tempo jogado do que os outros e, além disso, é menos experiente para estes momentos escaldantes nos últimos dez minutos. A minha decisão para sair do jogo teve a ver com isso. Mas enquanto esteve em campo, justificou hoje aqui o porquê da SAD ter revisto a suas condições. Além de ter qualidade, é um miúdo com muita humildade e um miúdo sério. Dá-me prazer vê-lo crescer».
[O Sporting está a dois pontos do Benfica, ainda pode chegar ao segundo lugar?]
«Temos de fazer a nossa parte e não olhar para os outros. Temos de ser sérios e humildes e não jogar só andar em bicos de pé. Não são essas as nossas características».
[O Braga tinha ganho aqui em Alvalade nos últimos dois anos, foi importante ganhar hoje?]
«Já disse ontem. Não tem a ver com os resultados do Braga nos anos anteriores. Todos sabem da importância de somarmos vitórias, trabalhar numa casa como a do Sporting sem vitórias é impossível. O fundamental é ganhar. Os três pontos são o sal e a pimenta que fazem sentido. Essa tem de se sempre a nossa meta».
Domingos Paciência, treinador do Sp. Braga, depois da derrota diante do Sporting (1-2), no Estádio de Alvalade, em jogo da 15ª jornada da Liga:
«Não estou satisfeito de maneira nenhuma com o que fizemos aqui hoje. Tivemos aqui uma boa oportunidade para ganhar o jogo e, em dois minutos, conseguimos deitar tudo por terra. Uma equipa que entrou como o Braga entrou, depois sofrer dois golos em dois minutos¿ Erros destes arrumam com uma equipa. Se me disserem que o Sporting foi superior ao Braga, também digo que não foi. Esperava uma equipa que tivesse mais bola, que fosse mais rápida nas transições. Os dois golos intranquilizaram a equipa e pouco mais se pode dizer deste jogo».
[A oito pontos do Sporting, o que pode esperar mais desta época?]
«Continua em aberto o que queremos alcançar (terceiro/quarto lugar), mas para isso temos de ter uma postura diferente daquela que tivemos hoje. Agora vai começar a segunda volta e temos consciência de que temos de fazer muito mais fora de casa. Como é lógico, ninguém está satisfeito com o que temos feito fora de casa. Vamos continuar a trabalhar sabendo que esta equipa já fez coisas boas no passado e pode vir a fazer no futuro.
[O que faltou hoje ao Braga?]
«Em dois minutos o jogo muda. Na segunda parte, quando entramos no jogo, se o Alan tem a felicidade de empatar o jogo, podia ter sido tudo diferente. O Silvio também tem uma oportunidade para marcar, igual à do Valdés. A eficácia, a atitude, a agressividade, isso hoje é fundamental para uma equipa ser consistente. Sinto que perdi uma boa oportunidade para ganhar aqui em Alvalade. Acho que o Braga merecia mais do que aquilo que fez».
Jaime Valdés, médio do Sporting, comenta a vitória sobre o Sp. Braga neste sábado, na 15ª jornada, em Alvalade:
«Foi uma vitória importante num jogo muito difícil. Trabalhámos bem durante a semana e fomos premiados com este resultado.»
[Por ser o melhor marcador com cinco golos] «O importante são os três pontos, independentemente de quem marca. Estou a trabalhar bem e arduamente. Estou contente pela forma como tudo está a correr.»
[Ser mais regular] «Nem sempre estou a 100 por cento, depende dos jogos, da equipa ou mesmo da condição física. Há que continuar a trabalhar. Hoje [sábado] senti-me bem, foi um bom jogo e a vitória justa.»
[Sobre os objectivos da equipa] «Quem está à frente ainda deve perder pontos, mas o nosso objectivo é jogo a jogo.»
[Em que posição se sente melhor a jogar] «O treinador é que decide se devo jogar na direita, na esquerda ou no meio. Estou contente por estar cá e poder ajudar. Sinto-me bem em qualquer posição, o importante é contribuir para a equipa.»